Comunicado SNTCT Correios 18-2017

greve

GREVE GERAL NOS CTT

DIAS 21 E 22 DE DEZEMBRO 2017

Veja aqui a versão PDF » » » 2017_18 CTT CORREIOS

  • CONTRA A DESTRUIÇÃO DOS CTT
  • CONTRA A DETERIORAÇÃO DO SERVIÇO UNIVERSAL DE CORREIO
  • CONTRA OS DESPEDIMENTOS ENCAPOTADOS
  • CONTRA O ASSÉDIO MORAL E PROFISSIONAL
  • CONTRA DESTRUIÇÃO DOS POSTOS DE TRABALHO
  • CONTRA A ENTREGA DE ESTAÇÕES A TERCEIROS
  • CONTRA A DESTRUIÇÃO DO PATRIMÓNIO DOS CTT
  • CONTRA A GESTÃO APENAS PARA FAVOR DOS ACCIONISTAS
  • CONTRA O TRABALHO EXTRAORDINÁRIO NÃO PAGO
  • CONTRA O ABUSO EXERCIDO SOBRE OS CONTRATADOS A PRAZO EM RELAÇÃO AO PROLONGAMENTO ILEGAL DO HORÁRIO

EXIGIMOS:

  • PRESTAÇÃO DO SERVIÇO UNIVERSAL COM QUALIDADE
  • TRABALHADORES SUFICIENTES (EC´S, CDP´S E TRATAMENTO)
  • INTEGRAÇÃO DOS CONTRATADOS E AGENCIADOS
  • ADMISSÃO DE MAIS 300 TRABALHADORES
  • MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO

PELA REVERSÃO DA PRIVATIZAÇÃO DOS CTT.

SNCT – A força de continuarmos juntos!

FALECEU O NOSSO CAMARADA CARAÇA

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O SNTCT está mais pobre…

FALECEU ONTEM O NOSSO

CAMARADA ACÁCIO CARAÇA

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ACÁCIO ALVES CARAÇA

BEJA – 05/07/1934 – 06/10/2017

Associado Fundador do SNTCT

ex-Dirigente Regional/Nacional do SNTCT

CRT Aposentado – CTT Correios de Portugal

Faleceu ontem o nosso Caraça. Esteve ligado à criação do nosso SNTCT, o seu/nosso Sindicato que sempre defendeu e ajudou a crescer.

O Caraça foi Dirigente Regional do SNTCT na Secção Regional de Beja do SNTCT (da qual foi Secretário Regional até à sua aposentação no princípio dos anos 90) e também seu Dirigente Nacional, tendo integrado o seu (então) Secretariado Nacional nos dois mandatos anteriores à data da sua aposentação.

Figura carismática do nosso SNTCT o Caraça, alentejano dos “quatro costados” era conhecido pela sua constante boa disposição, resposta sempre pronta e pelo seu humor por vezes muito cáustico.

Na memória de todos os camaradas que com ele conviveram o Caraça vai ficar sempre lembrado sobretudo como um querido amigo.

Já temos saudades tuas Caraça.

Um grande abraço e até sempre amigo e camarada!

– – – – –

O corpo do camarada Caraça encontra-se hoje em Câmara Ardente  na Capela Mortuária do Cemitério de Beja e o seu funeral terá lugar amanhã pelas 09:30.

A Direcção Nacional do SNTCT já apresentou condolências à família e far-se-á representar hoje e amanhã nas ezéquias fúnebres deste camarada que fará a sua ultima viagem coberto com a bandeira do seu SNTCT.

Como é usual entregaremos à família todas as mensagens de condolências que nos chegarem.

SNTCT APRESENTOU PETIÇÃO PELA REVERSÃO TOTAL DA PRIVATIZAÇÃO DOS CTT

PETIÇÃO 2017 FOTO CABEÇALHO

Cada vez mais apreensivos com o caminho que, a gestão privada dos CTT está a levar, o SNTCT decidiu propor aos Portugueses e às Portuguesas e com eles à Assembleia da República, o início do processo de reversão total da privatização da Empresa. Esta Petição dá corpo ao Programa Eleitoral da actual Direcção Nacional do SNTCT e é uma decisão reafirmada nas suas duas últimas Assembleia Gerais.

Abra aqui a versão PDF da “folha exemplo” da Petição: PETIÇÃO 2017 CTT exemplo

ATENÇÃO: NA RECOLHA DE ASSINATURAS DEVEMOS PRIVILEGIAR O CONTACTO DIRECTO COM AS PESSOAS, DEVEMOS LOGO QUE AS MESMAS ESTIVEREM DISPONÍVEIS, USAR SÓMENTE AS FOLHAS IMPRESSAS PELO SNTCT.

A VERSÃO ELECTRÓNICA DA PETIÇÃO ESTARÁ DISPONÍVEL LOGO QUE POSSÍVEL.

Na Petição, que a partir do princípio da próxima semana está disponível para recolha de assinaturas, o SNTCT propõe que os CTT- Correios de Portugal voltem à forma que tinham anteriormente à privatização que teve início em 5 de Dezembro de 2013: Posse total e gestão directa e total pelo Estado Português.

“Ao
Exmo. Senhor
Presidente da Assembleia da República
Assembleia da República
Palácio de São Bento
1249-068 Lisboa

Exmo. Senhor,
Os subscritores e as subscritoras desta Petição, confrontados(as) com os efeitos, em seu entender perniciosos e prejudiciais para os Portugueses e as Portuguesas e para o País, da privatização dos CTT, Correios de Portugal, S.A. decidida pelo Governo de então em 2013/2014, vêm junto de V.ª Ex.ª expor e peticionar de acordo com o texto que se segue.

Considerando os peticionantes e as peticionantes que:
• Desde 1520, aquando da instituição dos Serviços Postais em Portugal, os Correios Portugueses, adiante designados por CTT, independentemente da sua figura jurídica ou denominação, sempre foram considerados como o melhor serviço público em Portugal. Desde o início do Século XX e até 2014, apesar das diversas vicissitudes e transformações porque passaram, os CTT sempre respeitaram os seus utentes, fornecendo um Serviço Postal Público de qualidade e considerados no topo dos correios a nível mundial;
• Desde 2013/2014, após a privatização total dos CTT-Correios de Portugal, S.A., cujo capital era até aí detido em exclusivo pelo Estado Português, a qualidade do serviço prestado pela hoje designada CTT – Correios de Portugal, Sociedade Aberta, tem vindo a decrescer fortemente em qualidade e periodicidade estando actualmente a raiar o descalabro;
• Estando o imediatamente atrás referido publicamente comprovado pela Entidade Reguladora ANACOM, sob cuja proposta o Governo da República multou os CTT por desrespeito pelo Contrato de Concessão e Convénio de qualidade (só relativamente a 2014 faltando os anos subsequentes);
• Com a redução do número de Carteiros e as “novas metodologias” de distribuição de correio, os atrasos na distribuição são uma constante em todo o País, existindo mesmo localidades em que o Carteiro só passa uma vez por semana, e outras, pouco mais que isso, prejudicando assim gravemente os cidadãos;
• Após a implementação do chamado Banco CTT sobre a estrutura de Estações de Correio, agora designadas por Lojas Postais, o desvio de trabalhadores dos balcões dos serviços postais para os balcões do serviço do Banco, provoca filas intermináveis de espera nos primeiros, chegando ao absurdo de um cidadão ou uma cidadã esperar mais de duas horas para comprar um selo ou fazer um envio postal. Concomitantemente o encerramento de muitas estações de correio, nomeadamente nas zonas menos povoadas é em tudo preocupante até porque põe me causa a coesão territorial;
• Em nosso entender a gestão privada dos CTT está a emagrecer/destruir deliberadamente a estrutura e componentes da Rede Pública Postal e, com isso, a incumprir o Contrato de Concessão e o Convénio de Qualidade e, dessa forma, a prejudicar fortemente os Portugueses e Portuguesas e o Estado Português.

Somos, por tudo o atrás referido e antes que o Serviço Público Postal e a Rede Pública Postal sejam destruídos de forma irreversível, a requerer a V.ª Ex.ª que, nessa Assembleia da República, sejam envidados todos os passos necessários a um rápido e imprescindível processo de reversão da privatização dos CTT-Correios de Portugal, voltando os mesmos à posse total e gestão directa do Estado Português, como acontecia até Dezembro de 2013.”

 

43º ANIVERSÁRIO DO SNTCT

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Há 43 anos atrás, poucos dias após a Revolução de 25 de Abril de 1974, a Revolução dos Cravos, os trabalhadores dos Correios e Telecomunicações conseguiram cumprir o sonho da criação do seu Sindicato, criaram o SNTCT.

Hoje, 43 anos depois, ainda faltam cumprir muitos do ideais de Abril e da Constituição da República que dele saiu, nomeadamente no que concerne à valorização do trabalho, aos diretos sociais, e à valorização integral dos portugueses e das portuguesas quer no plano individual quer no plano colectivo.

No plano das empresas do Sector das Comunicações, Telecomunicações e Actividades Afins, ainda muito há para conseguir no plano da contratação colectiva e dos direitos dos trabalhadores e, muito luta nos aguarda para defender tudo aquilo que conquistámos nestes 43 anos e que tantos ataques tem sofrido.

Deixarmos aqui uma calorosa saudação a todos os homens e todas as mulheres que ao longo deste tempo ajudaram a construir o SNTCT com a sua dedicação, empenho e militância. Nós vos saudamos!

E, para terminarmos esta breves palavras, nada melhor que fazê-lo com o lema que nos tem guiado desde há muito tempo,

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

Viva o SNTCT!

Comunicado SNTCT Correios 1-2017

CORPOS SOCIAIS

A PROPÓSITO DO COMUNICADO CTT “PCA E CEO Nº1” DE 7 DE FEVEREIRO DE 2017
PROPOSTA PARA A ELEIÇÃO
DOS NOVOS CORPOS SOCIAIS CTT EM 20 DE ABRIL
MAIS UMA DANÇA DE CADEIRAS… NUM “BAILINHO” QUE HÁ MUITO ESTÁ ARMADO!
DIZEMOS NÓS.

(Clique aqui para abrir a versão PDF »»» 2017_01 SNTCT CORREIOS )
Nomes sonantes mas todos arregimentados pelo poder dos accionistas, os conhecidos e os não conhecidos, os mesmos accionistas que os irão confirmar nas novas, pomposas e bem remuneradas funções.
Reconduzidos uns, conduzidos outros, mas todos com vista à condução da prossecução da descaracterização, com laivos de destruição, de uma empresa e de um serviço público (que foi e deveria continuar) de qualidade bem como de venda do seu património edificado, sempre, claro, em favor dos bolsos dos accionistas.
Os cuidados tidos, pelo então Governo PSD/CDS, na colocação dos seus boy’s e girl’s na “equipa” de Gestores Públicos que lideraram a empresa – no maquiavélico processo de privatização da mesma – continuam a dar frutos em favor dos accionistas e em desfavor dos cidadãos:
 Redução flagrante da qualidade do serviço postal, quer no atendimento (nas agora designadas “Lojas”), quer na distribuição domiciliária de correio (propositadamente não utilizamos a palavra diária relativamente à distribuição domiciliária porque, de diária, a mesma só vai tendo mesmo os pressupostos na Lei que não é cumprida);
 Redução flagrante da Rede Pública Postal – com a redução dos pontos de acesso á Rede (receptáculos, caixas e marcos de correio), das Estações e Postos de Correio e do número de trabalhadores afectos à execução do serviço postal – com um consequente e premeditado abaixamento da qualidade na prestação do designado Serviço Postal Universal (o mínimo dos mínimos do conceito de Serviço Público Postal);
 Desrespeito pelos cidadãos e pelos seus direitos previstos na Lei – atrasos de dias na distribuição do correio, localidades em que o Carteiro só já passa uma ou duas vezes por semana, quando passa, filas intermináveis nas Estações de Correio (as agora ditas “Lojas”), indisponibilidade de dinheiro nos balcões para pagamento atempado dos Vales de Correio relativos a reformas e pensões;
 Redução do número de trabalhadores e consequente sobrecarga de serviço – são números e os números não enganam – o que leva a uma má prestação fundamentalmente do Serviço Postal Universal:
 Nos Centros de Distribuição Postal assiste-se à redução de trabalhadores e logo da qualidade da distribuição domiciliária de correio, mesmo sem contarmos com os agenciamentos de Giros de Distribuição é uma evidência o número de “Giros em Dobra” com carácter sistemático e contínuo. O crescendo do número de partes de doente/baixas médicas por estafa e de acidentes de serviço/trabalho provocados por giros de dezenas de quilómetros e material deficiente, são a face mais visível do estado calamitoso a que se chegou nos CDP’s.
Nos CDP’s é também confrangedora a visível falta de material e condições de trabalho. São por demais conhecidas as motos e bicicletas “arrumadas” por falta de manutenção e a exigência de que os trabalhadores façam os giros a pé, por vezes giros de 20 e 30 quilómetros.
 Nas Estações de Correio (ditas “Lojas”), fundamentalmente após a criação do Banco CTT, é flagrante a falta de trabalhadores para a execução do serviço postal, concomitantemente com os desvios de unidades para os balcões do Banco em que já era evidente a falta de trabalhadores mesmo antes do Banco. O estado de estafa a que muitos trabalhadores estão a chegar com o prolongamento de horários de trabalho (sem remuneração), porque o sistema a isso obriga. Além dos danos a nível pessoal e profissional estão já a ter reflexos também a nível dos agregados familiares dos trabalhadores, quer nos tempos de ausência quer na reposição de falhas decorrentes da grande pressão na execução dos serviços.
 Degradação dos níveis salariais dos trabalhadores CTT a bem do bolso dos accionistas – Enquanto os membros dos corpos sociais dos CTT são aumentados e premiados pelo seu desempenho em milhões de Euros, ao comum dos trabalhadores além de 0,30€ por dia propostos pela gestão da empresa como aconteceu em 2016, não aceite pelo SNTCT, o único caminho tem sido o da retirada ou tentativa de retirada de alguns dos já magros rendimentos do trabalho. Por exemplo a alteração de horários de trabalho, com prejuízos para a prestação do serviço, para que deixe de ser devido o pagamento de trabalho nocturno.
Ainda neste ponto há que ter em conta a poupança nos salários do comum dos trabalhadores, os que verdadeiramente movem e fazem crescer os CTT, para poder a gestão dos CTT gastar em mordomias tais como o novo-riquismo espelhado na frota de luxo à disposição de tudo o que é director e afim.
Interessantes ainda quanto a esta matéria são as palavras do Presidente da Comissão Executiva dos CTT que, segundo o Diário de Notícias/Lusa, terá afirmado em 18 de Janeiro, numa conferência da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), que, sic., “A inovação é um eixo crítico para a nossa economia e o modelo baseado em baixos salários acabou”. Caso para dizermos “Bem prega Frei Tomás”!

Assim, pelo atrás referido e pelo muito que aqui não referimos, continuem lá o “bailinho” e a receberem as mordomias devidas mas, se não for muito trabalhoso, tentem gerir a empresa de forma a:
• Respeitarem a lei e os cidadãos quanto à qualidade e prestação efectiva do serviço postal universal;
• Pagarem, aos trabalhadores dos CTT, se não estivermos a sugerir demais, de acordo com a excelente prestação de trabalho que todos os dias levam a efeito.

A Direcção Nacional do SNTCT

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

FALECEU ANTONIETA BEXIGA – O SNTCT ESTÁ MAIS POBRE!

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O SNTCT está mais pobre!
ANTONIETA BEXIGA
20-01-1942 – 16-12-2016
TAG Aposentada da PT (Faro)

Maria Antonieta Gonçalves Godinho Bexiga que foi Dirigente Nacional e Dirigente Regional de Faro do SNTCT em diversos mandatos, iniciou a sua actividade profissional como Telefonista nos CTT Correios e Telecomunicações de Portugal – Empresa Pública, onde foi TET e mais tarde TAG.
Aposentada desde 2003, o último local de trabalho da Antonieta foi a Loja da PT em Faro (Lg. do Carmo e Misericórdia).
A foto que aqui deixamos da nossa camarada Antonieta foi tomada na última grande Manifestação Nacional exigindo a queda de Passos Coelho.
Infelizmente, devido a um lamentável desencontro de informações, a Direcção Nacional do SNTCT não se fez representar no funeral desta querida camarada por só ontem, dia 19 de Dezembro, termos tido conhecimento da sua morte.
Aos seus filhos e restante família deixamos aqui as mais sentidas condolências.
Obrigado Antonieta pela tua sempre pronta disponibilidade e solidariedade na defesa activa dos trabalhadores. Obrigado por teres ajudado a construir e engrandecer o SNTCT.

Vamos sentir a falta da tua palavra sempre amiga e do teu franco sorriso.
Até sempre camarada Antonieta!

HOMENAGEM A VITÓRIA PINHEIRO

Vitória Pinheiro

Direcção Nacional do SNTCT associa-se a homenagem da BASE-FUT, JOC e LOC/MTC a uma das suas figuras incontornáveis do nosso Sindicato:

VITÓRIA PINHEIRO
(Maria Vitória Silveira Pinheiro)
28/05/1923 – 22/07/2016

A “nossa” Vitória partiu em 22 de Junho deste ano. Devido a uma série de desencontros, só tomámos casualmente conhecimento da sua partida através da sua amiga de sempre e irmã de coração, a Maria de Jesus Moita, também associada aposentada do SNTCT.
A Vitória partiu já bastante doente e a Maria de Jesus, já afectada pela doença e pelos seus 85 anos de idade, não se lembrou de nos avisar do seu falecimento e, a família da Vitória, julgou que o tínhamos sido.
Não nos fizemos representar no seu funeral por essa razão mas, no Plenário Nacional do SNTCT de 2004, quando comemorávamos o 30º Aniversário do SNTCT, homenageámos devidamente a “nossa” Vitória, ainda ela estava em plena posse de todas as suas faculdades e numa das suas últimas intervenções públicas. A 1ª das fotos anexas a este texto ilustra o ar feliz de uma mulher que declarou perante a assembleia, são palavras suas, “(a sua) felicidade por “estar em casa”…”.
QUEM FOI VITÓRIA PINHEIRO?
QUE SIGNIFICOU PARA OS TRABALHADORES, FUNDAMENTALMENTE OS DOS CTT?
QUAL A SUA LIGAÇÃO AO SNTCT?
8 de Abril de 1970
Afrontando a ditadura fascista do Estado Novo, uma mulher convoca uma “reunião para formar um Sindicato dos CTT”.
Vitória Pinheiro, Telefonista na recém-formada Empresa Pública CTT – Correios e Telecomunicações de Portugal, E. P., activista desde a sua juventude do movimento católico dos trabalhadores (JOC – Juventude Operária Católica, iniciada em Portugal em 1932 e LOC – Liga Operária Católica, Fundada em 1936), despoletava assim o processo que viria a culminar em 1974, só após a Revolução do 25 de Abril, com a criação do nosso SNTCT em 5 de Maio daquele ano.
Luís Eurico Calado Nogueira Pinto, relata desta forma a reunião no seu livro “Elementos para a história dum Sindicato – Como nasceu o SNTCT” editado em 1996 pelo SNTCT, do qual citamos de seguida alguns excertos;
“…
Nesse 8 de Abril de 1970, pela tarde, recebi um telefonema da minha mulher, também empregada da Casa, em serviço na Secretaria da Circunscrição Postal da Estremadura, dizendo-me que ia realizar-se uma reunião promovida por uma telefonista, uma tal Vitória Pinheiro, para se formar um Sindicato dos CTT…

A Vitória Pinheiro justificou o convite para a reunião pela necessidade de reflectir em conjunto na possibilidade de sindicalização do pessoal em face da situação criada pela transição dos CTT de serviço integrado na Administração Central do Estado para Empresa Pública. Situação caracterizada especialmente pelo facto de termos passado a pagar impostos – Profissional, para o Fundo de Desemprego e Complementar – específicos do pessoal empregado “por conta de outrem” – e dos quais os funcionários dos Estado, este legal e claramente impedidos de se sindicalizarem, estavam isentos. …”.
Nessa reunião foi eleita uma Comissão encarregue de levar a efeito algumas acções nomeadamente junto do então Correio Mor (equivalente à função de Presidente do CTT).
A Composição da Comissão era a seguinte; Américo de Jesus Rodrigues, Luis Eurico Calado Nogueira Pinto, Maria Fernanda de Jesus Constantino Novais, Maria Vitória Silveira Pinheiro, Óscar Fernando Gonçalves Vieira e Rogério dos Santos Serra.
Para abreviar só queremos referir que a Comissão colocou em práctica todas as orientações dos presentes naquela reunião e, por afrontar o poder fascista então estabelecido, acabou por extinguir-se em 1971 depois de os seus elementos terem sofrido todo o tipo de pressões e perseguições.
A sentença final veio em Novembro de 1970, no seguimento de uma afirmação de Américo Rodrigues, um dos membros da Comissão, à proposta do Correio Mor de os cofres da Empresa suportarem os custos de funcionamento da mesma.
Em resposta a tal tentativa de suborno Américo Rodrigues traçou naquele dia um dos princípios que ainda hoje regem o SNTCT; das Empresas não aceitamos dinheiro ou outros quaisquer benefícios quer para a estrutura do Sindicato quer para os seus dirigentes.
Citando novamente Nogueira Pinto foram as seguintes palavra de Américo Rodrigues que ditaram o fim da Primeira Comissão Pró-Sindicato dos CTT;
“- Não senhor Correio Mor. A Comissão agradece mas não pode nem deve aceitar. Estamos aqui com um mandato dos nossos colegas. Se eles o fizeram não devemos aceitar nada que deles não venha. É a eles, portanto, que compete contribuir para tais despesas. Se aceitássemos algo que deles não viesse não seríamos dignos da sua confiança e é só à base desta que nós poderemos realizar este trabalho.”
Dos destinos dos componentes e da extinção da Primeira Comissão Pró-Sindicato dos CTT e do que se lhe seguiu até à fundação do SNTCT em 5 de Maio de 1974 publicaremos nos próximos tempos, na página web do SNTCT, a versão integral do livro de Nogueira Pinto.
Sobre Vitória Pinheiro acrescentarmos só que, numa tentativa de a segregarem, foi coercivamente transferida “por Conveniência de Serviço” da Central Telefónica de Lisboa dos CTT (o edifício com torre de relógio da Praça de D. Luis I ao Cais do Sodré, hoje transformado em condomínio de luxo), onde era Telefonista desde 1944, para as Obras Sociais (de que nada entendia), para elaboração do Manual de Utilização das Mesmas.
Vitória Pinheiro chegou a ver posta em causa o seu pedido de Licença Limitada por 4 anos, licença pedida em Maio do mesmo ano, para se ausentar para a Bélgica onde iria assumir o cargo de Secretária Geral Feminina do Movimento Mundial dos Trabalhadores Cristãos com a alegação de que “… é tão valiosa a sua colaboração que as Obras Sociais não podem dispensá-la, por pouco tempo que seja…”.
Vitória Pinheiro só regressou aos CTT no início dos anos oitenta (ver a 2ª foto, a preto e branco, anexa a este texto) quando finalmente se filiou no Sindicato a cujas mais remotas origens esteve ligada. Aposentou-se em 1988 e era a Associada Nº 21887 do SNTCT de que foi Dirigente Regional da Secção Equiparada a Regional da ECT/ECF onde estava inserida a nível sindical a sua “Telefónica”. A “nossa” Vitória manteve-se até ao fim ligada ao seu Sindicato através da Comissão Nacional de Aposentados e Reformados do SNTCT em que tinha o Nº 975 e cujas quotas eram anualmente e religiosamente pagas pela sua irmão de coração Maria de Jesus Moita.
Por isso e por todas as razões que aqui agora não cabem, a convite de Jorge Paixão, Coordenador da LOC, o SNTCT estará presente amanhã na Sede da BASE-FUT, na Rua Maria, nº 15, em Lisboa fazendo-se representar por José Oliveira e Carlos Galvão do Executivo da sua Direcção Nacional e por Amélia Monteiro da Comissão Nacional de Aposentados e Reformados do SNTCT. Ainda por confirmar está a presença de dois activistas do SNTCT desde a sua fundação, Carlos Madruga e Odete Silva.
Vitória Pinheiro, camarada e amiga, nós te saudamos!
Lisboa 21 de Outubro de 2016

CONFERÊNCIA MUNDIAL UNI P&L

UNI GLOBAL UNION POST & LOGISTICS
WORD CONFERENCE
The Croke Park – Dublin
13/14 Outubro 2016

Lá fora,o dia começou negro e com uns bons “quilos” de grossa e fria chuva.
Aqui dentro respira-se outro ar.
Claro que a situação do sector, a nível mundial, vai estar no centro da discussão mas, a situação política e económica também aqui foram trazidas por Philip Jennings, o Secretário Geral da UNI, na sua intervenção de abertura.
Ingeborg Sætre, a nossa Presidente a nível Europeu dirige os trabalhos nesta primeira sessão.
A seu lado o cada vez mais imprescindível Stephen DeMatteo, o responsável mundial do Sector P&L da UNI.
Amanhã pela manhã, em nome do SNTCT, terei 15 minutos para dar conta dos efeitos da privatização dos CTT -Correios de Portugal. Tentarei ser justo e, como tenho memória de elefante, vou tentar não esquecer nada… nada mesmo… para que outros que aqui estão, sob ameaça da privatização das suas empresas, saibam o que os pode esperar.
Sempre sob o lema “SNTCT – A força de continuarmos juntos! “, o trabalho continua.20161013_103252

2016/01/28

 

“MOBBING”,  ASSÉDIO MORAL NO LOCAL DE TRABALHO.
PÁRA, ESCUTA, OLHA, AJUDA O  TEU COLEGA, DENUNCIA, … AGE!
 
O "MOBBING", O ASSÉDIO MORAL NO LOCAL DE TRABALHO, NÃO EXISTE SÓ NAS OUTRAS EMPRESAS, NOS OUTROS LOCAIS DE TRABALHO, NÃO ACONTECE SÓ AOS OUTROS!
O "mobbing", o assédio moral no local de trabalho, é uma práctica asquerosa nos tempos que correm.
Como todas as prácticas cobardes, acontece sobretudo a coberto do medo, da vergonha do(a) visado(a), do silêncio cúmplice dos colegas de trabalho que assim defendem "o seu". Em Portugal raramente chegam a Tribunal e quando chegam, acontece tal como referido nesta peça, que o trabalhador que teve coragem de aí chegar ganha numa instância mas perde numa das superiores (na peça, o representante da empresa já dizia que se perdesse ali, ganharia em outro lado (leia-se tribunal)).
Na Europa o caso mais conhecido é o da France Telecom que, há uns anos, levou ao suicídio de dezenas de trabalhadores e, só assim, o fenómeno, criminoso, foi trazido a público. Ontem, na Antena 1, passou a reportagem que pode ouvir em http://www.rtp.pt/play/p309/grande-reportagem , ouça-a. Em Portugal, no nosso sector de actividade, o das comunicações, existe?
EXISTE mas esbarramos quase sempre com o medo, com o silêncio cúmplice de colegas de trabalho, com a impossibilidade de recolha de provas.
EXISTE. Nos últimos tempos chegou-nos a nota de que, numa determinada empresa, onde também nos últimos tempos "ont parle français", o "harcèlement moral au lieu de travail", se fez anunciar através da colocação de quadros superiores da empresa em recepções de edifícios da mesma.
EXISTE. Em outras empresas em que, chamemos-lhes “distribuidores”, a quem é atribuído trabalho em quantidade impossível de executar no período normal de trabalho, são no final do dia confrontados com processo disciplinares por não executarem todo o trabalho, com mudanças de zona de “distribuição”,…
EXISTE. Sob a forma de recriminações, por vezes públicas, porque trabalhadores de balcão não vendem lotarias ou outros objectos de merchandising. Recriminações vertidas em subavaliação de desempenho profissional…
EXISTE. Nos call-center’s, sobre trabalhadores que executam uma das funções mais duras e violentas a nível psicológico, trabalho mal pago mas o único disponível para uma geração jovem e sem outras perspectivas profissionais ou de trabalho…
 
EXISTE. EXISTE MESMO E TEM QUE SER COMBATIDO. TEM QUE SER DENUNCIADO. TEM QUE SER CASTIGADO.
POR NÓS, POR TI, POR ELES, A LUTA CONTINUA, A LUTA TEM DE CONTINUAR!
 
Lisboa, 28 de Janeiro de 2016
A Direcção Nacional do SNTCT

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