CTT – Comunicado conjunto 2 Julho 2020

CTT ENCERRAM NEGOCIAÇÕES SOBRE OS AUMENTOS SALARIAIS PARA 2020

 

 

AFIRMARAM QUE NÃO TINHAM DISPONIBILIDADE PARA AUMENTAR SALÁRIOS

 

OS SINDICATOS VÃO REUNIR AINDA ESTA SEMANA PARA ELABORAR UM PLANO DE ACÇÕES E LUTAS, PORQUE OS TRABALHADORES ESTÃO FARTOS DAS ATITUDES PREPOTENTES DA ADM DOS CTT

Abre aqui o comunicado em formato PDF  》》》Comunicado sindicatos negociaçoes salariais 1_7_2020

Como era de prever os CTT abriram o processo negocial só porque foram obrigados e apenas para inglês ver, porque na verdade não tinham qualquer vontade negocial.

Outra coisa não era de esperar de uma gestão que está a levar os CTT à quase degradação total.

Se a abertura das negociações era para ficarem bem na fotografia, então enganaram-se porque ficou desfocada e toda esborratada.

Mas os trabalhadores não trabalham para a fotografia, trabalham para ganhar o seu salário – que é cada vez mais baixo – e não estão disponíveis para aceitar o que lhes querem impor. Claro que à prepotência e à ignorância da realidade dos CTT, os trabalhadores vão responder através da luta.

A organização da luta vai ser discutida com os trabalhadores e podem os senhores gestores ter a certeza, vai ser dura e prolongada.

OS TRABALHADORES VÃO ALCANÇAR OS SEUS OBJECTIVOS

Lisboa, 2 de Julho de 2020

CTT – Comunicado conjunto sobre revisão salarial 2020

Reunião sobre aumentos salariais para 2020

   

CTT propõem a manutenção dos actuais salários, ou seja,

AUMENTOS ZERO (0%)

Abre aqui o comunicado em formato PDF 》 》 》Comunicado sindicatos CTT reunião matéria salarial

Realizou-se no dia 24 de Junho uma reunião sobre aumentos salariais de 2020 para os trabalhadores dos CTT. Esta reunião que foi tirada a ferros, porque os CTT não responderam atempadamente às propostas dos Sindicatos. Mas enfim, mais vale tarde que nunca.

Os CTT enviaram 1 hora antes da reunião aos Sindicatos, mais uma vez tirada a ferros, a fundamentação económica e uma proposta de aumentos de 0%.

Os CTT podem aumentar substancialmente os salários dos trabalhadores. Os CTT tiveram lucros em 2019 e no 1º trimestre de 2020 quase que mantiveram os lucros de 2019. Em Abril e Maio de 2020 os resultados baixaram nalguns sectores mas aumentaram noutros e quem conhece a realidade da empresa sabe que o serviço tem vindo a aumentar. Por isso os CTT querem é reservar dinheiro para os accionistas e os trabalhadores ficariam “a arder”.

Os trabalhadores já demonstraram, e vão continuar a fazê-lo, que querem aumentos salariais que se aproximem dos restantes trabalhadores da CE.

Ficou marcada uma nova reunião para o dia 1 de Julho. Vamos ver como os CTT irão responder às propostas dos Sindicatos. Não queremos migalhas.

QUEREMOS MELHORES SALÁRIOS!

EXIGIMOS AUMENTOS JUSTOS!

É POSSÍVEL CONSEGUIR!

SE NECESSÁRIO VAMOS LUTAR E VAMOS CONSEGUIR!

Lisboa, 24 de Junho de 2020

 

CTT – “NOSSAS PESSOAS”??? Nossas de quem???

A propósito da pretensamente inovadora expressão “nossas pessoas”, nos CTT…!!!

És Trabalhador(a) CTT?

Então, se depois de te baptizarem de “colaborador(a)” te rebaptizaram de “nossa pessoa”, recomendamos a leitura deste “Almas mortas”, a obra emblemática do Nicolau Gogol.

Talvez te ajude quer a perceberes a fixação em fazerem-te esquecer a tua condição de Trabalhador(a) quer a demonstrar-te que, se não há almoços grátis (e muito menos cartões refeição), também ninguém baptiza ou rebaptiza um trabalhador de “colaborador(a)” ou de “pessoa”, de graça.

Neste livro, dito poema mas escrito em prosa, Gogol fala-nos de um jovem russo, Pável Ivánovitich Tchítchicov, que tinha por peculiar ocupação comprar “almas” mortas.

Convém dizer que “almas” era a designação comum para os mujiques (camponeses russos) na época feudal e de servidão pura que começou em 1645 com o Czar Aleixo e vigorou na Rússia até 1861 (mas que na prática só veio a terminar efectivamente em 1917, com a Revolução Soviética)

Na Rússia daquele tempo (a acção do livro começa em 1835) a riqueza media-se pelo número de “almas” que cada um possuía, o numero de PESSOAS de que era dono, sendo o proprietário da terra também dono das PESSOAS que nela nasciam, cresciam, viviam, trabalhavam e morriam. Os mujiques eram por isso propriedade dos donos das terras, eram as suas “almas”, as suas PESSOAS.

Os donos das terras tinham que declarar quantas “almas” tinham nas suas terras e tinham que pagar impostos sobre elas, incluindo as que tinham falecido entre dois censos.

Pável tinha origens menos que modestas, miseráveis mesmo, mas era senhor de uma lábia a toda a prova, tendo sempre a palavra certa para o momento e o elogio seboso sempre pronto na ponta da língua.

Um verdadeiro especialista na aplicação do “efeito espelho” tão usado em marketing nos dias que correm… basicamente dar (melhor, vender…) aos outros o que se quer, fazendo-os crer que é o que eles querem.

O pai de Pável tinha-o criado para singrar na vida, a bajular/”engraxar” e agradar sempre aos seus superiores e benfeitores, a não ser homem de amizades ou solidariedades e a galgar sobre tudo e todos tendo como fim o dinheiro e o poder que ele dá já que, segundo o pai de Pável, “…nada na vida é mais importante que o dinheiro “.

Ao comprar-lhes as “almas” mortas por meia-dúzia de tostões, Pável aliviava os proprietários do pagamento de impostos sobre as mesmas. Mas para que queria ele as “almas” depois de mortas, que lucrava ele com elas?

A generalidade dos proprietários nem queriam saber do porquê, que destino ele lhes daria, e vendiam-lhe as suas “almas” mortas baratas, baixando assim o valor dos impostos a pagarem… isso porque ainda não tinham inventado os cartões refeição, senão outro galo cantaria.

Mas, não percebendo para que queria Pável as suas “almas” mortas, alguns proprietários, desconfiados e procurando lucrar mais com o negócio, começaram a tentar inflacionar o preço das suas “almas” mortas.

Faziam-no alegando que teriam de pensar muito bem se iriam vender determinada “alma” que alegadamente fora devotada ao proprietário e à sua família, outra porque teria morrido a trabalhar sem olhar a esforços e sacrifícios,… … … enfim, cada um “fazendo render o seu peixe”, querendo vender as suas “almas”, as suas PESSOAS, mesmo que mortas, pelo melhor preço.

Por lei o sistema foi abolido 1861 por Alexandre II, o avô do último Czar da Rússia mas, na prática, muitos dos mujiques continuam a viver ali como “almas” (alguns até meados da segunda década do Século XX), por falta de opções para venderem o seu trabalho e passarem a ser trabalhadores deixando a condição de “almas”, de servos, de escravos.

Resumindo, para que queria Pável as “almas” mortas que comprava?

Bem, na prática as “almas” mortas que não tinham sido como tal declaradas no censo anterior podiam, antes do censo seguinte, ser dadas como penhor num qualquer empréstimo. Ou seja mil “almas” mortas que lhe tinham custado 500 rublos mas que vivas valeriam 500.000 rublos podiam, antes do próximo censo, ser empenhadas por 500.000 rublos ou mais servindo de penhor a uma qualquer transacção ou empréstimo.

Enfim, engenharia financeira do melhor levada à prática por gente que, fosse hoje, não diria “as minhas/nossas almas” mas “as minhas/nossas pessoas”.

Todas estas linhas, sobre Pável Ivánovitich Tchítchicov e as “almas”, mortas ou vivas, dá que pensar, verdade?

E depois disto, Trabalhador(a), ainda achas que ser baptizado(a) de “PESSOA” é tão inocente e tão friendly como te querem vender?

Pensa nisso e tem em atenção que em enganos de “papas e bolos” só caem os… sim, esses mesmo!

Dizem que te querem homenagear?

Pois então comecem por te pagar o que te é devido, que acabem com o prejuízo que te estão a provocar com o cartão de refeição, que admitam trabalhadores(as) em número suficiente para te respeitarem e à imagem dos CTT que, por gerações e gerações foi sinónimo de qualidade e bem fazer e agora está, infelizmente, onde está.

Homenagens? Homenagens fazem-se aos mortos, às “almas”, e tu estás bem vivo(a) e a tapares a asneirada de gestão que está a afundar os CTT e os seus 500 anos de boa imagem junto dos portugueses, verdade?

JÁ AGORA… “COLABORADORES(AS)” FORAM, POR EXEMPLO, OS(AS) QUE ACABARAM CARECAS E/OU APEDREJADOS ATÉ À MORTE NOS PAÍSES OCUPADOS PELOS NAZIS – POR TEREM COLABORADO COM AQUELES ESBIRROS – QUANDO AQUELE HEDIONDO REGIME CAIU E… QUANTO A “NOSSAS PESSOAS”… TU ÉS PROPRIEDADE DE ALGUÉM? QUERES ACABAR COMO AS “ALMAS” QUE GOGOL TÃO BEM DESCREVEU?

NÃO QUERES POIS NÃO?

ENTÃO NAO TE DEIXES LEVAR PELO MARKETING… RESPEITA-TE SE QUERES SER RESPEITADO(A) ATÉ PORQUE É ISSO QUE TE É DEVIDO.

NÃO ESQUEÇAS QUE TU ÉS UM(A) TRABALHADOR(A) CTT, TÃO SÓ E SIMPLESMENTE ISSO MESMO – TRABALHADOR(A) CTT.

DÁ-TE AO RESPEITO, DIZ NÃO, REIVINDICA E LUTA POR TI, VENCE COM TODOS.

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

CTT – COMUNICADO CONJUNTO 17 JUNHO 2020

NAS GREVES DE 29/5 E 12/6 OS TRABALHADORES PROVARAM A SUA FORÇA E DETERMINAÇÃO   

DESENGANEM-SE OS AUTISTAS E PREPOTENTES,

OS TRABALHADORES IRÃO CONTINUAR A LUTA ATÉ ATINGIR OS OBJECTIVOS

 

Abre aqui o comunicado em formato PDF » » » Comunicado sindicatos CTT 17 Junho 2020

 

Dia 12 de Junho foi mais uma grande jornada de luta. Nem ameaças, requisições e outros meios obscuros, desmobilizaram os trabalhadores. Foram notórios os resultados da greve, foi notória a acumulação de serviço, foi preciso arranjar quem trabalhasse nos feriados e no fim de semana. Foi demasiado evidente a desorientação dos “arautos” da gestão para esconder o que era visível e transparente. Tudo fizeram para esconder a realidade e desdobraram-se em iniciativas, algumas pela calada. Forçaram, aceleraram, inventaram, mas no fim de tudo era evidente o cheiro a queimado e o fumo que saía daquelas cabeças.

TEMOS RAZÃO!

EXIGIMOS MAIS E MELHOR!

VAMOS CONSEGUIR!

Trabalhamos nos CTT Correios, fazemos o nosso trabalho com profissionalismo, damos a cara junto dos utentes e clientes, ouvimos as suas queixas e reclamações. Não somos nós que gerimos a Empresa nem somos nós os responsáveis pelo estado a que os CTT chegaram. Queremos ter orgulho em trabalhar numa empresa com 500 anos de história, do mesmo modo que queremos prestar um serviço postal universal com qualidade.

MAS NÃO NOS DEIXAM!

Querem alterar os padrões de qualidade para que o correio possa ser distribuído uma ou duas vezes por semana, querem desregulamentar a prestação do trabalho (local de trabalho e horários) e querem que ESTEJAMOS CALADOS.

NÃO!

A frente sindical e os trabalhadores estão unidos e têm objectivos comuns, por isso vamos continuar a luta pelos objectivos que foram definidos:

  • O subsídio de refeição pago no recibo de vencimento e depositado na conta bancária;
  • Admissão para o quadro dos CTT dos trabalhadores suficientes para normalizar as escalas e os horários de trabalho, para evitar as constantes deslocações de trabalhadores e para que os CTT não pressionem os trabalhadores para que façam mais horas diárias sem pagamento de trabalho suplementar;
  • A contratação de trabalhadores para substituição de férias de modo a que se possa a garantir a qualidade do serviço;
  • Condições de trabalho que respeitem as normas de limpeza, espaço, ergonomia e materiais de trabalho, de modo a que sejam cumpridas as normas legais e o cumprimento das directrizes da DGS.

TUDO ISTO É POSSÍVEL DE ALCANÇAR, POR ISSO A LUTA VAI CONTINUAR POR ESTES OBJECTIVOS

Para isso, vamos realizar reuniões com os trabalhadores para analisar a situação e encontrar formas de alcançar estes objectivos.

Foram entregues aos CTT várias propostas de aumentos salariais para 2020. A empresa não responderam durante 3 meses, só após terem sido pressionados é que marcaram uma reunião para o dia 24 de Junho, sem no entanto terem apresentado uma contraproposta. Vamos aguardar pelo resultado dessa reunião na espectativa de que se possa iniciar um processo negocial.

  • Queremos aumentos salariais que reponham o poder de compra perdido e que aproximem os nossos salários aos dos restantes trabalhadores da UE.
  • Temos direito e queremos ganhar salários compatíveis com o nosso trabalho, que tenham em conta o aumento do custo de vida e a aproximação progressiva aos salários dos trabalhadores europeus.

Lisboa, 17 de Junho de 2020

 

CTT – COMUNICADO CONJUNTO SINDICATOS 9 JUNHO

REQUISIÇÃO DE TRABALHADORES

PARA A GREVE DO DIA 12 DE JUNHO

Abre aqui comunicado na versão PDF 》》》 comunicado conjunto 9 Junho

A Empresa está, abusivamente, em alguns locais de trabalho, a requisitar 50% dos efetivos para prestação de serviços mínimos no dia da Greve.

Os trabalhadores que forem requisitados para prestação de serviços mínimos no dia da Greve apenas deverão desempenhar as tarefas a seguir assinaladas:

  1. Distribuição de telegramas e vales telegráficos (vales urgentes), vales postais da Segurança Social e outras entidades, bem como de correspondência que titule prestações por encargos familiares ou substitutivas de rendimentos de trabalho emitida por entidade bancária contratada pela Segurança Social;
  2. Aceitação/Recolha, Tratamento, Transporte e Distribuição dos EPI – Equipamentos de Proteção Individual, do COVID19, no B2B e B2C;
  3. Aceitação/Recolha, tratamento, expedição e distribuição de correio, correio expresso e encomendas postais que contenham medicamentos ou produtos perecíveis, desde que devidamente identificados no exterior;
  4. Aceitação, tratamento e expedição de correio registado com origem em entidades públicas, pelo carácter urgente que essa situação indicia e/ou possa determinar, como é o caso, em particular, da correspondência emitida por autoridades policiais ou organismos com competências inspetivas, tribunais, estabelecimentos de saúde ou pelos serviços da administração fiscal.

TODAS AS TAREFAS QUE FOREM REQUISITADAS, FORA DAS AQUI ASSINALADAS, DEVERÃO SER RECUSADAS PELOS TRABALHADORES.

SE NO LOCAL DE TRABALHO EXISTIREM TRABALHAORES QUE NÃO TENHAM ADERIDO À GREVE E CHEFIAS, OBRIGATORIAMENTE TÊM QUE SER ELES A EFECTUAR O SERVIÇO. AOS TRABALHADORES QUE NÃO FIZEREM GREVE AS CHEFIAS SÓ PODEM DAR INSTRUÇÕES PARA QUE ESTES EFECTUEM OS SERVIÇOS ACIMA MENCIONADOS.

Lisboa, 9 de Junho 2020

GREVE CTT 12 JUNHO… serviços mínimos?

Greve CTT 12 Junho… serviços mínimos ???

Serviços mínimos na greve do dia 12 Junho – CTT.  OS CTT ESTÃO COM MEDO DE QUÊ?

O SNTCT PODIA TER INPUGNADO A REUNIÃO NA DGERT ENTRE OS CTT E OS SINDICATOS PORQUE OS REPRESENTANTES DOS CTT ERAM MANDATADOS POR DIONÍSIA FERREIRA E ANTÓNIO PEDRO SILVA, OUSEJA, ERA INVÁLIDA. Mas enfim, desta Sociedade Aberta espera-se tudo.

Os CTT deram instruções para que os serviços mínimos fossem nalguns casos 50% dos trabalhadores requisitados. Noutros casos, trabalhadores que os CTT sabem que fazem greve, são requisitados. Nalguns casos são requisitados os trabalhadores que conduzem as carrinhas.

Pelo menos num local de trabalho uma grande quantidade de trabalhadores requisitados e obrigados a assinar um papel. Trabalhadores que estavam de férias que foram chamados para ir trabalhar no dia 12 (será que está previsto fogo?). Todas as “instruções” foram dadas superiormente, embora algumas chefias tenham sido mais papistas que a papisa. EM TUDO ISTO NÃO HÁ NENHUMA NOVIDADE.

Parafraseando o diácono Remédios,  NÃO ERA NECESSÁRIO. Afinal de contas o “porta-voz” disse que a greve anterior tinha sido uma desgraça e que teve uma adesão de cerca de 18%.

TÊM MEDO DE QUÊ para necessitarem de requisitar tantos trabalhadores? Era necessário requisitar trabalhadores para efectuar serviços mínimos quando, segundo “eles” cerca de 82% irão trabalhar? TÊM MEDO DE QUÊ?

Com tanta requisição, com tanta ameaça, só esperamos que no dia 12 de Junho NÃO VÃO TRABALHAR MAIS DO QUE os cerca de 12.000 trabalhadores do grupo CTT. Os trabalhadores que estão em teletrabalho estão baralhados e na expectativa, irão os CTT requisitá-los para ir atender nas EC’s, distribuir correio, trabalhar nas centrais de correio e conduzir carrinhas ou camiões?

Há ainda uma coisa que a gerência dos CTT , direcções e assessores se esqueceram:

TODAS AS REQUISIÇÕES QUE FIZERAM HOE SÃO ILEGAIS, porque a Lei diz “ os trabalhadores adstritos à prestação de serviços mínimos devem ser designados COM 24 HORAS DE ANTECEDÊNCIA pelos REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES (OS SINDICATOS QUE DECLARAM A GREVE). No entanto se os sindicatos o não fizerem , compete ao empregador designar os trabalhadores. ORA, SE A GREVE É NO DIA 12, E SE SE INICIA ÀS 21H00 DO DIA 11, OS CTT SÓ PODEM REQUISITAR A PARTIR DO FINAL DO DIA 10 DE JUNHO, POR ISSO ESTÃO A COMETER UMA OU MAIS ILEGALIDADES.

Seria “giro” que a gestão CTT comprasse 5 ou 6 cabazes de sardinhas, 2 pipas de vinho, umas paletes de cerveja, uns balões e uns arquinhos e fizessem uma comezaina das antigas com musica pimba. ISSO SIM, ERA UMA MANEIRA DE DEMONSTRAR AOS TRABALHADORES A GRATIDÃO DE TUDO TEREM FEITO “NA LINHA DA FRENTE.

A Direcção Nacional do SNTCT

COMUNICADO SNTCT CORREIOS 5-2020

Resposta recebida da colaboradora abaixo identificada em resposta ao ofício do SNTCT sobre a revisão salarial CTT de 2020.

RESPOSTA/COMENTÁRIOS DO SNTCT

Abre aqui o comunicado em formato PDF: Comunicado CTT 5-2020

“ Acusa-se a receção da v/ carta nº 20501-06-20, com o assunto: “Proposta de aumentos salariais CTT 2020”.

O contexto em que temos vivido, em particular, desde 18 de março passado, com a declaração do estado de emergência com fundamento na verificação de uma situação de calamidade pública,  e a subsequente situação de grave crise económica e financeira que os CTT – Correios de Portugal, SA estão a atravessar, obrigaram a Empresa a focar-se na adoção de medidas de gestão visando a salvaguarda da sustentabilidade da Empresa e do emprego que gera e a proteção da saúde dos trabalhadores  e dos seus clientes, fornecedores e prestadores de serviços no âmbito da crise do COVID-19.

Em face de tais desafios, outras prioridades tiveram de ser acauteladas durante este período, tendo a questão dos aumentos salariais sido aliás superada pelo objetivo de evitar a redução dos rendimentos dos trabalhadores, o que poderia ter sido conseguido desde logo por via das medidas protetoras de emprego, lançadas pelo Governo, razão pela qual, até à data a Empresa não tenha respondido à v/ proposta de aumentos salariais.

No entanto, o momento atual de absoluta incerteza quanto á evolução próxima da crise sanitária do COVID-19 e aos seus efeitos na Economia e na Empresa levam-nos a considerar como prematuro desencadear de imediato o processo negocial.

Vimos, no entanto, informar o SNTCT que os CTT-Correios de Portugal, S.A. pretendem retomar com todos os Sindicatos, o processo negocial relativo à revisão do AE em matéria salarial em reunião a realizar ainda no presente mês de junho e cuja data iremos propor durante o dia de amanhã.

Em face do exposto, julgamos extemporânea a imperiosidade de passagem do processo à fase de conciliação.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Directora de Recursos Humanos (dos CTT).

COMENTÁRIO/RESPOSTA DO SNTCT

Disse a colaboradora -“visando a salvaguarda da sustentabilidade da Empresa e do emprego que gera e a proteção da saúde dos trabalhadores  e dos seus clientes”

Afirma o SNTCTCom menos trabalhadores não se fazia o serviço e os accionistas “ficavam a arder”. Os trabalhadores andaram sem protecção durante bastante tempo e a trabalhar ao lado de camaradas infectados.

Disse a colaboradora – “outras prioridades tiveram de ser acauteladas durante este período, tendo a questão dos aumentos salariais sido aliás superada pelo objetivo de evitar a redução dos rendimentos dos trabalhadores”.

Afirma o SNTCTOutras prioridades são encher os bolsos dos accionistas nem que para isso tenham que continuara a usar o Covid19 para justificar o cartão e a diminuição de rendimentos dos trabalhadores. Mas quais rendimentos? Nós queremos é AUMENTAR os rendimentos dos trabalhadores através de aumentos no salário base.

Disse a colaboradora – “retomar”

Afirma o SNTCTRetomar o quê? Nunca responderam, nunca fizeram uma contraproposta nem nunca marcaram reuniões. Querem enganar quem?

Disse a colaboradora – “em reunião a realizar”

Afirma o SNTCTReunião? Estão a brincar com os trabalhadores. Exigimos um processo negocial com as reuniões necessária, precedidas de uma contraproposta. Nos CTT é assim, nalgumas outras empresas não sabemos nem queremos saber. E já todos sabem qual é a proposta do SNTCT – 90€ DE AUMENTO PARA TODOS OS TRABALHADORES, DESDE JANEIRO DE 2020.

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

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COMUNICADO CONJUNTO SINDICATOS CTT

A GREVE DO DIA 29 DE MAIO TEVE UMA GRANDE ADESÃO!

DIA 12 DE JUNHO A ADESÃO VAI SER MAIOR!   

OS TRABALHADORES NÃO ACEITAM O QUE OS CTT QUEREM IMPOR

OS TRABALHADORES QUEREM O QUE OS CTT NÃO QUEREM DAR

Abre aqui o comunicado em formato PDF » » » Comunicado sindicatos CTT greve 12 Junho

Depois da grande greve do dia 29, os trabalhadores vão continuar a luta no próximo dia 12 de Junho.

Antes do dia 29 os CTT usaram e abusaram de todos os meios lícitos e ilícitos ao seu alcance, incluindo ameaças, coacção e assédio moral, com o intuito de desmobilizar os trabalhadores. Puseram algumas chefias e directores a fazer o trabalho sujo, usaram todos os meios de comunicação interna para, nalguns casos, difundir falsidades.

SAÍU-LHES O TIRO PELA CULATRA

É preciso recordar que estas greves foram convocadas por todos os Sindicatos que subscrevem este comunicado e que, antes da greve do dia 29, estas ORT’s fizeram:

  1. Uma participação à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) por os CTT terem cedido dados dos trabalhadores sem a sua autorização ao banco Santander;
  2. Pediram a mediação de conflitos à DGERT porque os CTT impuseram unilateralmente um cartão de refeição em substituição do pagamento do subsídio de refeição no recibo de vencimento;
  3. Solicitaram uma reunião ao Sr. Ministro das Infraestruturas e Habitação para analisar toda a situação nos CTT. Essa reunião está marcada para dia 5 de Junho à tarde.

OS TRABALHADORES DEMOSTRARAM CLARAMENTE O QUE NÃO QUEREM E O QUE QUEREM

OS TRABALHADORES NÃO QUEREM:

  • O cartão de refeição.

OS TRABALHADORES QUEREM:

  • O subsídio de refeição pago no recibo de vencimento e depositado na conta bancária;
  • Admissão para o quadro dos CTT de trabalhadores em número suficiente para normalizar as escalas e os horários de trabalho, para evitar a constantes deslocações de trabalhadores e para que os CTT não pressionem os trabalhadores para que façam mais horas diárias sem pagamento de trabalho suplementar;
  • A contratação de trabalhadores para substituição de férias de modo a que se possa a garantir a qualidade do serviço;
  • Condições de trabalho que respeitem as directrizes da DGS e as normas da saúde e segurança no trabalho;
  • Aumentos salariais que reponham o poder de compra perdido, que aproximem os nossos salários aos dos restantes trabalhadores da UE.

GREVE GERAL NAS EMPRESAS DO GRUPO CTT

DIA 12 de JUNHO de 2020

A LUTA VAI CONTINAR

Lisboa, 4 de Junho de 2020

Os sindicatos…

SNTCT

SINDETELCO

SITIC

SINCOR

SINQUADROS

SINTTAV

SICOMP

FENTCOP

SERS

PARTICIPAÇÃO À AUTORIDADE NACIONAL DE PROTECÇÃO DE DADOS

IMPOSIÇÃO DO CARTÃO DE REFEIÇÃO NOS CTT

SINDICATOS PARTICIPARAM À AUTORIDADE NACIONAL DE PROTECÇÃO DE DADOS

 

Fica aqui texto e cópia da participação feita pelo SNTCT, tendo cada sindicato feito a sua.

“À Comissão Nacional de Protecção de Dados

Participação contra os CTT – violação do regulamento protecção de dados

Examo.s Senhores,

A empresa CTT (Encarregado de Protecção de Dados “DPO” – privacidade.cliente@ctt.pt) cedeu dados dos trabalhadores sem a sua autorização ao banco Santander (Encarregado de Protecção de Dados – privacidade@santander.pt) para emissão de cartões de refeição aos quais cerca de 74% dos trabalhadores não aderiram. (Estimamos em mais de 8000 os trabalhadores afectados).

O SNTCT representa parte destes trabalhadores que não aderiram ao referido cartão. Os nossos associados foram surpreendidos ao constatarem que os seus nomes iriam constar destes cartões sem nunca terem autorizado o tratamento dos seus dados pessoais para este fim. Também não é do nosso conhecimento que a Comissão de Trabalhadores dos CTT tenha dado qualquer parecer para a utilização dos dados pessoais dos trabalhadores desta empresa para outro fim que não estivesse até aí definido.

O SNTCT não vem contestar junto da CNPD a legalidade ou não da adesão a um cartão refeição em nome dos trabalhadores no âmbito da legislação laboral, mas sim a partilha de dados não autorizada entre entidades. Em termos laborais, a empresa CTT poderá evocar o nosso Acordo de Empresa (AE) para justificar o seu ato, mas este AE indica explicitamente o Subsidio de Refeição como sendo uma cláusula de expressão pecuniária, como podem consultar no seu Anexo V, alínea 4 que aqui ligamos.

O SNTCT vem questionar a CNPD relativamente à possibilidade de estarmos perante uma violação do RGPD pelas entidades envolvidas, CTT e banco Santander. Estas entidades não terão como fazer prova do consentimento informado para o tratamento electrónico dos dados dos nossos associados dos CTT para efeitos da atribuição de um cartão refeição do Santander, uma vez que os nossos associados que não fizeram a adesão voluntária a este cartão, não tendo por isso assinado qualquer documento que autorize a empresa CTT a fazê-lo em seu nome e assim transferir os seus dados pessoais para o banco Santander.

Como consequência, o processamento de parte da retribuição destes trabalhadores passará a ser efectuado para uma entidade que não foi indicada pelos trabalhadores, obrigando-os a utilizar os dessa entidade.

Se à primeira vista isto pode parecer não ter qualquer impacto para estes trabalhadores, há que esclarecer que nem todos os estabelecimentos aceitam estes cartões, o que coloca dificuldades mais sérias quando uma percentagem grande dos trabalhadores dos CTT trabalham longe das suas residências e locais afastados dos grandes centros urbanos.

Numa família com 2 trabalhadores da mesma empresa que viva nesta situação, poderemos ter  trabalhadores a enfrentar dificuldades diárias para se alimentarem durante a pausa obrigatória, conhecida como pausa para almoço. Sendo o cartão um serviço que o banco depois vende aos estabelecimentos onde coloca os PoS, este serviço não acontece sem custos, o que provoca uma necessária adaptação dos preços do estabelecimento ao custo adicional que enfrenta para adoptar o sistema de pagamento (PoS).

Se isto não bastasse, a utilização do cartão reduz os valores entregues à Segurança Social pela entidade empregadora em seu nome e do trabalhador, o que afecta a carreira retributiva do trabalhador, prejuízo só contabilizável em cálculo de pensão de reforma.

O prejuízo do trabalhador é-lhe apresentado como um ganho imediato, e resulta numa perda para a Segurança Social. Esta perda traduz-se num ganho para a entidade bancária envolvida, que lucra cobrando taxas às entidades que recebem pagamentos nos PoS sobre esta forma, e num ganho para a entidade patronal, que deixa de fazer as entregas à Segurança Social.

A verificação desta infracção pode ser efectuada solicitando às entidades envolvidas, CTT e Santander, que apresentem cópias dos documentos de consentimento informado dos trabalhadores para o tratamento dos dados dos mesmos para este fim.

Com os nossos melhores cumprimentos,

A Direcção Nacional do SNTCT”

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