ORIENTAÇÕES DO SNTCT SOBRE O PAGAMENTOS DE VALES AO DOMICÍLIO

ORIENTAÇÕES DO SNTCT SOBRE O PAGAMENTOS DE VALES AO DOMICÍLIO

Abra aqui o documento em formato PDF se quiser imprimi-lo: ORIENTAÇÕES DO SNTCT SOBRE O PAGAMENTOS DE VALES AO DOMICÍLIO

1. Nenhum Carteiro deve abrir os envelopes dos vales que for decidido serem pagos ao domicílio. Tal deve ser feito ou na EC, ou pelo GCDP ou alguém que a Empresa indique para o fazer – mas nunca o Carteiro;

2. O Carteiro só deve levar para a rua os vales e respectivo dinheiro se:

1. Se lhe forem dados 2 envelopes:

  • Um envelope contendo o vale (com o nome e morada do destinatário visível;
  • Um envelope, fechado com fita-cola, com marca do dia da EC e assinado por duas pessoas que tenham nele inserido o dinheiro certo do vale,

3. No acto da entrega/pagamento o Carteiro deve, MUNIDO DE MÁSCARA, LUVAS E COM GEL PARA SE DESINFECTAR:

1. SE O DESTINATÁRIO SABE ASSINAR:

           1. O Carteiro dá o vale ao destinatário que o deve assinar, procedendo o Carteiro à identificação da forma habitual, através do BI/CC, e escrevendo o Carteiro no local da identificação o número do documento, e data de validade;

           2. O Carteiro já em posse do vale assinado e com a identificação feita, dá o envelope com o dinheiro ao destinatário que deve conferi-lo perante o Carteiro.

2. SE O DESTINATÁRIO NÃO SABE ASSINAR:

          1. O Carteiro escreve no vale, na zona da identificação, o nome completo do destinatário, nº e tipo de documento de identificação (BI ou CC), a data de nascimento e a nacionalidade do destinatário, com a indicação de que o destinatário não pode (sabe) assinar;

          2. O Carteiro em posse do vale com a identificação feita de acordo com o descrito acima, dá o envelope com o dinheiro ao destinatário que deve conferi-lo perante o Carteiro.

 

4. Se o destinatário não estiver em casa, ou o destinatário não quiser receber o dinheiro, o Carteiro deixa o vale na caixa do correio e traz de volta ao CDP o envelope com o dinheiro.

 

5. Para uma questão de salvaguarda da responsabilidade de cada trabalhador, NO CASO DE NÃO PAGAMENTO DO VALE, O SNTCT ACONSELHA A TODOS OS CARTEIROS QUE DEVEM ENTREGAR O ENVELOPE COM O DINHEIRO AO GCDP PEDINDO RECIBO DA DEVOLUÇÃO DO MESMO.

6. Os pedidos normais de Pagamento de Vales ao Domicílio seguem os trâmites normais incluindo a cobrança da Taxa de Pagamento ao Domicílio;

7. Se as orientações forem diversas destas o Carteiro deve pedir ordem expressa por escrito nos termos da Cláusula 19ª do AE-CTT.

 

Lisboa, 1 de Abril de 2020
A Direcção Nacional do SNTCT

 

SNTCT – SINDICATO NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES
Alameda D. Afonso Henriques, 41-r/c – 1000-123 LISBOA

Telefone: 21 842 89 00 – Email: sntct@sntct.pt

QUANTOS TRABALHADORES CTT TÊM DE MORRER ANTES DE DECIDIREM FAZER ALGO?

BASTA . ALGUÉM TEM QUE PÔR UM TRAVÃO NISTO.

Perante a inação de quem tem obrigação de proteger quem trabalha e de definir regras neste País perante o COVID-19, aqui está cópia do email hoje enviado:

“Ao Ministério da Saúde
À Direcção Geral de Saúde
Ao Ministério das Infraestruturas e Habitação

C/ conhecimento à Comunicação Social

CTT – CORREIOS
AFINAL OS TRABALHADORES DOS CTT SÃO HERÓIS, OU “CARNE PARA CANHÃO”?

É PRECISO MORRER PRIMEIRO ALGUM TRABALHADORE DOS CTT PARA QUE DEPOIS SE TOMEM MEDIDAS?

ESTÁ TUDO DOIDO?

QUANDO O PERIGO DE CONTÁGIO PELO COVID-19 ESTÁ MAIS ELEVADO, NINGUÉM QUER SABER? OS LUCROS E A VENDAS SOBREPÕEM-SE AO VALOR DE VIDAS COLOCADAS EM RISCO?

ONDE ESTÁ A DGS?

ONDE ESTÁ A AUTORIDADE DE SAÚDE, ONDE ESTÃO OS DELEGADOS DE SAÚDE?

Edifício CTT Prior Velho (CTT Correios, CTT Expresso e CTT Contacto)
3 trabalhadores infectados declarados – a Linha Saúde 24 manda os restantes trabalhadores continuarem a trabalhar e aguardarem instruções do Delegado de Saúde (qual não se sabe.) e os CTT… exigem a sua continuidade no trabalho como se nada acontecesse.

Centro de Distribuição Postal de Gondomar
1 trabalhador infectado declarado, 1 à espera de resultado do teste e outros trabalhadores com sintomas – a Linha Saúde 24 manda os restantes trabalhadores continuarem a trabalhar e aguardarem instruções do Delegado de Saúde (qual não se sabe) e os CTT… exigem a sua continuidade no trabalho como se nada acontecesse.

BASTA!

E SE OS TRABALHADORES JÁ DECLARADOS COMO INFECTADOS INFECTARAM OS COLEGAS, A QUEM É NEGADA A QUARENTENA E QUE ALÉM DE JÁ PODEREM TER INFECTADO AS RESPECTIVAS FAMÍLIAS, AO ESTAREM OBRIGADOS A ANDAREM NA DISTRIBUIÇÃO, PODEM ESTAR A INFECTAR AQUELES COM QUEM SE CRUZAM NA ENTREGA DOS ENVIOS?

Se o pior acontecer quem vai ser responsável?

Ficando a aguarda que com a urgência devida, seja dada uma resposta concreta, que se impõe e que tem que ser dada por Vexa.s aos Trabalhadores CTT e a este Sindicato em nome dos que nela representa,
Cumprimentos,

A Direcção Nacional do SNTCT

Victor Narciso
Secretário Geral

Em anexo: Chamadas de atenção diversas sobre situação nos CTT e riscos para os seus trabalhadores

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Direcção Nacional do SNTCT
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SNTCT – SINDICATO NACIONAL DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS E TELECOMUNICAÇÕES
(NATIONAL UNION OF POSTS AND TELECOMUNICATIONS WORKERS – SNTCT)
Alameda D. Afonso Henriques, 41-r/c
1000-123 LISBOA
PORTUGAL

Phone: (+351) 21 842 89 00
Mobile: (+351) 96 401 17 76
Fax: (+351) 21 947 68 28
Email: sntct@sntct.pt
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CTT – NÃO TRABALHAR SEM MEIOS DE PROTECÇÃO

Porque até esta hora continuamos a aguardar que a gestão dos CTT nos diga quais as suas intenções quanto à aplicação da Resolução de Conselho de Ministros, decorrente da declaração do Estado de Emergência, o SNTCT informa seguinte:

OS SERVIÇOS POSTAIS SÃO UM SERVIÇO MPÚBLICO ESSENCIAL, TAMBÉM DE ACORDO COM A RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS, OS TRABALHADORES CTT VÃO TER DE TRABALHAR.


TEMOS QUE TRABALHAR MAS, DESDE OS HORÁRIOS ATÉ AOS SERVIÇOS A ASSEGURAR, O SNTCT NECESSITA SABER O QUE PRETENDE A GESTÃO DOS CTT. UMA CERTEZA TEMOS NESTE MOMENTO:

 

Nenhum trabalhador deve trabalhar sem que estejam asseguradas as medidas de proteção da sua saúde e, logo, daqueles para quem trabalham, os portugueses. assim:

1 – NENHUM TRABALHADOR CTT DEVE IR PARA A DSITRIBUIÇÃO, PARA O BALCÃO, TRATAR CORREIO NOS CPL’S, CONDUZIR VIATURAS DE SERVIÇO OU EXECUTAR QUALQUER OUTRA FUNÇÃO OU SERVIÇO DA EMPRESA SEM OS NECESSÁRIOS MEIOS DE PROTECÇÃO CONTRA A INFECÇÃO PELO VÍRUS COVID-19.

2 – Caso não estejam disponibilizados tais meios (que incluem desinfectante, luvas, máscaras, limpeza de instalações e definição de espaços mínimos entre trabalhadores), deverão pedir a intervenção do Delegado de Saúde e Delegação da ACT mais próximos, utilizando para o efeito a minuta abaixo (o texto é o mesmo para ambas as entidades), de preferência assinada por todos os trabalhadores que o entendam fazer.

___________________________________

 

PARA O DFELEGADO DE SAÚDE
Exmº/a Sr/a Delegado/a de Saúde de _______________

 

Assunto: COVID 19 – Condições de Trabalho no estabelecimentos dos CTT de ( _____INDICAR SERVIÇO______ ) sito em ( _______MORADA DO LOCAL DE TRABALHO_______ )

 

Exmºs Srs
O Delegado Sindical e/ou associados do SNTCT – Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações vêm solicitar a intervenção urgente no local de trabalho em referência, com vista a avaliar do cumprimento das regras impostas pela DGS quanto às condições mínimas para proteção contra a transmissão do Coronavirus 19.
Efetivamente, os trabalhadores estão a manifestar grande preocupação com as condições de trabalho existentes neste local, aquando da realização das suas tarefas de distribuição/atendimento/outras que implicam contacto regular e sistemático com utentes. E isto sem que lhes tenham sido distribuídos equipamentos de protecção individual suficientes e adequados ( ex. luvas, máscaras , gel desinfetante, etc) e / ou sem que tenham sido tomadas as necessárias medidas limpeza/desinfecção e de separação física dos trabalhadores entre si e com os clientes.
Com os melhores cumprimentos,
Os abaixo-assinados
(assinaturas)

___________________________________

PARA A DELEGAÇÃO DA ACT
Exmº/a Sr/a Delegado/a do Centro Local de _________ da ACT

 

Assunto: COVID 19 – Condições de Trabalho no estabelecimentos dos CTT de ( _____INDICAR SERVIÇO______ ) sito em ( _______MORADA DO LOCAL DE TRABALHO_______ )

 

Exmºs Srs
O Delegado Sindical e/ou associados do SNTCT – Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações vêm solicitar a intervenção urgente no local de trabalho em referência, com vista a avaliar do cumprimento das regras impostas pela DGS quanto às condições mínimas para proteção contra a transmissão do Coronavirus 19.
Efetivamente, os trabalhadores estão a manifestar grande preocupação com as condições de trabalho existentes neste local, aquando da realização das suas tarefas de distribuição/atendimento/outras que implicam contacto regular e sistemático com utentes. E isto sem que lhes tenham sido distribuídos equipamentos de protecção individual suficientes e adequados ( ex. luvas, máscaras , gel desinfetante, etc) e / ou sem que tenham sido tomadas as necessárias medidas limpeza/desinfecção e de separação física dos trabalhadores entre si e com os clientes.
Com os melhores cumprimentos,
Os abaixo-assinados
(assinaturas)

___________________________________

SNTCT – A FORÇA DE CONTINUARMOS JUNTOS!

FIQUE EM CASA?

Só porque o anúncio abaixo, hoje, é insultuoso para os trabalhadores CTT que andam na rua ou estão nos balcões:

SE NÃO FOR TRABALHADOR DOS CTT, FIQUE EM CASA.
PORQUE OS TRABALHADORES DOS CTT AÍ ESTÃO, ORGULHOSOS DA SUA FUNÇÃO ESSENCIAL MAS DESPROTEGIDOS, A PENSAREM NO SEU BEM-ESTAR MAS, AO MESMO TEMPO, A TEMEREM PELA SUA VIDA, DOS SEUS COLEGAS E DAS SUAS FAMÍLIAS.

FIQUE EM CASA porque os Carteiros, muitos a quem não foram dadas luvas, nem máscara, nem gel para se desinfectar… aí estarão à sua porta, de sorriso nos lábios (???) obrigados a colocarem a sua vida em risco, a deles e a sua, para que você possa ficar em casa.

O Carteiro aí estará para lhe entregar medicamentos, fraldas para bebés ou incontinentes, o vale da sua pensão, o vale do seu Rendimento Mínimo, até mesmo comida não perecível que lhe tenha sido enviada., em suma, aquilo que é imprescindível e que pode pôr em risco a sua sobrevivência.

Mas sabe que, os Carteiros, tantos sem meios de protecção, também estão a ser obrigados a arriscar a sua vida para levar-lhe objectos ou produtos que não são de primeira necessidade (alguns puras futilidades como brincos, drônes de brincar, … e sabe-se lá o que mais)?

FIQUE EM CASA MAS, SE TIVER QUE IR A UMA ESTAÇÃO DE CORREIOS, e porventura encontrar a pessoa que o atende sem luvas, sem uma gota de gel para se desinfectar, sem uma máscara para se proteger, não se admire.

Eles(as) ali estão para lhe entregar os medicamentos que pediu, as fraldas para o seu filho ou para o seu pai acamado, pagar-lhe o dinheiro do vale da sua reforma ou do seu subsídio de desemprego, aceitarem o pagamento das suas contas ou para lhe entregarem comida não perecível que lhe tenha sido enviada, em suma, bens e serviços necessários à sua sobrevivência.

Mas sabe que, se a si lhe apetecer, também ali estão, obrigados, para lhe venderem umas canecas ou uns leques ou para lhe entregarem bens que não são necessários para a sua sobrevivência (alguns até fúteis tais como perfumes, cosméticos, raquetes, … e outros que tais)?

VÁ, NÃO SAIA DE CASA, PORQUE O CARTEIRO MESMO SEM MEIOS DE PROTECÇÃO ADEQUADOS, AÍ ESTARÁ À SUA PORTA MESMO QUE SEJA PARA LHE ENTREGAR ALGUMA FUTILIDADE!

VÁ, SE LHE APETECER IR À ESTAÇÃO DE CORREIOS, VÁ QUE MESMO SEM MEIOS DE PROTECÇÃO ADEQUADOS, ALI ESTARÁ ALGUÉM MESMO QUE SEJA PARA LHE VENDER UM LIVRO OU UMA CANECA.

NÃO SAIA DE CASA PORQUE NOS CENTROS DE TRATAMENTO DOS CTT ALGUÉM ESTÁ NESTE MOMENTO A TRATAR AS SUAS CORRESPONDÊNCIAS, AS SUAS ENCOMENDAS, SEM TER LÍQUIDO PARA DESINFECTAR AS MÃOS, UM PAR DE LUVAS OU UMA MÁSCARA QUE SEJA.

VÁ, AVANCE SEM MEDOS, mesmo que – por ordem do Governo ou dos gestores nomeados pelos accionistas dos CTT – os trabalhadores da Empresa, sem os necessários meios de protecção, estejam a ver colocados em risco as suas vidas e as das suas famílias, as dos seus colegas de trabalho, seja para lhe prestarem serviços postais essenciais ou todos os outros que o não são.

VÁ, PORQUE SEJA PARA SERVIÇO POSTAL ESSENCIAL OU NÃO, OS TRABALHADORES DOS CTT SERÃO A “CARNE PARA CANHÃO” À SUA DISPOSIÇÃO!

MEIOS DE PREVENÇÃO DO COVID-19 NOS CTT

MEIOS DE PREVENÇÃO DO COVID-19 NOS CTT
Houve atraso no fornecimento, por parte dos CTT, dos meios de prevenção.
Dissemo-lo, exigimos o seu fornecimento e, porque ainda existem locais onde os mesmos não chegaram, ou chegaram em número insuficiente, listaremos esses locais junto da empresa para que regularize a situação (façam-nos chegar informação se for esse o caso do vosso local de trabalho).

 

AGORA, CAMARADAS E AMIGOS TRABALHADORES DOS CTT,
MUITA ATENÇÃO:
Nos locais onde os meios de prevenção/protecção estão distribuídos, mesmo que não em quantidade suficiente, OS TRABALHADORES A QUEM FOREM DISTRIBUÍDOS, DEVEM USÁ-LOS SEGUNDO AS INDICAÇÕES QUE FORAM EMANADAS PELAS ENTIDADES COMPETENTES, de forma a salvaguardarem a sua saúde, a dos seus familiares e, também de todos os Portugueses.

 

AGORA, GESTÃO DOS CTT,
TAMBÉM MUITA ATENÇÃO:
Ainda falta distribuir muito material de prevenção/protecção em muitos locais de trabalho, elo que iremos comunicar-vos aqueles que são do nosso conhecimento mas, falta também algo que é primordial neste momento; TAMBÉM PARA CONTENÇÃO DA PROPAGAÇÃO DO VÍRUS, A DESINFECÇÃO E PRINCIPALMENTE A LIMPEZA APURADA DOS LOCAIS DE TRABALHO, É FUNDAMENTAL.

 

Lisboa, 16 de Março de 2020

A Direcção Nacional do SNTCT

 

DIRECÇÃO NACIONAL DO SNTCT SUSPENDE A PARTIR DE AMANHÃ,
DIA 16 DE MARÇO DE 2020
TODAS AS ACTIVIDADES ANTERIORMENTE PROGRAMADAS
NAS EMPRESAS / LOCAIS DE TRABALHO

MAS ATENÇÃO:
OS DIRIGENTES DO SNTCT ESTARÃO EM TODOS OS LOCAIS DE TRABALHO
ONDE OS TRABALHADORES OS CHAMAREM E/OU A SUA PRESENÇA SE JUSTIFIQUE

 

A partir das 07H00 da manhã
estaremos na Sede e procuraremos dar resposta/ajuda a todas as questões que se nos colocarem, o telefone recordamos é:
21 842 89 00.

Durante o resto do dia
Através de todos os telefones do SNTCT
ou através dos
Telemóveis dos Dirigentes do SNTCT
ou, em alternativa,
email: sntct@sntct.pt


Lisboa, Sede do SNTCT, 20/03/2020
A Direcção Nacional do SNTCT

CTT -MEDIDAS DE CONTENÇÃO DO COVID-19

COMENTÁRIOS E ORIENTAÇÕES DO SNTCT
SOBRE AS MEDIDAS DE CONTENÇÃO

DO VÍRUS COVID-19

NOS CTT

A Direcção Nacional do SNTCT tem estado bem atenta e actuante sobre as medidas (e a falta delas) dos CTT no tocante à contenção do Vírus Covid-19.

Assim, sendo certo que o alastrar da infecção por este vírus está num crescendo, e que segundo alguns especialistas, as próximas duas semanas deverão vir a tornar-se muito complicadas, sem alarmismos e com os pés no chão, temos vindo a acompanhar a situação, caso a caso, exigindo soluções que salvaguardem os trabalhadores da Empresa e a segurança na sua saúde.

Em contacto permanente com a gestão da Empresa temos vindo a cumprir cabalmente aquilo que está ao nosso alcance; apontando deficiências, sugerindo soluções, exigindo a tomada de medidas e o fornecimento de meios de protecção e também, denunciando situações de incúria que, infelizmente, também já aconteceram.

Ontem, dia 13, conseguimos chegar à fala com a DGS, colocámos o conjunto de casos que nos foram chegando e preocupações relativas ao futuro, pedindo a intervenção directa e atempada e orientações da DGS, nomeadamente para as áreas de maior propagação do vírus.

Já temos uma reunião pedida ao Presidente da ANACOM em que, é óbvio, sobre esta questão, iremos pedir a sua intervenção naquilo que esteja dentro das suas competências.
Na próxima semana tudo faremos para chegar à fala com os Governo no sentido de exigirmos medidas de excepção para a actividade dos CTT (e também de outras empresas do sector postal e logística como é obvio).

No sentido de darmos algumas orientações para a semana que se aproxima, contactámos já hoje, Sábado, a Gestão da Empresa, no sentido de obtermos resposta para um conjunto de situações e reivindicarmos soluções. Assim, a saber;

– UTLIZAÇÃO DOS PDA’S NA DISTRIBUIÇÃO
Ou já saiu, ou está para sair, para ser cumprida a nível nacional, por todos e em todos os locais de trabalho, uma orientação clara que acolhe definitivamente uma nossa sugestão: OS PDA’S NÃO DEVEM SER TOCADOS PELOS DESTINATÁRIOS, SENDO A SUA ASSINATURA SUBSTITUÍDA PELA INDICAÇÃO DE ENTREGA E IDENTIFICAÇÃO FEITA PELO PRÓPRIO CARTEIRO, QUE PROCEDERÁ DE ACORDO COM A ORIENTAÇÃO RECEBIDA QUANTO AO QUE DEVE “ESCREVER” NO PDA. O MESMO PROCEDIMENTO DEVERÁ SER TIDO QUANTO AOS AR’S.

Só uma questão resta ainda por esclarecer; a entrega das NOTIFICAÇÕES JUDICIAIS POR VIA POSTAL E SÓ DESSAS, situação que, espera-se possa ser resolvida ainda segunda-feira com os Tribunais e Ministério da Justiça.

– UTILIZAÇÃO DE DESINFECTANTE, MÁSCARAS E LUVAS

NAS ESTAÇÕES DE CORREIO – Além da higienização das mãos com o gel desinfectante, os trabalhadores das Estações de Correio devem, além de fazer respeitar o limite de aproximação – as fitas coladas no chão – pedirem e usarem luvas e máscaras se assim o desejarem para sua protecção e bem-estar psicológico. Claro que, não estando distribuídas luvas ou máscaras, um trabalhador decidir usar umas de sua propriedade, não deve ser impedido de o fazer (como infelizmente já aconteceu esta semana por autoritarismo de uma chefia local).

NOS CDP’S E CENTROS DE TRATAMENTO – Os trabalhadores devem exigir meios de protecção, exigindo-os e responsabilizando quem de direito pelo seu não fornecimento. Gel desinfectante, luvas e máscaras têm que ser fornecidas, e usadas. É a saúde/vida de cada um e de todos que está em causa.

– FORNECIMENTO DE MEIOS DE PROTECÇÃO
Ontem ao final do dia já tinham sido distribuídos meios de protecção (gel desinfectante, luvas, máscaras) em muitos dos locais que tínhamos referenciados e reportados junto da Empresa.

O uso dos materiais distribuídos deve ser rigorosamente cumprido. Ainda assim, como sabemos que pelo menos no início da semana não terão chegado a todos os locais de trabalho PEDIMOS QUE, NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA, NOS DIGAM, POR QUALQUER MEIO (TELEFONE A PARTIR DAS 07h00, FACEBOOK, WHATSAPP, EMAIL sntct@sntct.pt, OU AOS DIRIGENTES DO SNTCT NO CASO DE TEREM OS SEUS CONTACTOS…) para listarmos as falhas e exigirmos à Gestão da Empresa o seu fornecimento.

– UMA NOTA MUITO ESPECIAL
OS TRABALHADORS A QUEM NÃO TENHAM SIDO DISTRIBUÍDOS MEIOS DE PROTEÇÃO PARA TRABALHAREM COM UM MÍNIMO DE SEGURANÇA, DEVEM COMUNICAR CLARAMENTE À CHEFIA A SITUAÇÃO E A SUA INDISPONIBILIDADE PARA TRABALHAREM SEM CONDICÕES. CONTUDO, ANTES DE DECIDIREM TOMAR QUALQUER POSIÇÃO QUANTO A LABORAREM OU NÃO, DEVEM CONTACTAR-NOS DE IMEDIATO (PELOS MEIOS ATRÁS REFERIDOS) PARA QUE POSSAMOS RESOLVER A SITUAÇÃO JUNTO DA GESTÃO CENTRAL DA EMPRESA.

– DENÚNCIA DE NÃO CUMPRIMENTO E ATROPELOS ÀS ORIENTAÇÕES POR PARTE DA ESTRUTURA HIERÁRQUICA
É obrigação de cada trabalhador denunciar situações de inconsciência de alguns responsáveis que, ou não reportam superiormente situações de suspeita de possível infecção, ou sendo-lhe reportadas pelas chefias locais, se borrifam nas mesmas, é o termo, mandando os trabalhadores possivelmente infectados para casa como se nada tivesse acontecido. Não há que ter medo de denunciar tais abusos pois calar é pactuar com a irresponsabilidade. Faremos chegar e pediremos responsabilidades à Gestão central da Empresa de todos os casos que nos cheguem… porque a situação é grave e “amigos, amigos, negócios à parte”.

– TRABALHO EM CASA / POSSIBILIDADE DE ENCERRAMENTO DE ESTABELECIMENTOS
A Direcção Nacional do SNTCT saudará todas as medidas que visem combater a propagação do vírus nos CTT (e claro em todas as outras empresa e no País) e, sendo tal possível, vê com bons olhos o “teletrabalho” temporário a partir de casa nas funções em que tal for possível e, se tal se justificar o encerramento temporário de Estações de Correio e CDP’s, quer por insuficiência de pessoal (por exemplo devido a assistência a filhos menores cujas escolas e outros estabelecimentos de ensino estão encerrados) quer, essa é uma exigência nossa, a suspensão de actividade (balcões e distribuição) nas zonas “vermelhas” e mais afectadas.

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

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AUDIÇÃO NA AR SOBRE PETIÇÃO FECTRANS PARA A REDUÇÃO IDADE REFORMA DOSTRABALHADORES DOS TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES

AUDIÇÃO PARLAMENTAR SOBRE
REDUÇÃO DA IDADE LEGAL DE REFORMA DOS TRABALHADORES DO SECTOR DE TRANSPORTES, COMUNICAÇÕES E TELECOMUNICAÇÕES PARA OS 55 ANOS

PETIÇÃO Nº 12/XIV/1

AUDIÇÃO NA COMISSÃO DE TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA


Decorreu no passado dia 10 a Audição Parlamentar, em Sede de Comissão, sobre a Petição da FECTRANS – Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, que exige a redução da idade legal da reforma/aposentação para os trabalhadores dos Transportes, Comunicações e Telecomunicações.

PETIÇÃO ESTA QUE, COMO É ÓBVIO, DIZ RESPEITO A TODOS OS TRABALHADORES REPRESENTADOS PELO SNTCT EM TODAS AS EMPRESAS DE CORREIOS, TELECOMUNICAÇÕES E ACTIVIDADES AFINS, INCLUINDO LOGÍSTICA E CALL CENTERS.

Da intervenção do Coordenador FECTRANS, José Manuel Oliveira, em nome da Delegação da FECTRANS àquela Audição, delegação que integrava também José Oliveira, do Executivo da Direcção Nacional do SNTCT e membro do Executivo da Direcção da Fectrans, deixamos aqui alguns excertos que serão, no todo da intervenção, mais relacionados com a abrangência da nossa representação:

 

“Senhores deputados,

As razões da FECTRANS ter avançado com a dinamização de uma petição com vista à redução da idade legal de reforma no sector dos transportes e comunicações, deve-se ao enorme sentimento verificado nos locais de trabalho, em que somos confrontados com um desgaste físico motivado pelas más condições de trabalho, os trabalhadores estão sujeitos a uma organização de trabalho com horários variáveis, e a laborar em situações anómalas.

O trabalho em laboração contínua e com horários com inúmeras variáveis, em que hoje se inicia o trabalho de manhã, no dia seguinte já pode ser de tarde e assim sucessivamente, está por demais identificado do ponto de vista médico, e suportado em estudos científicos, como a razão de muitos problemas de saúde graves que se agravam com o passar dos anos.

O Trabalho por Turnos e Horário Variáveis, na medida em que conduz a uma alteração, mais ou menos frequente, das horas de dormir, perturba os ritmos biológicos, potencia o aparecimento de doenças do foro oncológico, do sono e prejudica a vida social e familiar, trazendo inegáveis prejuízos para a saúde física e psíquica do trabalhador, levando a uma diminuição da produtividade e colocando em risco a segurança.

Por outro lado, o Trabalho Nocturno é um comprovado factor gerador de stress ocupacional, estando na origem da utilização excessiva de substâncias indutoras do sono, provocando, na maioria dos casos, uma ruptura na vida social e familiar dos trabalhadores, bem como um decréscimo na sua saúde.

Os efeitos prejudiciais na saúde e bem-estar do trabalhador sujeito ao regime de Trabalho por Turnos e/ou Trabalho Nocturno podem ter um alcance mais extenso do que a simples perturbação do sono e a fadiga crónica, podendo levar a perturbações do humor, ao surgimento ou agravamento de doenças cardiovasculares e gastrointestinais, à diminuição da esperança de vida, bem como afectar a função reprodutora da mulher.

Também as condições físicas onde se presta o trabalho são factores que originam uma degradação mais rápida das condições de vida e saúde dos trabalhadores.

… … …

A estes factores acresce uma rotatividade de horários de trabalho, um aumento da agressividade por parte dos utentes tendo em conta a degradação do serviço publico, a falta de operacionais, o que leva a um desgaste maior de quem trabalha, que não pode se ignorado, aliás em nossa opinião existe apenas uma solução para reduzir estes impactos, reduzir ao máximo o tempo de exposição dos trabalhadores a estes vectores indutores de risco clinico e psicossocial.

… … …

Trabalhar num guichet de atendimento presencial ou no atendimento ao cliente num call center, cerca de oito horas, muitas vezes sem pausas para descanso, produz efeitos de stress e logo de desgaste emocional e psíquico de difícil solução, tal como o afirmam diversos estudos da área da psicologia e psiquiatria.

Trabalhar na rua, em actividades de distribuição, por vezes com dezenas de quilómetros andados a pé, transportando pesos e subindo e descendo escadas, muitas vezes sob stress para cumprimento de giros/voltas, provoca desgaste psíquico e físico, sendo as doenças músculo-esqueléticas um dos efeitos mais comuns.

Também ao nível dos motoristas de transporte de passageiros e mercadorias, estes trabalhadores apresentam problemas de saúde preocupantes ao nível postural, de audição, de visão, e renais, devido aos ritmos de trabalho, aos locais onde prestam trabalho, o défice de ingestão de líquidos, por privação de acesso às instalações sanitárias se revela doloroso pelos maus tratos aos rins. Ao nível da audição somos ainda conhecedores de situações que estão identificadas pela exposição do auricular esquerdo junto da janela do condutor.

Uma parte significativa do trabalho nas diversas áreas de actividade é desempenhada com longos períodos de permanência em veículos, que expõem os trabalhadores a elevados valores de ruído, vibrações, e isolamento.

Salientamos que sobre as questões do ruido existem estudos que afirmam: “O ruído é um importante factor de risco para os trabalhadores, originando perturbações fisiológicas e psicológicas, assim como a sua segurança, ao mesmo tempo que diminui a qualidade do trabalho e a produtividade e as vibrações, tal como o ruído, também é um importante factor de risco para os trabalhadores, originando perturbações músculo-esqueléticas, neurológicas e vasculares, além de outras patologias.”

Estes são factores que não podem se ignorados, porque os trabalhadores não podem ser reduzidos a meras máquinas da produção, pelo que é necessário medidas que salvaguardem não só a sua integridade física e a sua saúde, mas que lhe permitam utilizar tempo da sua vida com qualidade.

Esta é uma realidade que aos poucos começa a ser reconhecida, como é o facto de ter sido discutida a possibilidade de acordo entre as administrações portuárias e os sindicatos, reconhece a necessidade de reduzir a idade de reforma para os pilotos, tendo em conta o desgaste a que são submetidos.

Tendo em conta a quem se dirige a actividade prestada neste sector, este é também um problema de segurança de pessoas e bens que será posta em causa quanto mais se degradarem as condições físicas e de saúde dos trabalhadores.

Por último, seja qual for o resultado desta petição, poderão saber que iremos continuar com esta luta, porque entendemos que os trabalhadores não podem morrer a trabalhar.

10 de Março de 2020

Em nome da Delegação da Fectrans
José Manuel Oliveira
Coordenador da FECTRANS “

Nota: Nas zonas do texto em que se encontram reticências significa que foram cortados parágrafos referentes especificamente ao sector dos transportes, tal como o 8º e 9º parágrafos são mais específicos para as comunicações, telecomunicações e actividades afins.

SOBRE PREVENÇÃO DO COVID -19 NOS CTT

CONDIÇÕES DE TRABALHO NOS CTT

PERANTE POSSIBILIDADE DE CONTÁGIO

PELO VÍRUS COVID-19

Abra aqui o comunicado com as orientações emanadas pelos CTT: CTT INFORMA10.20

No seguimento da nota que ontem demos, sobre um pedido de reunião urgente à Gestão dos CTT, para avaliarmos e ajudarmos na forma de contenção da infecção pelo vírus COVID-19, temos a informar o seguinte:

  • Recebemos da Direcção de Recursos Humanos uma resposta em que, além de anexar o documento em anexo, reitera a disponibilidade para reunir na próxima semana com o SNTCT recorrendo a meios tecnológicos e contacto, sempre que necessário, via telefónica.

Assim, sem entrarmos em alarmismos nem histerias desnecessárias, mas porque não podemos esperar até à próxima semana, face ao agudizar de receios e medos por parte de quem anda na rua na distribuição, de quem está nos balcões, de gente do tratamento e transportes, em suma, de todos os sectores de actividade dos CTT, o SNTCT aconselha, para já:

  • Cumprimento rigoroso de todas as orientações descritas no documento anexo;

 

  • Que todos os trabalhadores a quem forem criadas barreiras ao cumprimento das referidas orientações, nos informem;

 

  • Que todos os trabalhadores que, por uma questão de bem-estar a nível psicológico e direito de salvaguarda da sua saúde, exijam e vejam recusadas máscaras, luvas, gel e o cumprimento das referidas regras, nos informem adicionalmente à informação que devem, impreterivelmente, comunicar à Gestão da Empresa pelos meios disponíveis – incluindo o número de apoio interno dos CTT criado para o efeito que é:

800 210 010

NOS DIAS ÚTEIS DAS 06H00 ÀS 24H00.

O contacto telefónico da Sede do SNTCT – 218428900 – está disponível das 09H00 à 18H30.

Os contactos dos Dirigentes são os mesmos de sempre.

www.sntct.pt – www.facebook.com/pt

SNTCT – a força de continuarmos juntos!

COMUNICADO SNTCT CORREIOS – 3/2020

SITUAÇÃO DOS CTT PREOCUPA TRABALHADORES E PAÍS

BASTA!
É URGENTE ENCONTRAR SOLUÇÕES.
A RENACIONALIZAÇÃO TOTAL DOS CTT É O ÚNICO CAMINHO!

 

Abre aqui o comunicado em versão PDF: 2020_3 CTT CORREIOS

 

Reduziram o número de Carteiros nos CDP’s. Reduziram o número de Giros, condenaram muitas populações a receberem o seu correio por vezes uma só vez por semana, ao mesmo tempo que encerravam centenas de Estações e Postos de Correio, desviando TNG’s para o serviço bancário (chegando ao despautério de admitir como TNG’s para funções bancárias a ganharem mais que trabalhadores com trinta e mais anos de serviço, incluindo as chefia dos locais de trabalho). Substituíram trabalhadores por máquinas nos Centros de Tratamento e o resultado está à vista.

Pressionados pelas populações, pelo SNTCT, pela Assembleia da República e, há que referi-lo pela ANACOM, foram obrigados a reabrir 33 das Estações de Correio encerradas, o que estão a fazer a “passo de caracol”.

Por tudo isto, pela má qualidade do serviço que os CTT vêm prestando, as consequências são visíveis: atrasos de vários dias na distribuição do correio, enormes filas de espera nas Estações de Correios (nos balcões dos serviços postais, porque nos balcões do banco não falta gente), fuga de clientes para outras empresas de distribuição e logística, em suma, uma falta de respeito gritante pelas obrigações de prestação do Serviço Público.

O SNTCT tem chamado a atenção para este problema junto da Gestão da Empresa bem como através de reuniões com Comissões de Utentes, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Grupos Parlamentares e, integrado em delegações da FECTRANS/CGTP-IN, também ao Governo.

Recolhemos assinaturas e entregámos uma Petição na Assembleia da República a exigir a Renacionalização dos CTT. Na discussão e votação da nossa Petição na Assembleia da República os partidos de direita e o PS votaram contra. O mesmo Governo que tem “empurrado o assunto com a barriga”, descartando a sua responsabilidade em comissões várias e na ANACOM. O SNTCT vai continuar a luta pela renacionalização dos CTT, juntamente com as populações, autarquias e trabalhadores, de modo a garantir o serviço público e universal de correios com qualidade.

A administração dos CTT e os accionistas estão habilidosamente a querer transformar os CTT – Correios de Portugal numa outra empresa que, ironizando, por acaso até pode prestar o serviço postal.

É neste contexto que surge a mudança do símbolo histórico dos CTT, ou seja, retiraram o cavalo com o carteiro afirmando que é em nome da modernidade, a mesma modernidade com que, paulatinamente tem vindo a destruir a qualidade do serviço público e do universal de correios a que está obrigado. É uma vergonha. Estamos certos que mais cedo ou mais tarde, alguém com bom senso, irá reverter a privatização.

A Renacionalização Total dos CTT é o único caminho. Sim, temos conhecimento que anda por aí gente a defender a entrada dos Estado no Capital dos CTT. Para quê? Para continuar a destruição com o aval directo do Estado? Para arranjarem um cargo de administrador para algum boy? Não estamos de acordo nem com tal solução nem com gente que, jamais, teve nada a ver com os CTT – Correios de Portugal, a não ser envergonharem a sua história e venderem ao desbarato o seu património e, pondo em causa o futuro, delapidarem o capital de confiança que levou séculos a construir.

Como os CTT não têm admitido trabalhadores em número suficiente para fazer face às muitas centenas de aposentações e rescisões de contrato, os trabalhadores confrontam-se diariamente com enormes sobrecargas de trabalho que têm como consequências acidentes de serviço, doenças profissionais, doenças do foro psicológico – com aquilo “que se diz uma espécie de” serviços de medicina no trabalho dos CTT fazem vista grossa a estas situações – de forma grosseira e a merecer uma queixa na Ordem dos Médicos. É urgente a admissão de centenas de trabalhadores e a passagem a efectivos dos contratados a termo. Também aqui a luta vai ter que continuar porque os CTT não respondem às propostas do SNTCT.

O SNTCT entregou na assembleia da república uma petição para que a profissão de Carteiro seja considerada de desgaste rápido (logo que possível partirá para outros grupos profissionais da empresa). Já se realizou a Audição na Comissão de Trabalho e Segurança Social. Estamos por isso à espera que seja agendada a sua discussão e votação no Plenário da Assembleia da República.

Foi também entregue uma outra petição para exigir a diminuição da idade legal da reforma no Sector dos Transportes e Comunicações que abrange também todos os trabalhadores associados do SNTCT – esta petição que foi da iniciativa da FECTRANS – terá a sua Audição em Sede de Comissão Parlamentar dia 10 de Março, de cujo resultado daremos nota logo que possível. São pois, dois assuntos a que é necessário dar prioridade.

SOBRE O VÍRUS COVID-19

Muitos trabalhadores estão preocupados com o vulgarmente designado corona vírus. Esta preocupação advém do facto de contactarem com público na sua actividade. A situação a nível nacional é conhecida e são também conhecidas as indicações genéricas dadas pela direcção geral de saúde – DGS. No entanto face às condições específicas dos trabalhadores dos CTT, o SNTCT solicitou uma reunião urgente à empresa, para análise das medidas de contenção em todos os sectores da empresa. Obviamente que tem que ser elaborado um plano de contingência específico para os CTT. O SNTCT está em contacto com os Recursos Humanos dos CTT para troca de informações que sejam importantes e contribuam para informar e acompanhar os trabalhadores.

PROPOSTA DE AUMENTOS SALARIAIS PARA OS CTT

2020

O SNTCT entregou no dia 5 de Março aos CTT a seguinte proposta de aumentos salariais para o ano de 2020. Ficamos a aguardar a contra proposta dos CTT.

Aumento na remuneração base para todos os trabalhadores – 90 Euros

Cláusulas de expressão pecuniária
– Aumento de 4% nas diuturnidades e subsídio de refeição
– Aumento de 3% na compensação por horário descontínuo e subsídio de condução.

Data de efeitos – 1 de Janeiro de 2020

www.sntct.pt – www.facebook.com/sntct

SNTCT – a força de continuarmos juntos!

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