PETIÇÃO PELA REVERSÃO TOTAL DA PRIVATIZAÇÃO DOS CTT

REVERSÃO PRIVATIZAÇÃO CTT

86129_1

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TEXTO DA PETIÇÃO

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Ao
Exmo. Senhor
Presidente da Assembleia da República
Assembleia da República
Palácio de São Bento
1249-068 Lisboa
PETIÇÃO

Exmo. Senhor,
Os subscritores e as subscritoras desta Petição, confrontados(as) com os efeitos, em seu entender perniciosos e prejudiciais para os Portugueses e as Portuguesas e para o País, da privatização dos CTT, Correios de Portugal, S.A. decidida pelo Governo de então em 2013/2014, vêm junto de V.ª Ex.ª expor e peticionar de acordo com o texto que se segue.

Considerando os peticionantes e as peticionantes que:
• Desde 1520, aquando da instituição dos Serviços Postais em Portugal, os Correios Portugueses, adiante designados por CTT, independentemente da sua figura jurídica ou denominação, sempre foram considerados como o melhor serviço público em Portugal. Desde o início do Século XX e até 2014, apesar das diversas vicissitudes e transformações porque passaram, os CTT sempre respeitaram os seus utentes, fornecendo um Serviço Postal Público de qualidade e considerados no topo dos correios a nível mundial;
• Desde 2013/2014, após a privatização total dos CTT-Correios de Portugal, S.A., cujo capital era até aí detido em exclusivo pelo Estado Português, a qualidade do serviço prestado pela hoje designada CTT – Correios de Portugal, Sociedade Aberta, tem vindo a decrescer fortemente em qualidade e periodicidade estando actualmente a raiar o descalabro;
• Estando o imediatamente atrás referido publicamente comprovado pela Entidade Reguladora ANACOM, sob cuja proposta o Governo da República multou os CTT por desrespeito pelo Contrato de Concessão e Convénio de qualidade (só relativamente a 2014 faltando os anos subsequentes);
• Com a redução do número de Carteiros e as “novas metodologias” de distribuição de correio, os atrasos na distribuição são uma constante em todo o País, existindo mesmo localidades em que o Carteiro só passa uma vez por semana, e outras, pouco mais que isso, prejudicando assim gravemente os cidadãos;
• Após a implementação do chamado Banco CTT sobre a estrutura de Estações de Correio, agora designadas por Lojas Postais, o desvio de trabalhadores dos balcões dos serviços postais para os balcões do serviço do Banco, provoca filas intermináveis de espera nos primeiros, chegando ao absurdo de um cidadão ou uma cidadã esperar mais de duas horas para comprar um selo ou fazer um envio postal. Concomitantemente o encerramento de muitas estações de correio, nomeadamente nas zonas menos povoadas é em tudo preocupante até porque põe me causa a coesão territorial;
• Em nosso entender a gestão privada dos CTT está a emagrecer/destruir deliberadamente a estrutura e componentes da Rede Pública Postal e, com isso, a incumprir o Contrato de Concessão e o Convénio de Qualidade e, dessa forma, a prejudicar fortemente os Portugueses e Portuguesas e o Estado Português.

Somos, por tudo o atrás referido e antes que o Serviço Público Postal e a Rede Pública Postal sejam destruídos de forma irreversível, a requerer a V.ª Ex.ª que, nessa Assembleia da República, sejam envidados todos os passos necessários a um rápido e imprescindível processo de reversão da privatização dos CTT-Correios de Portugal, voltando os mesmos à posse total e gestão directa do Estado Português, como acontecia até Dezembro de 2013.

 

Comunicado SNTCT Correios 18-2017

greve

GREVE GERAL NOS CTT

DIAS 21 E 22 DE DEZEMBRO 2017

Veja aqui a versão PDF » » » 2017_18 CTT CORREIOS

  • CONTRA A DESTRUIÇÃO DOS CTT
  • CONTRA A DETERIORAÇÃO DO SERVIÇO UNIVERSAL DE CORREIO
  • CONTRA OS DESPEDIMENTOS ENCAPOTADOS
  • CONTRA O ASSÉDIO MORAL E PROFISSIONAL
  • CONTRA DESTRUIÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO
  • CONTRA A ENTREGA DE ESTAÇÕES A TERCEIROS
  • CONTRA A DESTRUIÇÃO DO PATRIMÓNIO DOS CTT
  • CONTRA A GESTÃO APENAS PARA FAVOR DOS ACCIONISTAS
  • CONTRA O TRABALHO EXTRAORDINÁRIO NÃO PAGO
  • CONTRA O ABUSO EXERCIDO SOBRE OS CONTRATADOS A PRAZO EM RELAÇÃO AO PROLONGAMENTO ILEGAL DO HORÁRIO

EXIGIMOS:

  • PRESTAÇÃO DO SERVIÇO UNIVERSAL COM QUALIDADE
  • TRABALHADORES SUFICIENTES (EC´S, CDP´S E TRATAMENTO)
  • INTEGRAÇÃO DOS CONTRATADOS E AGENCIADOS
  • ADMISSÃO DE MAIS 300 TRABALHADORES
  • MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO

PELA REVERSÃO DA PRIVATIZAÇÃO DOS CTT.

SNCT – A força de continuarmos juntos!

Comunicado SNTCT Correios 17-2017

ctt 17 2017 min

CTT – CORREIOS DE PORTUGAL?
AO SERVIÇO DE QUEM?

 

Abra aqui o comunicado em formato PDF 2017_17 CTT CORREIOS
CTT – GOVERNO E ANACOM COM RESPONSABILIDADE NA DEGRADAÇÃO
·         Correio com atraso até 15 dias úteis;
·         Mais de uma hora em filas de espera nas estações de correio;
·         Registos entregues com mais de 5 dias de atraso;
·         Trabalhadores extenuados a recorrer cada vez mais a ajuda médica por efectuarem de 10 e mais horas de trabalho diário no atendimento e distribuição;
·         Centenas de postos de trabalho sem trabalhadores!
·         1 a 3 semanas de tempo de espera para abrir uma conta no banco CTT;
·         Resultados (de janeiro a setembro) a diminuir cerca de 57% em relação a 2016;
·         Milhões de euros gastos em consultadorias;
·         Querem entregar as estações a entidades terceiras.

QUE FUTURO PARA OS CTT?
OS CTT – CORREIOS DE PORTUGAL SÃO UMA EMPRESA ESTRATÉGICA, QUE TEM POR OBRIGAÇÃO PRESTAR O SERVIÇO UNIVERSAL E DIMINUIR AS ASSIMETRIAS REGIONAIS
A ACTUAL SITUAÇÃO IMPÕE QUE O ESTADO TOME MEDIDAS!
Diálogo social não existe. É através da comunicação social que Sindicatos, trabalhadores e populações têm conhecimento da real situação dos CTT. É lamentável que uma gestão paga “a peso de ouro” tenha levado os CTT-Correios de Portugal à degradação de um dos melhores serviços públicos do país.
NOTÍCIAS VEICULADAS PELA COMUNICAÇÃO SOCIAL (jornal de negócios, diário económico e ANACOM):
“O resultado registado pelos CTT nos primeiros nove meses deste ano – lucro de 19,5 milhões de euros, que representou uma queda de 57,6% face ao período homólogo – continua a pressionar a instituição liderada por Francisco Lacerda”.
“Os CTT revelaram que no âmbito do processo de reestruturação anunciado poderá incluir-se a atribuição da gestão de estações de correio a entidades terceiras”.
“A dificuldade na abertura de conta, mais especificamente o tempo de espera para que fique activa, é o principal problema apontado pelos clientes. Esperas de 1 semana, 2 semanas ou mesmo 3 semanas estão a ser reportadas diariamente, o que alegadamente, será justificado com o facto de muita gente estar a optar por abrir conta com o intuito de “fugir” às mudanças nas comissões”.
“O regulador (ANACOM) analisou “os indicadores de qualidade de serviço dos CTT relativos a 2016 e concluiu que o indicador relativo ao correio normal não entregue no prazo de 15 dias úteis não foi cumprido”, referiu, na altura, a ANACOM, que determinou a aplicação do mecanismo de compensação, este mecanismo implica que a concessionária do serviço postal universal (CTT) terá que aplicar uma dedução de 0,03 pontos percentuais à variação média ponderada dos preços do cabaz de serviços de correspondências, encomendas e correio editorial”. (Tudo indica que em 2017 será ainda pior).
A par de tudo isto, para efectuar com normalidade/qualidade o serviço universal de correios (sem reformas ou saídas antecipadas) existem cerca de 400 postos de trabalho efectivos por preencher na distribuição e atendimento. É por esta razão que a distribuição anda atrasada e as filas de espera nas estações de correio são enormes. Para piora a questão os CTT informaram o SNTCT que “identificaram um conjunto de trabalhadores, que a Empresa considerou reunirem determinadas condições cuja cessação do seu vínculo contratual não implicará substituição, com vista à cessação, por mútuo acordo, dos contratos de trabalho”. MAIS UMAS CENTENAS DE DESPEDIMENTOS ENCAPOTADOS!
Os trabalhadores dos CTT tudo têm feito para suprir a falta de ocupação dos postos de trabalho, contudo quem tem gerido os CTT nos últimos 3 anos apenas pensa no interesse dos accionistas. Os trabalhadores dos CTT lutam contra a degradação da qualidade do serviço. Os trabalhadores dos CTT também são vítimas das más opções tomadas pela CE e ADM dos CTT. Os trabalhadores não aceitam que quem causou esta situação continue a ganhar milhões, para destruir uma empresa com 500 anos de existência.
Em 2014 pomposamente um membro do governo disse: “A privatização dos CTT foi um enorme êxito.” Estas foram as palavras usadas pelo Executivo PSD/CDS, pela voz do ministro da Economia, para qualificar a venda dos Correios. Pires de Lima salientou o “sucesso objetivo do ponto de vista financeiro” e “adiantou que os atuais acionistas “são bons investidores internacionais e portugueses”, o que “é um motivo de conforto”. O SUCESSO E O CONFORTO ESTÃO À VISTA DE TODOS: Serviço público degradado; banco a naufragar e cortes cegos nas despesas operacionais. Tal decisão levou à destruição que agora se verifica. Contudo CE e ADM dos CTT continuam exclusivamente atentos aos “berros” dos accionistas ávidos de mais lucro e em garantir ordenados milionários, em detrimento das populações e do país.

É URGENTE A REVERSÃO
DA PRIVATIZAÇÃO DOS CTT

sntct – força de continuarmos juntos!

Comunicado 1-2017 Direcção Nacional

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TODOS À MANIFESTAÇÃO NACIONAL
Lisboa – 18 Nov – 15H00 – Marquês Pombal
(ponto de encontro: esquina da R. Braancamp com a Pr. Marquês Pombal, às 14H30)

aBRA AQUI A VERSÃO pdf: » » » 2017_1 DIRECÇÃO NACIONAL
LUTAR: VALORIZAR O TRABALHO E OS TRABALHADORES
Reconhecemos alguns avanços na recuperação de direitos, de rendimentos e salários, aumentos de reformas, pensões e apoios sociais, porem, ainda estão longe das necessidades, quer dos trabalhadores quer do país. É urgente resolver os problemas estruturais do país, reflexo de décadas de políticas de direita. Portugal não pode continuar a ser um” bom executante”, de forma obediente e nefastas para o país e para a população, das medidas da UE, A divida externa portuguesas, carece de ser renegociada.

É PRECISSO ROMPER COM A POLITICA DO PASSADO!

Os trabalhadores do sector de correios e telecomunicações, salvo raras excepções, ou não têm aumentos salariais ou se os tiveram foram muito abaixo do aumento do custo de vida
CONTINUAM AS DESIGUALDADES SOCIAIS E UMA PARTE MUITO SIGNIFICATIVA DA POPULAÇÃO VIVE NA POBREZA E EM SÉRIAS DIFICULDADES NO DIA-A-DIA
O GOVERNO (PS) RECUSA-SE A ALTERAR AS NORMAS MAIS GRAVOSAS DO CÓD. DO TRABALHO
OS TRABALHADORES COM VÍNCULOS PRECÁRIOS, ESTÃO ESTIMADOS EM CERCA DE 1 MILHÃO

É PRECISO AFIRMAR OS DIREITOS
É PRECISO LUTAR!

PELO AUMENTO DOS SALÁRIOS E POR UMA JUSTA REPARTIÇÃO DA RIQUEZA
PELO EMPREGO COM DIREITOS, CONTRA A PRECARIEDADE E CONTRA A DISCRIMINAÇÃO
·         Aumento de 4% dos salários em 2018, com um mínimo de 40 euros.
·         Criação de emprego estável e com direitos
·         Aumento do salário mínimo nacional para 600€ a partir de 1 de Jan de 2018.
·         Em cada posto de trabalho permanente tem de estar um trabalhador efectivo
·         Descongelação das progressões e promoções profissionais.
·         Integração nos quadros das empresas para as quais prestam serviço, os trabalhadores contratados a empresas de trabalho temporário e prestadores de serviços.

PELO DIREITO À CONTRATAÇÃO COLECTIVA
PELA REDUÇÃO E REGULAÇÃO DOS HORÁRIOS DE TRABALHO

·         Revogação das normas mais gravosas do Código do Trabalho, nomeadamente, a caducidade e sobrevigência das convenções colectivas.
·         Contra a adaptabilidade, os bancos de horas e os horários concentrados.
·         Reposição do princípio do tratamento mais favorável e da renovação automática dos contratos colectivos.
·         Pela reposição do valor do pagamento do trabalho extraordinário e dos dias de descanso.
·         Alteração da atribuição do subsídio de desemprego, eliminação do desconto de 10%.
·         Pela garantia de dois dias de descanso consecutivos, Sábado e Domingo.
·         Direito á reforma sem penalização ao fim de 40 de descontos.
Pelas 35 horas de trabalho semanal para todos.
·         Aumento das pensões de reforma.

·         Repor a idade da reforma aos 65 anos

PELA DEFESA DA SEGURANÇA SOCIAL E DOS SERVIÇOS PÚBLICOS. PELO PODER LOCAL DEMOCRÁTICO E POR UM SNS E UMA ESCOLA PÚBLICA AO SERVIÇO DO POVO E DO PAÍS.
TODOS À MANIFESTAÇÃO NACIONAL
sntct – a força de continuarmos juntos!

Comunicado SNTCT Cultura/Tempos Livres 1-2017

2017_01 CULTURA_TEMPOS LIVRES imagem 01

PROTOCOLO 2017 PARA AQUISIÇÃO DE LIVROS ESCOLARES
PARA OS FILHOS DOS ASSOCIADOS DO SNTCT

Abra aqui a versão PDF deste comunicado » » » 2017_01 CULTURA_TEMPOS LIVRES

No seguimento do sucesso do Protocolo celebrado nos anos anteriores entre o SNTCT e a Livraria Tio Papel – especialista em livros escolares – a mesma irá continuar a realizar 10% de desconto sobre o preço de capa dos livros escolares (1º ao 12º Ano) encomendados até dia 31 de Agosto de 2017.
A encomenda deverá ser feita para o email encomendas@tiopapel.com através do preenchimento da ficha em anexo (digitalizando-a depois de preenchida ou escrevendo no email de encomenda todos os dados solicitados bem como as indicações a colocar no campo observações).
A Livraria Tio Papel comunicará ao associado(a) do SNTCT o valor total da factura, valor que o mesmo pagará de acordo com forma estabelecida; transferência bancária, cheque ou cobrança postal (ª).
Após bom pagamento, quando a encomenda estiver pronta, a livraria entregará a mesma, junto com a factura, nas instalações sede do SNTCT, que por sua vez irá fazê-la chegar ao associado. No caso de optar pela Cobrança Postal a mesma será enviada pela Livraria Tio Papel directamente para casa do Associado ficando os portes e prémio de cobrança a cargo do mesmo.
Para além dos 10% de desconto, poderá ainda solicitar a plastificação dos seus livros por mais 1 euros por exemplar.

(ª) O valor total da factura poderá ainda ser pago em 3 vezes por via do envio de cheques pré-datados sendo o primeiro descontado pela Livraria Tio Papel antes do envio da encomenda.

PARA ESCLARECIMENTOS CONTACTAR SNTCT SEDE: 218428900 ou sntct@sntct.pt

SNTCT – A força de continuarmos juntos!
www.sntct.pt – www.facebook.com/sntct
A Direcção Nacional do SNTCT
Encomendas do SNTCT
SINDICATO NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES

Enviar por email para: encomendas@tiopapel.com

Nome do(a) Associado(a):

Nº de Associado(a):

Contacto Telefónico:

Morada do(a) Associado(a):

Empresa:

Local de Trabalho:

Nome da Escola da Criança:

Localidade da Escola:

Concelho da Escola:

Ano escolar a frequentar:

Os livros vêm normalmente no chamado “Pack Pedagógico”, com os cadernos de atividades e o CD. Assinale em “Observações” se não quiser o CD ou mesmo o Caderno de Atividades.
Assinale em “Observações” caso não deseje algum livro adotado pela escola.
Assinale em “Observações” se pretende algum livro plastificado.
ATENÇÃO
OS LIVROS TÊM QUE SER ENCOMENDADOS ATÉ 31 DE AGOSTO

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

Comunicado SNTCT Correios 15-2017

20170628_132341

NEGOCIAÇÃO DA MATÉRIA SALARIAL DE 2017

TEXTO (PARCIAL) DO ACORDO ENTRE O SNTCT E OS CTT

Abra aqui a versão PDF > > >  2017_15 CTT Correios-2

ACORDO DE EMPRESA

CTT – Correios de Portugal, S.A., Sociedade Aberta,

– Revisão parcial –

Considerando a valorização de um clima de estabilidade e paz social na Empresa que constituem objetivos dos CTT e das Associações Sindicais outorgantes, é celebrado hoje, dia XX de Junho de 2017, o presente Acordo de Empresa que vem rever, em matéria salarial, o Acordo de Empresa entre as partes celebrado e publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, nº 8, de 28 de fevereiro de 2015 (AE CTT 2015), para o SNTCT, bem como o acordo publicado no BTE nº 14, de 15/4/2016, para as restantes associações sindicais, nos seguintes termos:

 

Cláusula 1ª

Âmbito e produção de efeitos

 

  1. O presente Acordo obriga, por uma parte, a empresa CTT – Correios de Portugal, S.A., Sociedade Aberta e, por outra parte, os trabalhadores ao seu serviço, representados pelas Associações Sindicais outorgantes.
  2. Os aumentos remuneratórios decorrentes do presente Acordo retroagem os seus efeitos a 1 de janeiro de 2017, sem prejuízo do disposto no número seguinte e dos nº 3 e 4 da cláusula 2ª, e vigoram nos termos previstos nas cláusulas 2ª e 3ª do AE CTT2015,
  3. Relativamente aos trabalhadores abrangidos pela cláusula transitória, os aumentos referidos no número anterior serão aplicados aos valores resultantes do cumprimento do nº3 da referida cláusula transitória.
  4. O Acordo de Empresa dos CTT abrange o território nacional, no âmbito do setor da atividade postal e as categorias profissionais constantes do Anexo I do AE CTT 2015.

 

Cláusula 2ª

Aumentos remuneratórios

 

  1. As remunerações base mensais auferidas pelos trabalhadores abrangidos pelo presente Acordo ao serviço dos CTT à presente data são aumentadas nos seguintes termos:
  2. a) Remunerações base mensais até 1267,20€: aumento de 1%;
  3. b) Remunerações base mensais compreendidas a partir do valor correspondente ao limite máximo do grau de qualificação II e 1889,60€: aumento de 0,75%;
  4. c) Remunerações base mensais compreendidas a partir do valor correspondente ao limite máximo do grau de qualificação IV e 2772,30€: aumento de 0,65%.
  5. Os valores resultantes do disposto no número 1 da presente cláusula são os que constam dos Anexos III e IV do presente Acordo, com efeitos a 1 de janeiro de 2017.
  6. O valor do limite mínimo do Grau de Qualificação II do Anexo III, bem como o valor da Posição Inicial referente ao mesmo Grau de Qualificação, do Quadro I do Anexo IV, será aumentado, com efeitos a partir de 1 de Julho de 2017, para 600€.
  7. O valor do limite mínimo do Grau de Qualificação I do Anexo III, para 580€, bem como os valores referentes ao mesmo Grau de Qualificação, do Quadro I do Anexo IV, para a Posição Inicial, para a Posição P1 e para a Posição P2, respetivamente para 580€, 590€ e 600€, serão aumentados, com efeitos a partir de 1 de Julho de 2017.

 

 

ANEXO III

Limites salariais de referência

(Cláusula 66ª número 1)

 

Grau de Qualificação Limite mínimo Limite máximo
I 562,60 € 960,00 €
II 582,70 € 1.279,90 €
III 634,30 € 1.589,70 €
IV 705,60 € 1.903,80 €
V 906,60 € 1.943,50 €
VI 1.441,40 € 2.356,90 €
VII 2.219,70 € 2.790,40 €

 

 

ANEXO IV
Progressão salarial garantida

Quadro 1
(Cláusula 68ª números 5 e 6)

 

Grau de qualificação Posição inicial Posições de referência
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
I 562,60 571,40 580,10 632,30 671,20 700,90 736,70 782,70 834,90
II 582,70 632,30 671,20 700,90 752,10 808,90 871,50 944,50 1.043,70
III 634,30 671,20 736,70 840,20 944,50 1.069,70 1.184,60 1.306,60 1.410,20
IV 705,60 808,90 944,50 1.069,70 1.184,60 1.306,60 1.410,20 1.503,50 1.602,10

 

 

 

 

Quadro 2
(Cláusula 113.ª)

 

1 2 3 4 5 6
Grupo profissional em 19/4/2008 “Letra” em 19/4/2008 Nova Categoria Profissional Posição de referência inicial Próxima posição de referência Grau de Qualificação Posição de referência seguinte no Quadro 1
CRT,
MOT (residual)
E CRT,
MOT (residual)
671,20 702,20 II P4
F 702,20 759,90 II P5
G 759,90 816,50 II P6
H 816,50 897,80 II P7
I 897,80 1.003,40 II P8
J 1.003,40 II P8
TAC H OAN 816,50 897,80 II P7
I 897,80 1.003,40 II P8
TRA I TNG 897,80 1.003,40 III P5
J 1.003,40 1.134,40 III P6
K 1.134,40 1.270,10 III P7
L 1.270,10 III P7
L1 1.341,00 III P8
TPG,
OSI,TEP
G TNG,
OSI (residual), TEP (residual)
759,90 816,50 III P3
H 816,50 897,80 III P4
I 897,80 1.003,40 III P5
J 1.003,40 1.134,40 III P6
K 1.134,40 1.270,10 III P7
L 1.270,10 1.341,00 III P8
L1 1.341,00 III P8
EDC, TCF K TSR 1.134,40 1.270,10 IV P5
L 1.270,10 1.341,00 IV P6
L1 1.341,00 IV P6
L2 1.427,30 IV P7
M1 1.520,60 IV P8
ASG,

TDG

J TSR,

TDG (residual)

1.003,40 1.134,40 IV P4
K 1.134,40 1.270,10 IV P5
L 1.270,10 1.341,00 IV P6
L1 1.341,00 1.427,30 IV P7
L2 1.427,30 1.520,60 IV P8
M1 1.520,60 IV P8

 

Cláusula Transitória – A

(A que faz referência o nº 3 da cláusula 1ª do presente Acordo e que dele faz parte integrante)

 

O SNTCT e os CTT acordam o seguinte:

  1. No processamento salarial relativo ao mês de julho de 2017 e com efeitos a 1 de janeiro de 2017, os associados no SNTCT que não foram abrangidos pelos aumentos salariais de 2016, terão os seguintes aumentos, sem prejuízo de ser garantido um aumento mínimo de 10,00€, também com efeitos a 1 de janeiro de 2017, aos mesmos trabalhadores com remunerações base mensais até 1000,00€:
  2. a) Remunerações base mensais até 1250,90€: aumento de 1,30%;
  3. b) Remunerações base mensais compreendidas entre 1250,91€ e 1872,70€: aumento de 0,9%;
  4. c) Remunerações base mensais compreendidas entre 1872,71€ e 2753,00€: aumento de 0,7%.
  5. Com efeitos a 1 de janeiro de 2017, são aplicadas as seguintes tabelas aos associados no SNTCT que não foram abrangidos pelos aumentos salariais de 2016 nem pelas tabelas salariais que iniciaram vigência com efeitos a 1 de janeiro de 2016. (Nota do SNTCT: estas tabelas estarão disponíveis na página do SNTCT).
  6. Os trabalhadores que já foram abrangidos pelos aumentos salariais de 2016, mas com efeitos a data posterior a 1 de janeiro de 2017, retroagem os referidos aumentos a 1 de janeiro de 2017.
  7. Os aumentos salariais e as tabelas constantes do AE, do qual a presente Cláusula Transitória – A  faz parte integrante, serão aplicados sobre os valores resultantes do acordado supra nos nºs 1, 2 e 3, também com efeitos a 1 de Janeiro de 2017.
  8. Os aumentos acordados no nº1 da presente Cláusula Transitória – A não se aplicam aos trabalhadores que tenham sido admitidos pelos CTT após 20 de Abril de 2016.
  9. A presente Cláusula Transitória – A vincula os seus outorgantes.

 

Cláusula Transitória – B

(A que faz referência o nº 3 da cláusula 1ª do presente Acordo e que dele faz parte integrante)

Os SINDETELCO, SITIC, SINCOR, SINQUADROS, SICOMP, FENTCOP, SINTTAV, CGSI, SERS e SNEET e os CTT acordam o seguinte:

 

  1. No processamento salarial relativo ao mês de julho de 2017 e com efeitos a 1 de janeiro de 2017, os associados das associações sindicais acima identificadas que não foram abrangidos pelos aumentos salariais de 2016, terão os seguintes aumentos, sem prejuízo de ser garantido um aumento mínimo de 10,00€, também com efeitos a 1 de janeiro de 2017, aos mesmos trabalhadores com remunerações base mensais até 1000,00€:
  2. d) Remunerações base mensais até 1250,90€: aumento de 1,30%;
  3. e) Remunerações base mensais compreendidas entre 1250,91€ e 1872,70€: aumento de 0,9%;
  4. f) Remunerações base mensais compreendidas entre 1872,71€ e 2753,00€: aumento de 0,7%.
  5. Com efeitos a 1 de janeiro de 2017, são aplicadas as seguintes tabelas aos associados das associações sindicais acima identificadas que não foram abrangidos pelos aumentos salariais de 2016 nem pelas tabelas salariais que iniciaram vigência com efeitos a 1 de janeiro de 2016:
  6. Os trabalhadores que já foram abrangidos pelos aumentos salariais de 2016, mas com efeitos a data posterior a 1 de janeiro de 2017, retroagem os referidos aumentos a 1 de janeiro de 2017.
  7. Os aumentos salariais e as tabelas constantes do AE, do qual a presente Cláusula Transitória – B faz parte integrante, serão aplicados sobre os valores resultantes do acordado supra nos nºs 1, 2 e 3 também com efeitos a 1 de Janeiro de 2017.
  8. Os aumentos acordados no nº1 da presente Cláusula Transitória – B não se aplicam aos trabalhadores que tenham sido admitidos pelos CTT após 20 de Abril de 2016.
  9. A presente Cláusula Transitória – B vincula os seus outorgantes.

 

Consulta a página do SNTCT: www.sntct.pt ou www.facebook.com/sntct

 

VERSÃO ELECTRÓNICA DA PETIÇÃO PELA REVERSÃO DA PRIVATIZAÇÃO DOS CTT

REVERSÃO PRIVATIZAÇÃO CTT

JÁ ESTÁ DISPONÍVEL DA VERSÃO ELECTRÓNICA DA PETIÇÃO

PROMOVIDA PELO SNTCT QUE PEDE A REVERSÃO DO PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DOS CTT – CORREIOS DE PORTUGAL.

Se já assinou a versão em papel, não volte a assinar aqui. Se assinar aqui não necessita voltar a assinar na versão em papel.

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Ao
Exmo. Senhor
Presidente da Assembleia da República
Assembleia da República
Palácio de São Bento
1249-068 Lisboa
PETIÇÃO

Exmo. Senhor,
Os subscritores e as subscritoras desta Petição, confrontados(as) com os efeitos, em seu entender perniciosos e prejudiciais para os Portugueses e as Portuguesas e para o País, da privatização dos CTT, Correios de Portugal, S.A. decidida pelo Governo de então em 2013/2014, vêm junto de V.ª Ex.ª expor e peticionar de acordo com o texto que se segue.

Considerando os peticionantes e as peticionantes que:
• Desde 1520, aquando da instituição dos Serviços Postais em Portugal, os Correios Portugueses, adiante designados por CTT, independentemente da sua figura jurídica ou denominação, sempre foram considerados como o melhor serviço público em Portugal. Desde o início do Século XX e até 2014, apesar das diversas vicissitudes e transformações porque passaram, os CTT sempre respeitaram os seus utentes, fornecendo um Serviço Postal Público de qualidade e considerados no topo dos correios a nível mundial;
• Desde 2013/2014, após a privatização total dos CTT-Correios de Portugal, S.A., cujo capital era até aí detido em exclusivo pelo Estado Português, a qualidade do serviço prestado pela hoje designada CTT – Correios de Portugal, Sociedade Aberta, tem vindo a decrescer fortemente em qualidade e periodicidade estando actualmente a raiar o descalabro;
• Estando o imediatamente atrás referido publicamente comprovado pela Entidade Reguladora ANACOM, sob cuja proposta o Governo da República multou os CTT por desrespeito pelo Contrato de Concessão e Convénio de qualidade (só relativamente a 2014 faltando os anos subsequentes);
• Com a redução do número de Carteiros e as “novas metodologias” de distribuição de correio, os atrasos na distribuição são uma constante em todo o País, existindo mesmo localidades em que o Carteiro só passa uma vez por semana, e outras, pouco mais que isso, prejudicando assim gravemente os cidadãos;
• Após a implementação do chamado Banco CTT sobre a estrutura de Estações de Correio, agora designadas por Lojas Postais, o desvio de trabalhadores dos balcões dos serviços postais para os balcões do serviço do Banco, provoca filas intermináveis de espera nos primeiros, chegando ao absurdo de um cidadão ou uma cidadã esperar mais de duas horas para comprar um selo ou fazer um envio postal. Concomitantemente o encerramento de muitas estações de correio, nomeadamente nas zonas menos povoadas é em tudo preocupante até porque põe me causa a coesão territorial;
• Em nosso entender a gestão privada dos CTT está a emagrecer/destruir deliberadamente a estrutura e componentes da Rede Pública Postal e, com isso, a incumprir o Contrato de Concessão e o Convénio de Qualidade e, dessa forma, a prejudicar fortemente os Portugueses e Portuguesas e o Estado Português.

Somos, por tudo o atrás referido e antes que o Serviço Público Postal e a Rede Pública Postal sejam destruídos de forma irreversível, a requerer a V.ª Ex.ª que, nessa Assembleia da República, sejam envidados todos os passos necessários a um rápido e imprescindível processo de reversão da privatização dos CTT-Correios de Portugal, voltando os mesmos à posse total e gestão directa do Estado Português, como acontecia até Dezembro de 2013.

Comunicado SNTCT Correios – 14-2017

Cucos 1

OS CUCOS

Clique aqui para abrir este comunicado na versão PDF » » » 2017_14 CTT CORREIOS

É conhecida a particularidade dos cucos colocarem os ovos nos ninhos de outras aves. São aves trepadoras cuculídeas, frequentes em Portugal e nos CTT.
Vem isto a propósito das negociações da matéria salarial de 2016 e 2017.
Em 2016 os cucos deram acordo à proposta dos CTT numa manhã aziaga e logo pela tardinha estavam a assinar, tal era a pressa. Como é sabido o SNTCT por considerar que a proposta dos CTT era ainda insuficiente não deu o seu acordo. Em conformidade com esta posição o SNTCT utilizou todos os meios ao seu alcance para lutar contra a situação criada, nunca se desresponsabilizando e assumindo sempre as decisões tomadas em nome dos seus associados. Ao invés, os cucos, sem procurarem concertar posições negociais, partiram para aquilo que consideraram “uma mina de ouro”, ou seja, esvoaçar, debicar, rapinar e mentir com o intuito de sindicalizar associados do SNTCT e, se possível, fragilizá-lo e diminuí-lo. Seguiu-se uma fase turbulenta que é conhecida de todos, com adesões individuais, sindicalizações e desindicalizações. Curiosamente muitos trabalhadores e trabalhadoras não assinaram nunca a carta das adesões individuais (em nosso entender ilegais), e o SNTCT continua a ser o Sindicato maioritário no grupo CTT. Claro que para além das acções judiciais em curso, o SNTCT tentou durante quase 1 ano, junto dos CTT resolver a questão da diferenciação salarial.
Quando se iniciou o processo negocial de 2017 o SNTCT tinha como principal objectivo resolver a questão da diferenciação salarial. Durante as negociações foram tomadas iniciativas entre SNTCT e CTT para chegar a acordo neste aspecto que para nós era essencial. Finalmente chegou-se a acordo em relação a uma cláusula transitória que define que os associados do SNTCT que não tivessem aderido à matéria salarial de 2016 serão aumentados desde Janeiro de 2017 em 1,3% 0,9% e 0,7%, com um aumento mínimo de 10€. Estava resolvida em parte a questão da diferenciação salarial, dado que continua em Tribunal a acção contra a discriminação salarial em 2016. Para além disso os associados dos SNTCT terão ainda um outro aumento de 1%, 0,75% e 0,65% também desde Janeiro de 2017.
Mas já no final das negociações os cucos ficaram “desasados”. Tinham andado a roubar sócios ao SNTCT e uma parte desses trabalhadores não iria ser abrangida pela igualdade salarial. Na azáfama de roubar sócios ao SNTCT por causa da diferenciação salarial, esqueceram-se de os informar que se o SNTCT conseguisse resolver em parte ou no todo a questão da diferenciação salarial, esses novos associados dos cucos seriam prejudicados. Omitiram ou pior que isso mentiram aos trabalhadores. Apanhados de surpresa, os cucos sentiram que o chão lhes faltava debaixo dos pés e foram fazer o que neles é habitual – pedir batatinhas/favores para resolver a questão. Claro que o SNTCT não se iria opor a que todos os trabalhadores tivessem os mesmos vencimentos, e nunca faria o que os cucos fizeram em 2016, porque o SNTCT é um Sindicato responsável, solidário e que não mente aos trabalhadores.
O SNTCT teve um papel fundamental na regularização da matéria salarial nos CTT.

sntct – a força de continuarmos juntos!

SNTCT APRESENTOU PETIÇÃO PELA REVERSÃO TOTAL DA PRIVATIZAÇÃO DOS CTT

PETIÇÃO 2017 FOTO CABEÇALHO

Cada vez mais apreensivos com o caminho que, a gestão privada dos CTT está a levar, o SNTCT decidiu propor aos Portugueses e às Portuguesas e com eles à Assembleia da República, o início do processo de reversão total da privatização da Empresa. Esta Petição dá corpo ao Programa Eleitoral da actual Direcção Nacional do SNTCT e é uma decisão reafirmada nas suas duas últimas Assembleia Gerais.

Abra aqui a versão PDF da “folha exemplo” da Petição: PETIÇÃO 2017 CTT exemplo

ATENÇÃO: NA RECOLHA DE ASSINATURAS DEVEMOS PRIVILEGIAR O CONTACTO DIRECTO COM AS PESSOAS, DEVEMOS LOGO QUE AS MESMAS ESTIVEREM DISPONÍVEIS, USAR SÓMENTE AS FOLHAS IMPRESSAS PELO SNTCT.

A VERSÃO ELECTRÓNICA DA PETIÇÃO ESTARÁ DISPONÍVEL LOGO QUE POSSÍVEL.

Na Petição, que a partir do princípio da próxima semana está disponível para recolha de assinaturas, o SNTCT propõe que os CTT- Correios de Portugal voltem à forma que tinham anteriormente à privatização que teve início em 5 de Dezembro de 2013: Posse total e gestão directa e total pelo Estado Português.

“Ao
Exmo. Senhor
Presidente da Assembleia da República
Assembleia da República
Palácio de São Bento
1249-068 Lisboa

Exmo. Senhor,
Os subscritores e as subscritoras desta Petição, confrontados(as) com os efeitos, em seu entender perniciosos e prejudiciais para os Portugueses e as Portuguesas e para o País, da privatização dos CTT, Correios de Portugal, S.A. decidida pelo Governo de então em 2013/2014, vêm junto de V.ª Ex.ª expor e peticionar de acordo com o texto que se segue.

Considerando os peticionantes e as peticionantes que:
• Desde 1520, aquando da instituição dos Serviços Postais em Portugal, os Correios Portugueses, adiante designados por CTT, independentemente da sua figura jurídica ou denominação, sempre foram considerados como o melhor serviço público em Portugal. Desde o início do Século XX e até 2014, apesar das diversas vicissitudes e transformações porque passaram, os CTT sempre respeitaram os seus utentes, fornecendo um Serviço Postal Público de qualidade e considerados no topo dos correios a nível mundial;
• Desde 2013/2014, após a privatização total dos CTT-Correios de Portugal, S.A., cujo capital era até aí detido em exclusivo pelo Estado Português, a qualidade do serviço prestado pela hoje designada CTT – Correios de Portugal, Sociedade Aberta, tem vindo a decrescer fortemente em qualidade e periodicidade estando actualmente a raiar o descalabro;
• Estando o imediatamente atrás referido publicamente comprovado pela Entidade Reguladora ANACOM, sob cuja proposta o Governo da República multou os CTT por desrespeito pelo Contrato de Concessão e Convénio de qualidade (só relativamente a 2014 faltando os anos subsequentes);
• Com a redução do número de Carteiros e as “novas metodologias” de distribuição de correio, os atrasos na distribuição são uma constante em todo o País, existindo mesmo localidades em que o Carteiro só passa uma vez por semana, e outras, pouco mais que isso, prejudicando assim gravemente os cidadãos;
• Após a implementação do chamado Banco CTT sobre a estrutura de Estações de Correio, agora designadas por Lojas Postais, o desvio de trabalhadores dos balcões dos serviços postais para os balcões do serviço do Banco, provoca filas intermináveis de espera nos primeiros, chegando ao absurdo de um cidadão ou uma cidadã esperar mais de duas horas para comprar um selo ou fazer um envio postal. Concomitantemente o encerramento de muitas estações de correio, nomeadamente nas zonas menos povoadas é em tudo preocupante até porque põe me causa a coesão territorial;
• Em nosso entender a gestão privada dos CTT está a emagrecer/destruir deliberadamente a estrutura e componentes da Rede Pública Postal e, com isso, a incumprir o Contrato de Concessão e o Convénio de Qualidade e, dessa forma, a prejudicar fortemente os Portugueses e Portuguesas e o Estado Português.

Somos, por tudo o atrás referido e antes que o Serviço Público Postal e a Rede Pública Postal sejam destruídos de forma irreversível, a requerer a V.ª Ex.ª que, nessa Assembleia da República, sejam envidados todos os passos necessários a um rápido e imprescindível processo de reversão da privatização dos CTT-Correios de Portugal, voltando os mesmos à posse total e gestão directa do Estado Português, como acontecia até Dezembro de 2013.”

 

43º ANIVERSÁRIO DO SNTCT

CARTAZ43 reduzido

Há 43 anos atrás, poucos dias após a Revolução de 25 de Abril de 1974, a Revolução dos Cravos, os trabalhadores dos Correios e Telecomunicações conseguiram cumprir o sonho da criação do seu Sindicato, criaram o SNTCT.

Hoje, 43 anos depois, ainda faltam cumprir muitos do ideais de Abril e da Constituição da República que dele saiu, nomeadamente no que concerne à valorização do trabalho, aos diretos sociais, e à valorização integral dos portugueses e das portuguesas quer no plano individual quer no plano colectivo.

No plano das empresas do Sector das Comunicações, Telecomunicações e Actividades Afins, ainda muito há para conseguir no plano da contratação colectiva e dos direitos dos trabalhadores e, muito luta nos aguarda para defender tudo aquilo que conquistámos nestes 43 anos e que tantos ataques tem sofrido.

Deixarmos aqui uma calorosa saudação a todos os homens e todas as mulheres que ao longo deste tempo ajudaram a construir o SNTCT com a sua dedicação, empenho e militância. Nós vos saudamos!

E, para terminarmos esta breves palavras, nada melhor que fazê-lo com o lema que nos tem guiado desde há muito tempo,

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

Viva o SNTCT!

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