Comunicado SNTCT Call Centers

TELETRABALHO
PRÓS E CONTRAS
QUEM GANHA COM ESTA FORMA DE TRABALHO

Abre aqui o comunicado em verdsa2020_5 CALL CENTERS

Foram muitas as empresas a optar por este regime de trabalho quando começou o surto de pandemia Covid-19. Quase todas elas tinham como objectivo diminuir despesas e tentar diminuir postos de trabalho a curto ou médio prazo, no sector de comunicações e telecomunicações não foi diferente. Foi uma forma expedita, de retirar os trabalhadores do seu local de trabalho, de os isolar, manter em casa e ao mesmo tempo assegurar o serviço às operadoras.
Algo que na altura nos pareceu uma opção válida, desde que as empresas cumprissem com todos os direitos dos trabalhadores. Situação essa, que nem sempre se veio a verificar. Várias foram as solicitações dos trabalhadores, sobre diversas situações a que o SNTCT teve de dar resposta, seja pela via sindical, a maioria, seja Jurídica em alguns casos que foram, ou estão a ser tratados pelo contencioso (Advogados) do Sindicato.
É verdade, pois só quem não conhece a realidade da maioria dos locais de trabalho (Call Centers), acharia possível acautelar e assegurar a segurança e a saúde dos trabalhadores, nos locais de trabalho.
Compreendemos que quem vive a uma distância considerável do local de trabalho, possa preferir trabalhar a partir de casa, poupa tempo nos transportes, evita ter de fazer o percurso entre casa e o local de trabalho todos os dias onde o risco de contágio é maior. É irrealista pensar que tal ganho se vai refletir na conciliação entre a vida pessoal e o trabalho de cada um.
Trabalhar a partir do local de trabalho ajuda a gerir mentalmente a relação de trabalho?
• O trabalho, quando prestado a partir do local de trabalho, ajuda o trabalhador a restringir a actividade laboral a esse espaço, ajudando a separar a atividade profissional da sua vida pessoal, social e familiar.
• Com essa separação de tempos e espaços de trabalho, permite ainda gerir os riscos quer físicos, quer psicológicos a que está sujeito, não sujeitando quem com ele vive a também ser afetado.
• Quando um trabalhador se afasta do local de trabalho, mas continua debaixo do controlo da entidade patronal, pode libertar-se de algum stress, mas por outro lado, pode transportar esse stress para o seu agregado familiar!
Levar o trabalho para casa pode agravar a exposição aos riscos psicossociais!
• O estar a trabalhar de casa em teletrabalho, diminui a exposição aos riscos, evita a socialização com colegas, chefias… Porém não exclui riscos, como a discriminação entre trabalhadores, a injustiça no tratamento de situações idênticas, a subvalorização do seu desempenho e a prepotência de alguns responsáveis da empresa.
• Podemos ainda adicionar o isolamento, a solidão, a falta de contacto humano para discussão, a menor troca de experiências, a perda de poder reivindicativo, a sujeição a condições de trabalho que não pode comparar e controlar, sendo possível à entidade patronal sujeitar um trabalhador isolado a uma carga cada vez maior de trabalho sem que este se aperceba, sem que tenha os parâmetros de comparação que antes utilizava e que lhe permitiam saber se estava a ser discriminado ou não.
• É plausível que, em teletrabalho, todo o encadeamento de experiências que ajudam o trabalhador a moldar a sua relação com o trabalho e com a entidade patronal sejam profundamente afetados em seu desfavor. Um trabalhador isolado é um trabalhador mais vulnerável à exploração.
O teletrabalho – invasor de domicílios
• Se coubesse ao trabalhador a decisão de ser colocado em teletrabalho ou de reverter a decisão, mas não o é porque esse poder é imposto pela entidade patronal, aliás, mesmo numa situação normal em que a decisão é lavrada “por acordo”, devemos questionar em que medida um trabalhador é livre para efetivamente não aceitar esse “acordo”.
Há empresas em Portugal que utilizam programas informáticos para controlar todos os passos dos funcionários em teletrabalho sem que estes tenham conhecimento, acusou uma especialista.
• A denúncia foi feita pela professora da Universidade do Minho, Teresa Coelho Moreira, num debate organizado recentemente pela Associação Práxis – Reflexão e Debate sobre Trabalho e Sindicalismo sobre «Teletrabalho e Direitos: a Lei e a Negociação». «Controlam tudo, mas mesmo tudo: os dados pessoais dos trabalhadores ou as fotografias que têm no computador, que são externos à prestação de trabalho; controlam todas teclas que o trabalhador usa e a velocidade (tiram screen shots sucessivos do écran). (…) Sabem o que está a fazer em cada momento, quem lá está do agregado familiar, incluindo menores», acusou a docente especializada em privacidade e protecção de dados pessoais, citada pela rádio “Renascença”.
A corroborar o que aqui expomos, ficam mais alguns dados:
• · 27% dos trabalhadores a trabalhar a partir de casa, durante a pandemia, referem ter de trabalhar durante o tempo livre para cumprirem as suas tarefas
• · 32% das mulheres e 28% dos homens colocados em trabalho a partir de casa, referem estar preocupados com o trabalho mesmo quando estão fora do horário de trabalho;
• · 29% das mulheres e 19% dos homens colocados a trabalhar a partir de casa, referem estar demasiado cansados após a jornada de trabalho
Nota: dados retirados de Eurofound, Living, Working and Covid-19 First Findings – April 2020
Será que o teletrabalho contribui de facto para uma maior libertação do trabalho?
Não! Se as leis laborais continuarem a ser o que são, se os sindicatos continuarem a ficar à porta das empresas, se os trabalhadores continuarem a ser perseguidos por pensarem de forma diferente, se o período normal de trabalho não for reduzido, etc.
Neste quadro, o teletrabalho prestado a partir de casa, só pode significar mais exploração e maior sujeição do trabalhador ao trabalho em detrimento da sua vida familiar.

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COMUNICADO SNTCT CALL CENTERS 4-2020

O REGRESSO À “NOVA NORMALIDADE”
NÃO PODE SIGNIFICAR VIOLAÇÃO DOS
DIREITOS DOS TRABALHADORES

Abre aqui a versão PDF deste comunicado: 2020_4 CALL CENTERS

Compreendemos e aceitámos a necessidade que existiu da aplicação do teletrabalho, não nos opondo ou
menosprezando a importância da aplicação do mesmo, no entanto os trabalhadores que realizaram teletrabalho
deverão ser compensados pelos gastos inerentes à realização de atividade a partir de casa, nomeadamente de luz e
acesso à internet. É inconcebível que os trabalhadores a realizarem teletrabalho para uma operadora que possuam
os serviços desta instalados na sua habitação, lhe seja imputado como habitualmente a fatura
Com a terceira fase de desconfinamento em vigor será importante fazermos um balanço e uma avaliação dos
atropelos à lei e aos direitos dos trabalhadores que as empresas procuram levar á prática. Como a partir de dia 1 de
Junho o teletrabalho terá que ter o acordo do trabalhador, ou seja, a maioria dos trabalhadores irão regressar aos
seus pontos de trabalho, há normas que têm que ser cumpridas pelas empresas.
.Com o regresso aos Locais de Trabalho (call-centers), questionamos e exigimos o cumprimento das normas
da DGS;
 Como vai ser programado o distanciamento obrigatório entre trabalhadores nas posições de trabalho?
 Como será efetuada a higienização e limpeza dos locais, já que são tradicionalmente locais de limpeza
duvidosa e que por diversas vezes expusemos a várias entidades competentes?
 Em vários locais obrigavam trabalhadores a partilhar headsets, que medidas as empresas estão a tomar para
que tal não continue a acontecer?
 Garantiram as empresas a distribuição de equipamentos de segurança, nomeadamente gel/álcool e
mascaras?
Como dissemos anteriormente no caso da Altice a integração dos trabalhadores da Manpower na Intelcia não chega
porque esses trabalhadores devem estar na Altice e não noutra empresa prestadora. Quando Alexandre Fonseca
disse que era o que os sindicatos queriam, que os trabalhadores passassem para uma empresa do grupo, estava a
mentir. O que os trabalhadores querem não é isso, os que trabalhadores querem é ser da empresa Altice, com os direitos
que o ACT contem. A situação de lay off aplicada aos trabalhadores da Intelcia demostrou que os trabalhadores tinham razão.
AGORA, MAIS QUE NUNCA AS REIVINDICAÇÕES ASSUMIDAS E APROVADAS PELOS
DOS TRABALHADORES, TÊM RAZÃO DE SER:
 AUMENTOS SALARIAIS, ACIMA DO VALOR DO ORDENADO MINIMO NACIONAL;
 INTEGRAÇÃO NOS QUADROS EFECTIVOS DOS OPERADORES;
 MELHORES CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO.
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COMUNICADO SNTCT VERTENTE HUMANA 1-2020

O REGRESSO À “NOVA NORMALIDADE”
NÃO PODE SIGNIFICAR VIOLAÇÃO DOS
DIREITOS DOS TRABALHADORES

Abre aqui este comunicado na versão pdf » » »VERTENTE HUMANA 12020
A empresa contactou os trabalhadores no dia 14/04, a sugerir que tirassem férias durante o estado de emergência e
dia 17/04 receberam telefonemas da Empresa a anunciar que no dia útil seguinte (20/04) todos passariam a trabalhar
apenas 4 horas/dia, com a correspondente perda de salário, do subsídio de alimentação e do prémios de
desempenho, de acordo com uma adenda enviada por mail e pressionando os trabalhadores a responder de imediato
com a devida aceitação. Os prazos e os procedimentos legais não foram cumpridos, colocando muitos
colegas, de um dia para outro, numa situação financeira insustentável.
O Governo decidiu como vai ser efectuado o desconfinamento faseado:
Regressar ao local de trabalho a meio do mês tem muitas questões prévias que têm que ser resolvidas:
 Sabemos que o edifício não sofreu uma intervenção de fundo por empresa especializada, por isso tem que
ser feita com urgência.
 Obriga à compra do passe e a “desperdiçar” 15 ou 20 euros, consoante o passe, para ir trabalhar 4 horas/dia,
com a agravante de continuar a receber apenas metade do SMN com chamadas sempre a cair e quase
sempre clientes em espera;
 Irá a empresa fornecer os EPI (equipamentos individuais de protecção), tais como máscaras, o gel-álcool e
álcool para desinfectar os PA’s?
 Durante o tempo em que vigorou o teletrabalho, os trabalhadores foram “obrigados” a utilizar a sua
electricidade e internet sem qualquer menção de compensação.
 Perante tudo isto é urgente a revogação da adenda, o regresso aos horários que os trabalhadores
tinham e a manutenção em teletrabalho enquanto as determinações governamentais e sanitárias o
exigirem.
AGORA, MAIS QUE NUNCA AS REIVINDICAÇÕES ASSUMIDAS E APROVADAS PELOS DOS
TRABALHADORES, TÊM RAZÃO DE SER:
 AUMENTOS SALARIAIS, ACIMA DO VALOR DO ORDENADO MINIMO
NACIONAL;
 INTEGRAÇÃO NOS QUADROS EFECTIVOS DOS OPERADORES;
 MELHORES CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E DE TRABALHO.
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COMUNICADO SNTCT RANDSTAD 2-2020

A TERCEIRA FASE DO CHAMADO “PLANO DE DESCONFINAMENTO” NÃO PODE CONTINUAR A VIOLAR

OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

Abre aqui o comunicado em formato PDF 2020_2 RANDSTAD

Com a terceira fase de desconfinamento em vigor, é agora importante fazermos um balanço e
uma avaliação dos atropelos, que a empresa tem feito e procura continuar a fazer para retirar
direitos aos trabalhadores.
Embora considerássemos exagerado, aceitámos a necessidade que existiu da aplicação do
teletrabalho. Não nos tendo oposto à aplicação do mesmo porque estávamos numa fase de
pandemia, o que é facto é os trabalhadores que estiveram a trabalhar a partir de casa teriam que
ser compensados pelos gastos inerentes à realização de teletrabalho, nomeadamente gastos de
electricidade e acesso à internet e do trabalho extraordinário efectuado, porque foi isso que
aconteceu. É inconcebível que os trabalhadores a realizarem teletrabalho para uma operadora,
com os meios desta instalados na sua habitação, não fossem ressarcidos dos gastos e não lhe
tenha sido pago o trabalho para além do que está contratado.
Consideramos, no entanto, que o teletrabalho imposto aos trabalhadores com filhos menores não
é assistência à família e ter que ser pago na totalidade. Contestamos também a perda de
rendimento dos trabalhadores que optaram pelo apoio extraordinário por assistência a filhos para
que pudessem realmente acompanhar os seus filhos.
Nesta última semana, vários foram os trabalhadores que têm estado em lay off, que foram
contactados pela empresa, para regressar ao serviço. Claro que, ignominiosamente e revelando

total desprezo, propuseram mudanças de local de trabalho, de funções e de horário, aproveitam-
se assim da pandemia para tentar violar a lei. Antes de dar acordo a uma qualquer proposta,

os trabalhadores devem contactar o SNTCT como alguns já têm estado a fazer.
Com o regresso aos locais de trabalho (call-centers) para breve, há várias questões que terão de
ser acauteladas, nomeadamente:
 Como vai ser respeitado o distanciamento obrigatório entre trabalhadores nas
posições de trabalho;
 Como será efetuada a higienização e limpeza dos locais, já que são tradicionalmente
locais de limpeza duvidosa e que por diversas vezes expusemos a várias entidades
competentes?
 Em vários locais onde obrigavam trabalhadores a partilhar headsets, vai a empresa
tomar medidas para que tal não aconteça?
 Vão as empresas garantir a distribuição de equipamentos de segurança,
nomeadamente gel/álcool e mascaras?

AGORA, MAIS QUE NUNCA AS REIVINDICAÇÕES ASSUMIDAS E APROVADAS
PELOS DOS TRABALHADORES, TÊM RAZÃO DE SER:

 AUMENTOS SALARIAIS, ACIMA DO VALOR DO
ORDENADO MINIMO NACIONAL;
 INTEGRAÇÃO NOS QUADROS EFECTIVOS DOS
OPERADORES;
 MELHORES CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E DE
TRABALHO.

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CARTÃO DE REFEIÇÃO IMPOSTO NOS CTT, NÃO!

CARTÃO DE REFEIÇÃO IMPOSTO AOS TRABALHADORES E ÀS TRABALHADORAS DOS CTT, NÃO.

ATENÇÃO – MUITO IMPORTANTE:

  1. O CARTÃO ESTÁ A SER IMPOSTO, UNILATERALMENTE PELOS CTT. É UMA IMPOSIÇÃO CLARA E ABSURDA E, QUE FIQUE CLARO, NÃO RESULTA DE QUALQUER NEGOCIAÇÃO.

  2. NINGUÉM DEVE ASSINAR QUALQUER DOCUMENTO DE ACEITAÇÃO OU, NO CASO DOS QUE JÁ RECEBERAQM O CARTÃO, NÃO O DEVEM ACTIVAR.

  3. SE EXISTIREM TENTATIVAS DE COACÇÃO PEDIMOS QUE NOS FAÇAM CHEGAR DE IMEDIATO ESSA INFORMAÇÃO.

 

Camaradas e amigos(as),

A Direcção Nacional do SNTCT recebeu ontem ao final do dia, da DRH-CTT, a missiva que abaixo transcrevemos na íntegra.

Missiva que repudiamos e que, com tempo, iremos desmontar ponto a ponto este conjunto de argumentação falaciosa, inverdades e claro desrespeito pelos trabalhadores e trabalhadoras da Empresa e pelo AE-CTT.

Independentemente de uma mais aprofundada apreciação, quer por parte desta Direcção quer por parte do contencioso do SNTCT, sobre a legalidade desta decisão – E PARA NÓS É CLARAMENTE ILEGAL – iremos elaborar uma MINUTA DE NÃO ACEITAÇÃO DO CARTÃO e, se os CTT não voltarem atrás neste desrespeito pela contratação colectiva e o AE-CTT, somos de opinião que o caminho é o da luta.

Se os trabalhadores e as trabalhadoras dos CTT quisessem o cartão tinham-no pedido.

Amanhã reuniremos com os outros sindicatos dos CTT e, entre todos, procuraremos encontrar caminhos comuns para resolver este problema.

Até ao final do dia de amanhã, faremos sair mais informação.

Saudações sindicais.

A Direcção Nacional do SNTCT

 

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“Exmos. Senhores, 

São de todos conhecidos os tempos atuais de crise Covid19, estranhos e sem precedentes, em que vivemos. Adivinha-se um quadro económico recessivo em toda a Europa durante os próximos anos.

E as sucessivas medidas restritivas, decretadas pelo Governo e pelas Autoridades de Saúde, arriscam a estabilidade dos negócios e anunciam um longo período de contenção e de sacrifícios sem vislumbre de soluções fáceis e de curto prazo. 

Neste contexto desfavorável, com um decréscimo de 47,8% dos resultados financeiros consolidados do grupo CTT relativos ao primeiro trimestre 2020 face ao período homólogo, onde a área de negócio de Correio teve uma forte contribuição dados os resultados obtidos a partir da segunda metade do mês de março e em que os resultados das outras áreas de negócio se ressentiram também com a atual crise provocada pela pandemia CoViD-19, sobretudo em Espanha, apesar das várias iniciativas que foram encetadas entretanto no sentido de inverter a tendência, e cujo impacto que se estima que afete vários meses dado o nível de incerteza de retoma da economia nacional e internacional, a Empresa tem ponderado seria e intensamente os diversos cenários e os vários caminhos que a lei permite trilhar, em busca da melhor forma de enfrentar este futuro adverso, e no respeito pelo racional de causar o menor impacto possível no conjunto dos colaboradores CTT. 

Como medida inicial e manifestamente adequada à contenção dos já graves prejuízos provocados pela atual situação, e como último esforço para evitar o recurso imediato às medidas legais mais drásticas, especialmente criadas para apoiar as empresas neste momento e que implicam substanciais reduções de salários, a Empresa decidiu proceder ao pagamento do subsídio de refeição através de cartão refeição em relação a todos os colaboradores que ainda não optaram por essa via. 

O histórico centenário da Empresa demonstra que esta sempre privilegiou o diálogo e a pacificação social no universo da organização, tendo diligenciado o mais possível, em todas as matérias, a viabilização de respostas previamente acertadas e ajustadas com as estruturas representativas dos colaboradores. 

Esses objetivos também orientaram a atuação da Empresa no atual contexto de excecionalidade: como já melhor explicitado na Comunicação Interna n.º 17, de 21-04-2020, esta decisão de pagamento do subsídio de refeição através de cartão, surge apenas em face da impossibilidade de formalizar o acordo com as estruturas representativas dos colaboradores– impossibilidade resultante de aspetos acessórios que não negaram a adequação e a proporcionalidade desta medida. 

Conforme já destacado em informações gerais difundidas junto dos colaboradores, o cartão refeição constitui uma forma de pagamento do subsídio de refeição, que pode ser facilmente usada em todos os estabelecimentos de venda de produtos alimentares, tais como supermercados, restaurantes, cafés, bares, incluindo também compras online destes produtos, desde que disponível a modalidade de pagamento de MBway ou MBnet, não implica nenhum tipo de prejuízo para os colaboradores, consagra o exercício de um interesse legítimo da Empresa, e representa uma manifesta vantagem económica para todos: para a empresa, traduz uma forma lícita de diminuição de custos substanciais; para os colaboradores, significa uma poupança média anual em sede de IRS, na ordem dos 100,00€. 

Lembramos que o subsídio de refeição se encontra apenas previsto no AE/CTT; que o AE/CTT não impõe o pagamento do subsídio de refeição em dinheiro; que o subsídio de refeição visa exclusivamente o pagamento de despesas de natureza alimentar; que o subsídio de refeição não constitui uma prestação retributiva; que o subsídio de refeição não se destina ao pagamento de despesas indiscriminadas. 

Nestes termos e de forma a facilitar e agilizar todos os procedimentos, informamos que o cartão de refeição vai ser enviado para todos os colaboradores, durante os próximos dias, acompanhado da respetiva documentação e da informação mais detalhada sobre estas vantagens e respetivas regras da sua utilização, bem como o seu código de acesso. Desta forma, a partir do mês de maio de 2020, passa a receber o respetivo valor do subsídio de refeição creditado no seu cartão-refeição, não sendo desta forma recebido em conjunto com o valor da sua remuneração mensal, e estando o respetivo cartão-refeição desde logo ativo para utilização imediata. 

Nesse sentido, a Empresa enviou a todos os colaboradores CTT uma comunicação de teor semelhante a esta, informando e alertando para a necessidade de ativar o cartão de refeição a fim de poderem iniciar a sua utilização. 

A Empresa está empenhada em evitar o recurso a qualquer figura que implique prejuízos e diminuição das condições de trabalho, pelo que apela à colaboração de todos os agentes do universo CTT para que, juntos, possamos ultrapassar este período tão difícil e de estranhos contornos para todos nós. 

Caso surja alguma questão, estamos naturalmente à vossa disposição. 

Com os meus melhores cumprimentos,”

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SNTCT – A força de continuarmos juntos!

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46º ANIVERSÁRIO DO SNTCT

1974 – 5 de Maio – 2020

O SNTCT foi fundado há 46 anos.

Abre aqui o Cartaz em formato PDF »»»CARTAZ 46 ANOS SNTCT

Vieram de todos os pontos do País, eram mais de 10.000 homens e mulheres os/as que naquele dia 5 de maio de 1974 encheram por completo o Pavilhão dos Desportos de Lisboa (Hoje Pavilhão Carlos Lopes) para, naquele dia, darem corpo àquilo que há muito ambicionavam e o regime fascista do Estado novo lhe tinha negado até então, até à Revolução de 25 de Abril de 1974 – criarem/fundarem o seu Sindicato. Um Sindicato vertical onde coubessem todos os trabalhadores dos Correios e Telecomunicações.

Nasceu assim o SNTCT.

Hoje, 46 anos volvidos, numa realidade diferente, num País diferente mas em que os problemas dos trabalhadores e os ataques de que são vítimas são os mesmos, a luta continua.CARTAZ 46 ANOS SNTCT

Manter os mesmos princípios de unidade e solidariedade, tendo sempre em vista a manutenção, conquista e a defesa de direitos dos seus associados em particular, e dos trabalhadores e das trabalhadoras portugueses em geral, nunca foi, não é nem jamais será um caminho fácil de trilhar..

Mas, citando o poema de Jorge Palma, intitulado “A gente vai continuar” e saudando todos os homens e mulheres que ao longo destes 46 anos deram corpo ao mais antigo e consequente projecto sindical dos trabalhadores dos correios, telecomunicações e actividades afins, sempre diremos;

“Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar”.

Viva o SNTCT!

SNTCT – A foça de continuarmos juntos!

Comunicado SNTCT CALL CENTERS 3-2020

AOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS SUBCONTRATADAS (OUTSOURCE) PELA ALTICE

 

Abre aqui a versão PDF deste comunicado » » » 2020_3 CALL CENTERS

Em tempo de pandemia – COVID-19 -, as empresas estão a aproveitar-se para reduzir os parcos salários e diminuir os direitos dos trabalhadores. Por isso o SNTCT, vai continuar e intensificar a lutar, pelo aumento dos e salários e direitos dos trabalhadores das empresas prestadoras de serviços e aluguer de mão de obra (outsource) a prestar serviço na ALTICE.

O CEO da ALTICE, Alexandre Fonseca em entrevista à Antena 1, disse: “todos eles têm o seu posto de trabalho salvaguardado, todos eles têm seu vencimento garantindo, não optámos por nenhuma opção de Lay-off ou de redução dos nossos quadros e é assim que pretendemos ficar mesmo”.

Então e os trabalhadores da INTELCIA que trabalham nas lojas da ALTICE que foram para Lay-off em 13/04/2020? Não são eles trabalhadores do grupo Altice? Então e os trabalhadores que nos call centers que trabalham para a Altice não são abrangidos também?

Alexandre Fonseca em entrevista disse, relativamente à integração de trabalhadores da Manpower na Intelcia, “É um movimento positivo porque estamos a incorporar pessoas que estavam a funcionar em regime externo e passam a ter acesso à folha salarial do grupo Altice. Iremos dar um passo qualitativo para explicar aos trabalhadores todo este processo, para que seja transparente”?

E os trabalhadores da RANDSTAD que foram enviados para Lay-off em 17/04/2020 não exercem também eles funções imprescindíveis para a Altice? E não são também fundamentais ao funcionamento da ALTICE os trabalhadores da VERTENTE HUMANA – SUI GEST, TALLENTER, KELLY SERVICES a quem foi imposta a redução do horário de trabalho e o gozo ferias?

Se no caso da INTELCIA, fruto da pressão dos trabalhadores e seus sindicatos, foi dado um passo com a sua integração em empresa do grupo ALTICE, NÃO CHEGA! FALTA O RESTO!

A LUTA VAI TER QUE CONTINUAR.

Os trabalhadores reunidos em plenário decidiram, continuar a luta, por:

• Integração dos trabalhadores nos quadros da empresa;
• Por melhores condições laborais;
• Por melhores salários.

O SNTCT ESTÁ ATENTO E CONTINUA A PRESTAR APOIO E ESCLARECIMENTO AOS SÓCIOS E AO GERAL DOS TRABALHADORES.

EM CASO DE DÚVIDA, NÃO EXITES E CONTACTA-NOS

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1º MAIO 2020

1º DE MAIO

DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR

LUTAR! DEFENDER A SAÚDE E OS DIREITOS DOS TRABALHADORES!

GARANTIR EMPREGO, SALÁRIOS, SERVIÇOS PÚBLICOS.

Ler o texto abaixo da nota sobre as comemorações e podes abrir aqui o manifesto em formato PDF » » » manifesto 1 maio 2020

Abre aqui o mapa das iniciativas 1º de Maio CGTP-IN em que o SNTCT se integra » » »MAPA 1º DE MAIO CGTP 2020

ATENÇÃO

COMEMORAÇÕES DO 1º DE MAIO

Este ano, devido às medidas de contenção por via da pandemia COVID-19, as comemorações do 1º de Maio vão decorrer de forma diferente do habitual.

A CGTP-IN já manifestou publicamente que não iremos realizar as manifestações, concentrações e desfiles. Não teremos a participação de centenas de milhar de trabalhadores e reformados que estarão solidários a partir das residências e locais de trabalho (os que trabalham nesse dia).

Mas, neste 1º de Maio, estaremos na rua, garantindo a protecção e o distanciamento sanitário de todos quanto participarão, afirmando o nosso protesto, as nossas reivindicações, a nossa luta.

Este ano a dimensão das acções é limitada, aqueles que estarão na rua representarão todos os trabalhadores.

Em Lisboa estaremos na Alameda D. Afonso Henriques e o SNTCT estará presente, tal como no Porto e em Coimbra, apenas com uma delegação de Dirigentes Nacionais e Delegados Sindicais das diversas empresas em que temos associados.

Apelamos por isso a todos(as) os(as) camaradas, nomeadamente os(as) reformados(as) e aposentados(as) que habitualmente participam na Manifestação/Desfile do 1º de Maio e que não estejam integrados na Delegação do SNTCT que, comemorem o 1º de Maio a partir das suas casas.

Sentiremos a falta do vosso abraço e da vossa participação mas, a protecção da nossa/vossa saúde está primeiro.

Para o ano lá estaremos todos juntos outra vez, demonstrando que tal como nos últimos 46 anos, SNTCT – A força de continuarmos juntos!

Vamos comemorar este 1º de Maio num momento de grande complexidade no País e no Mundo. A actual situação de pandemia inspira cuidados a todos, mas atinge de forma particular os trabalhadores.

São os trabalhadores que estão na linha da frente deste combate, assegurando os serviços de saúde e todos os serviços públicos e sociais, a produção e distribuição de bens e serviços essenciais, entre outras funções . Sem os trabalhadores nada funcional!

São também eles os mais afectados por respostas políticas  desequilibradas  e medidas que não têm em conta a garantia dos postos de trabalho e a totalidade dos salários, quando para as empresas se multiplicam as medidas e até se abrem portas para explorar mais os trabalhadores.

Depois de anos a fio de políticas de desinvestimento nos serviços públicos, de aprofundamento de um modelo de baixos salários, precariedade e ataque aos direitos dos trabalhadores por sucessivos governos do PS, PSD e CDS, as condições que existem para responder ao problema sanitário bem como à situação económica são mais frágeis.

As reivindicações da CGTP-IN assumem neste quadro, uma maior dimensão: urgência de revitalização do aparelho produtivo, investimento nos serviços públicos e funções sociais do Estado, combate e erradicação da precariedade e necessidade urgente de aumento geral dos salários. Só por via do cumprimento destas exigências é possível garantir a soberania do país e a saúde, os direitos, o emprego e salários dignos para todos os trabalhadores.

NESTE 1º DE MAIO VAMOS AFIRMAR O NOSSO PROTESTO, AS NOSSAS REIVINDICAÇÕES, A NOSSA LUTA!

PELOS DIREITOS, PELO EMPREGO, SALÁRIOS E SAÚDE!

  • condições de saúde segurança e higiene que protejam e salvaguardem os trabalhadores!

  • não podem ser os trabalhadores a pagar a factura desta situação!

  • medidas de efectiva e total protecção aos trabalhadores e às famílias!

  • garantir a manutenção de todos os postos de trabalho independentemente do vínculo!

  • garantir a totalidade dos salários dos trabalhadores!

  • a Constituição da República Portuguesa e os direitos são para cumprir!

CONTRA A EXPLORAÇÃO, PELA VALORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES,

POR UM PORTUGAL COM FUTURO.

 

CGTP-IN /SNTCT

 

 

25 de Abril, sempre!

TRAZ ABRIL PARA A RUA, À JANELA!

No dia 25 de Abril, às 15H00, traz Abril para a Rua, à tua janela, cantando a Grândola e o Hino.

SNTCT –  A Força de continuarmos juntos!

 

GUIA CGTP-IN – COMO COMBATER COM DIREITOS O COVID-19

SIM, É POSSIVEL COMBATER, COM DIREITOS, O COVID-19.

A CGTP-IN elaborou um guia que, com toda a clareza, informa os trabalhadores sobre como combater, com direitos e sem prescindirem deles, o COVID-19.

Clica no link abaixo para abrires o guia na versão PDF

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