Comunicado SNTCT Correios 5-2019

5 DE JULHO DE 2019

GREVE GERAL NOS CTT

QUEREM DAR CABO DOS CTT E DOS TRABALHADORES,

NÃO VAMOS DEIXAR.

Abre aqui a versão PDF deste comunicado 》》》2019_5 CORREIOS

A privatização dos CTT foi e é geradora de grande parte dos problemas que hoje existem nos locais de trabalho, bem como o período que a antecedeu.

A falta de trabalhadores, a falta de condições de trabalho, a prepotência e a perseguição são resultado da privatização.

Diminuíram muitas centenas postos de trabalho e de trabalhadores, encerraram centenas de Estações de Correio, muitos CDP´s foram englobados (concentrados) e muitos outros estão na calha.

Não há contratação em número suficiente para substituição de férias, e as poucas contratações efectuadas são a tempo parcial sobrecarregando os restantes trabalhadores.

Existem centenas de giros em dobra, muitos trabalhadores ultrapassam o seu período normal de trabalho sem o pagamento devido, a gestão do serviço quase não existe impondo aos trabalhadores essa responsabilidade.

Apesar de dizerem que é quase tudo prioritário, em muitas zonas do país só há distribuição uma vez por semana.

Os trabalhadores do atendimento são deslocados diariamente, são pressionados para alcançar metas quase impossíveis e depois penalizados.

A empresa através dos serviços de inspecção (que temos dúvidas que possam existir no actual contexto), com a conivência dos serviços jurídicos, aproveitam-se das pressões e ameaças que são feitas por muitas chefias e actuam muitas vezes de modo a culpabilizar a parte mais fraca.

A qualidade do serviço é cada vez pior e o interior do país quase não tem estações de correio.

Toda a gente reclama, a ANACOM tenta actuar mas a ADM e os accionistas nem se preocupam nem cumprem o contrato, nem as deliberações do Regulador. Os CTT foram vendidos por cerca de 900 milhões €, já distribuíram mais de 300 milhões € em dividendos valendo hoje menos de 330 milhões €.

Os accionistas e a Comissão Executiva estão apenas empenhados em desenvolver o negócio bancário e financeiro em detrimento do serviço postal, estando deste modo a pôr em risco muitos postos de trabalho e o serviço público a prestar.

Os trabalhadores lutaram, o SNTCT individualmente ou em conjunto com outros sindicatos efectuaram várias acções durantes vários anos.

Há mais de uma ano foi entregue uma petição na Assembleia da República a exigir a renacionalização dos CTT e continuamos a aguardar o agendamento da mesma.

No entanto temos que continuar a lutar.
PELA RENACIONALIZAÇÃO DOS CTT

Durante os anos de 2011, 2012 e 2013, a contagem do tempo de serviço para progressões e promoções foi congelada.

Os trabalhadores ficaram sem 3 anos na sua efectividade e sem mais de ano e meio nas diuturnidades. À semelhança de outros trabalhadores, nomeadamente professores e outros profissionais, exigimos a reposição desse tempo para efeitos de progressões na carreira, reposicionamento salarial e diuturnidades.

PELA RECUPERAÇÃO DO TEMPO DE SERVIÇO

As condições de trabalho nos CTT estão a piorar. O material que os trabalhadores utilizam diariamente degrada-se nalguns caso e noutros não tem em consideração as normas ergonómicas.

Isto é comum a todos os sectores dos CTT (transportes, centrais, atendimento e distribuição). Com o aumento da idade da aposentação/reforma é notório o aumento das dificuldades que os trabalhadores têm para efectuar o serviço.

Por outro lado o stress, as pressões e as ameaças sobre os trabalhadores estão a aumentar, o que faz com que cada vez mais hajam situações de doença, nomeadamente do foro psicológico.

CONTRA AS AMEAÇAS E “CASTIGOS” PELA MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO

Trabalhar nos CTT é cada vez menos apelativo para quem quer iniciar a vida profissional.

Não vêm a possibilidade de se valorizar profissionalmente porque numa outra qualquer empresa ganham o mesmo salário ou mais, com condições de trabalho menos penosas.

Por outro lado os trabalhadores do quadro perderam poder de compra porque nos últimos 7 anos a taxa de inflação aumentou 11,85% e os salários aumentaram em média apenas 4,25%, ou seja, os salários diminuíram em média 7,60%.

As promoções pura e simplesmente não existem.

POR AUMENTOS SALARIAIS DIGNOS E PELA VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

TEMOS RAZÕES PARA LUTAR

5 DE JULHO DE 2019

GREVE GERAL NOS CTT
Visita a página do SNTCT em www.sntct.pt

sntct – a força de continuarmos juntos!

O PRESIDENTE DOS CTT DEMITIU-SE? JÁ VAI TARDE….

O PRESIDENTE DOS CTT DEMITIU-SE?
SIM. JÁ VAI TARDE, MAS SÓ ISSO NÃO CHEGA.

ELE FOI, MAS OS OUTROS FICARAM.
OS OUTROS QUE VÃO CONTINUAR A DESTRUIÇÃO DO QUE RESTA DA EMPRESA E QUE TÊM QUE SER OBRIGATORIAMENTE TRAVADOS.

Os reais motivos desta saída saber-se-ão mais dia menos dia. Que já foi tarde, todos sentimos. Todos menos aqueles que lhe prestaram vassalagem, qual reizinho, nestes mais de 8 anos.

O que ele e a sua “turma” perpetraram nos CTT, destruindo-os quer antes quer depois de criminosamente privatizados por Passos Coelho, todos sabemos.

A pressão a que sujeitou os trabalhadores da Empresa, a forma como a descapitalisou, como paulatinamente delapidou o património, como deliberadamente destruiu a Rede Pública Postal, como fez decrescer premeditadamente a qualidade de servico, como “convidou” CRT’s, TNG’s e Quadros do Correio a despedirem-se, sempre assessorado por um conjunto de pequenos neros, tantas vezes incapazes, também todos sabemos.

Enfim, esta personagem não deixa saudades aos que verdadeiramente trabalham nos CTT dando a cara na distribuição, nos balcões, no tratamento, nos transportes e outros serviços da Empresa, tantas vezes sem condições.

Entre muitas, uma certeza nos fica; a luta dos trabalhadores dos CTT por melhores e dignas condições de trabalho, pelo preenchimento de postos de trabalho vagos, em defesa da qualidade do serviço foi, de certeza, fundamental para a queda do “deus com pés de barro” dos CTT

Só para referirmos as lutas mais recentrs aqui fica uma saudação muito especial aos trabalhadores CTT dos CDP’s de Santarém, de Olhão, de Évora e, ontem, de Aveiro.

Ele foi, mas o resto da “turma” ficou. A não ser fortemente travada, a senda de destruição por ele iniciada não vai, de certeza, parar.

O SNTCT esteve, está e continuará atento e actuante.

Hoje, como desde sempre, o SNTCT continua a exigir do Governo da República a RENACIONALIZAÇÃO urgente do CTT.

Nos próximos dias produziremos informação mais detalhada.

Renacionalização dos CTT, já!
A luta continua.
SNTCT – A força de continuarmos juntos!

Nota: o personagem central desta curta nota tem nome mas, por tudo o atrás referido, não merece nem que o seu nome aqui seja referido

45º ANIVERSÁRIO DO SNTCT

SNTCT – 45 ANOS

1974 – 5 Maio – 2019

São 45 anos de existência.

São 45 anos de luta.

São 45 anos ao serviço daqueles que lhe têm dado corpo – os trabalhadores e as trabalhadoras portugueses do Sector dos Correios, Telecomunicações e Actividades afins.

São 45 anos e, estamos certos, outros tantos aí virão pela mão das novas gerações.

Nós te saudamos SNTCT e em ti todos os Homens e Mulheres que te construíram e hão-de continuar a construir.

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

Todos ao 1º de Maio – CGTP-IN a luta continua!

Todos ao 1º de Maio!

SNTCT presente. Trabalhadores dos Correios, Telecomunicações e actividades afins, presentes!

1º de Maio CGTP-IN

Avançar nos direitos

VALORIZAR OS TRABALHADORES

 

Abre aqui o mapa das comemorações do 1º de Maio CGTP-IN que decorrem por todo o País: COMEMORAÇÕES 1º DE MAIO DE 2019

Encontramo-nos lá, verdade?

SNTCT – a força de continuarmos juntos

CONTESTAÇÃO ORDENS SERVIÇO CTT – REGIME FALTAS

ORDENS DE SERVIÇO DOS CTT
SOBRE REGIME DE FALTAS

Para abrir minutas em formato PDF clicar aqui » » » Oposição Regime de Faltas CTT

As referidas Ordens de Serviço configuram, na realidade, regulamentos internos, nomeadamente porque trata de matérias relativas à organização e disciplina no trabalho, devendo por isso os trabalhadores – sejam da Caixa Geral de Aposentações (minuta 1) ou do Regime Geral da Segurança Social (minuta 2) – recusa-las, opondo-se a que as mesmas lhes sejam aplicadas.

As minutas devem ser enviadas por uma das seguintes formas:

– Carta Registada c/ AR para a morada indicada;
– Por Fax p/ o número 210 471 980;
– Por Email para: antonio.a.marques@ctt.pt
– Entregues à chefia com cópia assinada e marca do dia.

– Mandar cópia para o SNTCT através do Email sntct@sntct.pt
______________________________________________

Minuta 1 – Caixa Geral de Aposentações

Ex.mos Senhores
CTT – Correios de Portugal, S.A.
R.H.O.
Av. D. João II, n.º 13
1999-001 LISBOA

Assunto: Oposição Regime das faltas por doença dos trabalhadores subscritores da Caixa Geral de Aposentações

Exmos. Senhores

___(identificação)___, vem por este meio comunicar que tomou conhecimento da Ordem de Serviço relativa ao Regime das faltas por doença dos trabalhadores subscritores da Caixa Geral de Aposentações, não concordando com o teor da mesma.

Nesse sentido, como a referida Ordem de Serviço configura, na realidade, um regulamento interno, nomeadamente porque trata de matérias relativas à organização e disciplina no trabalho, não pretendo que a mencionada Ordem de Serviço me seja aplicável.

Data e local
assinatura

_____________________________________________

Minuta 2 – Regime Geral da Segurança Social

Ex.mos Senhores
CTT – Correios de Portugal, S.A.
R.H.O.
Av. D. João II, n.º 13
1999-001 LISBOA

Assunto: Oposição Regime das faltas por doença dos trabalhadores beneficiários do regime geral da Segurança Social

Exmos. Senhores

___(identificação)___, vem por este meio comunicar que tomou conhecimento da Ordem de Serviço relativa ao Regime das faltas por doença dos trabalhadores beneficiários do regime geral de Segurança Social, não concordando com o teor da mesma.

Nesse sentido, como a referida Ordem de Serviço configura, na realidade, um regulamento interno, nomeadamente porque trata de matérias relativas à organização e disciplina no trabalho, não pretendo que a mencionada Ordem de Serviço me seja aplicável.

Data e local
assinatura
___________________________________________

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

Comunicado SNTCT Correios 1-2019

PROPOSTA DE AUMENTOS SALARIAS PARA 2019

O SNTCT ENVIOU AOS CTT A PROPOSTA, QUE SERÁ APLICADA  COM RETROACTIVOS A 1 DE JANEIRO.

ESTAMOS À ESPERA QUE SEJA MARCADA A DATA DO INÍCIO
DAS NEGOCIAÇÕES

Clique aqui para abrir a versão PDF deste comunicado >>> 2019_1 CTT CORREIOS

Aumentos remuneratórios para todos os trabalhadores.

Aumento na remuneração base:

  • Aumento de 4% nas remunerações base até 1926,65€
  • Aumento de 3% nas remunerações base superiores a 1926,65€

Aumento mínimo:

  • 40€ para vencimento base até 683,20€
  • 30€ para vencimentos base superiores a 683,20€
  1. Cláusulas de expressão pecuniária:
  • Aumento de 4% nas diuturnidades e subsídio de refeição
  • Aumento de 3% na compensação horário descontínuo e subsídio de condução.

O SNTCT vai lutar pela recuperação do poder de compra dos  trabalhadores e por aumentos significativos.

Defendemos também que os aumentos acordados sejam aplicados a todos os trabalhadores do grupo CTT.

Durante as negociações o SNTCT vai fazer propostas que visam a revisão do abono para falhas e a admissão de mais trabalhadores para o quadro dos CTT.

SNTCT – a força de continuarmos juntos!

Comunicado SNTCT Correios 5-2018

CTT CORREIOS
A SEREM DELIBERADAMENTE DESTRUÍDOS,
COM O SERVIÇO PÚBLICO A SER REDUZIDO A NADA, O RICO PATRIMÓNIO RECEBIDO DO ESTADO A SER DELAPIDADO
E O GOVERNO “A ASSOBIAR PARA O LADO”.

Abra aqui a versão PDF deste comunicado » » » 2018_5 CTT CORREIOS

O “REIZINHO” DOS CTT “VAI NÚ” E O GOVERNO FAZ QUE NÃO VÊ.

Administração da Empresa tenta iludir a verdadeira situação e vende “gato por lebre” na comunicação social, tentando justificar o injustificável. O Presidente dos CTT teve mesmo a distinta lata de afirmar que – foi isso que habilidosamente quis que ficasse na opinião pública – existe nos CTT quem só trabalhe 35 minutos por dia. Falta de decoro quando assim se pretende denegrir o trabalho e a dedicação de milhares de trabalhadores que, isso sim, muitos deles dão muitos “35 minutos” diários a mais de trabalho sem qualquer remuneração por isso.

• Nos últimos meses fecharam cerca de 40 Estações de Correio e, todas as semanas, se sabe de mais uma;
• Despediram, ainda que de forma encapotada (a dita rescisão por mútuo acordo), cerca de 400 trabalhadores;
• Os trabalhadores das Estações de Correio que restam, tenham elas Banco ou não, estão extenuados;
• Os Carteiros, afastados dos seus giros por via da junção/redução de Centros de Distribuição Postal, vêem diminuído o tempo de distribuição e, extenuados, ainda têm que ouvir as populações pelo atraso das correspondências;
• Com menos custos de exploração devido à redução da Rede Pública Postal e da qualidade do serviço (não cumprindo com isso ostensivamente a Lei), com uma quota de mercado acima dos 95%, com mais 21,1M€ de receita, a CE dos CTT anuncia uma redução dos lucros em 50%, passando os mesmos de 19,5M€ para 9.9M€.

BASTA! Senhor Ministro veja se acorda!

Ou está à espera que não sobre nada para depois o Estado ter que pagar, aos accionistas dos CTT ou a outros “rapazes amigos”, a reconstrução da Rede Pública Postal? Ou espera a derrocada total para reaver a Concessão do Serviço Postal Universal a custo zero e ajudar os CTT a, perdendo a concessão, ficarem com mais de 4.000 trabalhadores excedentes e, logo, “candidatos” ao despedimento colectivo previsto no Código do Trabalho? E o Senhor Ministro e o seu Governo ficarem de “mãos limpas” e poderem dar a Concessão a quem espera por ela desde que a privatização dos CTT entrou na ordem do dia através do Programa de Governo, de um Governo que o Senhor integrou?

Isso mesmo Senhor Ministro.

O Senhor sabe que a gente sabe que o Senhor sabe que nós sabemos que a sua inacção (inépcia? calculismo deliberado?) está a custar, a todos nós Portugueses, a destruição de um Serviço Público Postal que foi de qualidade e não o está a ser.

Um Serviço Público fundamental para a economia e coesão social e territorial do País.

Que o Senhor Ministro, com esse seu vaidoso e assoberbado “assobiar para o lado”, típico de quem quer pode e manda é, e será, tão ou mais responsável pela destruição dos quase 500 anos de história dos CTT (e do Serviço Público que lhe está concessionado) que Governo que antecedeu o seu e que, de forma criminosa e lesiva para os interesses de Portugal e dos Portugueses, privatizou os CTT Correios.

Assim não fosse e teria V.Ex.ª. e o seu Governo ouvido o SNTCT e os cidadãos e reservado, no Orçamento de Estado, uns míseros 500 milhões de Euros para renacionalizar os CTT, com o mesmo afinco com que reservou mais de 800 milhões de Euros para “salvar” os tais bancos, verdade Senhor Ministro?

Dizem os provérbios que “a presunção é a mãe de todas as asneiras” e “uma mentira estraga mil verdades”. A sabedoria popular caracteriza bem a situação actual nos CTT Correios.
O Serviço Postal Universal está pior que nunca, tal é a enorme diminuição da qualidade e universalidade do serviço, os CTT estão quase a deixar de dar lucro, o número de trabalhadores diminui às centenas, as Estações e os Postos de Correio diminuem assustadoramente, os marcos de correio são reduzidos para se poupar nas aberturas dos mesmos…!

Os Postos que estão instalados na Juntas de Freguesia fazem com que o Estado esteja a financiar uma empresa privada – CTT. A confidencialidade do serviço postal já não existe em centenas de postos agenciados. Os CTT alienaram, continuam e têm intenções de alienar a sua responsabilidade de prestação do Serviço Postal sobretudo no interior e norte do País (Beiras, Alentejo, Trás-os-Montes), contribuindo ainda mais para o aumento das assimetrias regionais.

Desde a privatização os CTT têm menos 553 trabalhadores, menos 7 Centros de Distribuição e menos 73 Estações de Correio. Se a esses números juntarmos todos os cortes na Rede Pública Postal desde 2009, durante a “preparação” para a privatização, quer durante o Governo de Sócrates (PS) quer depois, durante o Governo de Passos Coelho (PSD/CDS), que veio a concretizar a privatização – a destruição dos CTT é uma evidência que só não vê quem não quer.

A milagrosa e apetitosa licença bancária que foi dada aos CTT aquando da privatização, tem sido, infelizmente, um foco de equívocos, transferência de capital dos CTT para o Banco que hoje integra toda a actividade financeira, incluindo a Payshop, no mesmo, ou seja o serviço de correios é que está a financiar o banco. O Banco CTT é o que maior número de reclamações tem originado (em 2017 foram mais de 15.000 reclamações), facto que em nada abona a gestão dos CTT.

Entretanto, a pagar aos accionistas nos últimos 4 anos dividendos no dobro dos lucros obtidos, a gestão dos CTT tem ido “ás reservas” que mais não tem sido que o delapidar do património imobiliário dos CTT recebido do Estado aquando da privatização. Para se poder perceber esta questão e a descapitalização dos CTT-Correios não é, de certeza, necessário um curso superior de economia e finanças.

POR TUDO ISTO E PORQUE É URGENTE SALVAR O SERVIÇO PÚBLICO POSTAL PORTUGUÊS E SALVAGUARDAR O BEM-ESTAR SOCIAL E PROFISSIONAL DOS TRABALHADORES CTT,
O SNTCT NÃO DESISTE.

Junto da ANMP e da ANAFRE – Reafirmámos o pedido de reuniões à ANMP e à ANAFRE com o fim de com eles discutirmos a situação dos CTT Correios e as violentas quebras quer na sua estrutura e proximidade aos cidadãos. Isso e, a parte mais escabrosa, o financiamento do poder local à actividade de uma Empresa privada que, basicamente, vai cortando na qualidade do serviço prestado e, em muitos casos, passando para as autarquias o ónus da prestação dos serviços das Estações de Correio.

Junto da Assembleia da República – Entregámos em Janeiro de 2018 na Assembleia da República uma Petição, com cerca de 12.000 assinaturas, que exige da A.R. que legisle no sentido da REVERSÃO TOTAL DA PRIVATIZAÇÃO DOS CTT. Esta Petição continua assim, estranhamente por discutir, sem que haja qualquer explicação para esse facto.

Junto do Governo – Pedimos, insistimos, reinsistimos e, deixamos essa certeza, continuaremos a insistir, num pedido de reunião ao Sr. Ministro do Planeamento e Infraestruturas. Estranho silêncio o do Sr. Ministro cujo Governo tem muita urgência em salvaguardar no Orçamento de Estado para 2019 mais 800 milhões de Euros para o “salvamento” de Bancos privados e, para manter e recuperar a qualidade e defender o futuro do Serviço Postal Universal, não só nada faz como nada parece interessado em fazer.

É URGENTE A RENACIONALIZAÇÃO DOS CTT

Em 2013/2014 a Empresa foi vendida em bolsa por 909m€. Hoje, em Novembro de 2018, vale pouco mais de 503m€. A sua renacionalização é urgente e o SNTCT, garantimos, tudo continuará a fazer para que assim venha a acontecer antes que seja tarde demais.

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

PETIÇÃO PELA CONSIDERAÇÃO, PARA TODOS OS EFEITOS, DA PROFISSÃO DE CARTEIRO COMO UMA PROFISSÃO DE DESGASTE RÁPIDO

PETIÇÃO PELA CONSIDERAÇÃO, PARA TODOS OS EFEITOS, DA PROFISSÃO DE CARTEIRO COMO UMA PROFISSÃO DE DESGASTE RÁPIDO

A Direcção Nacional do SNTCT, decidiu avançar com esta iniciativa que se afigura necessária tendo em vista o conseguirmos, agora por esta via, atingir um objectivo tantas vezes negado informalmente por quem de direito. Entendemos ser agora o tempo certo para o fazermos.

Aqui fica pois a Petiçao, para cujo texto, importa referir, contámos com o empenho e preciosa colaboração do nosso associado Pedro Longa, CRT no CDP das Caldas da Rainha.

CLARO QUE A PETIÇÃO É PARA SER ASSINADA PELOS CARTEIROS, MAS NÃO SÓ. QUALQUER TRABALHADOR DOS CTT OU QUALQUER CIDADÃO O PODE E, POR SER UMA CAUSA JUSTA, O DEVE FAZER.

Assina aqui em Petição Eletrónica » » »  http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT90904
Abre aqui a Petição em Formato PDF para recolha de assinaturas em papel » » »PETIÇÃO DESGASTE RÁPIDO CRT

Exmo. Senhor
Presidente da Assembleia da República
Assembleia da República
Palácio de São Bento
1249-068 Lisboa

PETIÇÃO

Para que uma profissão seja considerada de desgaste rápido há um conjunto de características que podem determinar essa caracterização:

1. PRESSÃO E STRESS
2. DESGASTE EMOCIONAL OU FÍSICO
3. CONDIÇÕES DE TRABALHO

Assim, considerando essas três características no caso concreto dos Carteiros:

1. PRESSÃO E STRESS
Na execução das suas tarefas diárias, os Carteiros estão sujeitos ao cumprimento rigoroso de um conjunto de prazos que se relacionam com o serviço postal na sua generalidade. Acresce que, também no desempenho da sua actividade, os Carteiros são responsáveis pela entrega de notificações judiciais, outras comunicações de entidades públicas e também correspondência relativa ao cumprimento de obrigações.
A pressão associada ao lapso na entrega ou a simples demora é manifestamente relevante, bem como os próprios ritmos que muitas vezes contribuem para uma acumulação de stress.

2. DESGASTE EMOCIONAL OU FÍSICO
Em situações normais o Carteiro inicia a prestação do seu trabalho às 06H30, podendo ainda executar as suas funções por turnos ou em horários descontínuos.
Por outro lado, imaginemos um Carteiro que tenha entrado para a profissão aos 20 anos e se reforme aos 66 anos.
Carga física de um carteiro apeado que trabalhe 46 anos:
• Num dia comum de trabalho irá puxar um carrinho com certa de 30 Kg durante 8 Km e 5 horas;
• Num mês irá puxar o mesmo carrinho com cerca de 660 kg durante 110 horas percorrendo 176 km;
• Num ano irá puxar o mesmo carrinho com cerca de 7260 kg durante 1 210 horas percorrendo 1 936 km;
• Em 46 anos irá puxar o mesmo carrinho com cerca de 333 960 Kg durante 55 660 horas, percorrendo 89 056 Km.
(Todo este esforço físico sem contemplar os degraus que irá subir e descer ao longo da sua carreira que serão centenas de milhares.)

Carga física de um carteiro motorizado em motociclo que trabalhe 46 anos:
• Num dia comum de trabalho irá conduzir um motociclo que pesa no mínimo 100 kg mais 30 ou 40 Kg de correspondência durante em média 60 km em 5 horas, em que terá de montar e desmontar do motociclo dezenas de vezes;
• Num mês irá conduzir um motociclo que pesa no mínimo 100 Kg mais 30 ou 40 Kg de correspondência durante 1 320 km em 110 horas, em que terá de montar e desmontar do motociclo centenas de vezes;
• Num ano irá conduzir um motociclo que pesa no mínimo 100 kg mais 30 ou 40 Kg de correspondência durante 14 520 km em 1 210 horas, em que terá de montar e desmontar do motociclo milhares de vezes;
• Em 46 anos irá conduzir um motociclo que pesa no mínimo 100 kg mais 30 ou 40 de correspondência durante 667 920 km em 55 660 horas, em que terá de montar e desmontar do motociclo dezenas de milhares de vezes.

Carga física de um carteiro motorizado em viatura de 4 rodas que trabalhe 46 anos:
• Num dia comum de trabalho irá conduzir um automóvel, no qual irá carregar em média certa de 200 kg (por vezes muito mais que este valor) de correspondência durante cerca de 75 km em 5 horas, em que terá de sair e entrar da viatura dezenas de vezes;
• Num mês irá conduzir um automóvel, no qual irá carregar em média cerca de 4 400 kg (por vezes muito mais que este valor) de correspondência durante cerca de 1 650 km em 110 horas, em que terá de sair e entrar de viatura milhares de vezes;
• Num ano irá conduzir um automóvel, no qual irá carregar em média cerca de 48 400 kg (por vezes muito mais que este valor) de correspondência durante cerca de 19 800 km em 1 210 horas, em que terá de sair e entrar de viatura milhares de vezes;
• Em 46 anos de trabalho irá conduzir um automóvel, no qual irá carregar em média cerca de 2 226 400 kg de correspondência durante cerca de 910 800 km. Em 55 660 horas, em que terá de sair e entrar da viatura centenas de milhares de vezes.

3. CONDIÇÕES DE TRABALHO
A prestação de trabalho do Carteiro, porque na maioria das vezes é desempenhada no exterior, está sujeita a um conjunto de adversidades climatéricas pouco comuns na generalidade das profissões. Desde logo, o Carteiro irá desempenhar as suas funções, sujeito aos elementos, durante 4 estações do ano.
Os carteiros, muitas vezes, enfrentam mudanças bruscas das condições climatéricas, acrescendo a isso o peso do carrinho que têm de transportar durante 4 a 5 horas do seu dia de trabalho (o que prejudica gravemente a coluna), ou a condução de um motociclo durante o mesmo período. A esse respeito cumpre referir que uma percentagem significativa de Carteiros padece de problemas físicos, nomeadamente na zona lombar.

Neste sentido, e face ao exposto, vêm os peticionantes abaixo-assinados requerer a V.ª Excelência que, nessa Assembleia da República, sejam envidados todos os passos necessários à consideração, para todos os efeitos, da profissão de Carteiro como uma profissão de desgaste rápido.

CGTP AFIRMA – PREÇOS DE BENS ESSENCIAIS CORROEM O PODER DE COMPRA NO PERÍODO DE 2000 – 2017

CGTP AFIRMA

PREÇOS DE BENS ESSENCIAIS CORROEM O PODER DE COMPRA NO PERÍODO DE 2000- 2017

Comunicado de Imprensa nº 042/2018

Abra aqui este comunicado de imprensa » » » Preços de bens essenciais corroem o poder de compra no periodo 2000 2017

1. Diversas categorias de bens essenciais tiveram no período de 2000 a 2017 aumentos significativos de preços. É o caso das despesas de educação (81%), de habitação (75,6%, compreendendo a habitação, água, energia, gás e outros) e de transportes (53,2%), assim como as da alimentação e bebidas não alcoólicas (27,5%), de acordo com os dados publicados pelo Eurostat.

2. Estes aumentos têm um forte impacto no nível de vida dos trabalhadores por se tratar de bens que pesam muito nas despesas das famílias. De acordo com o último Inquérito às Despesas das Famílias 2015/2016, os encargos destas em habitação, transportes e alimentação representam 60% do total das despesas.

3. O facto das despesas com alimentação e bebidas não alcoólicas ter subido abaixo da média comunitária não significa que este acréscimo deva ser minimizado. O facto é que subiu 27,5% e sabe-se que a proporção da despesa gasta nesta rubrica tem maior peso nos orçamentos familiares mais baixos. Acontece que os países cujo rendimento médio é baixo são mais afectados pelo aumento de preços em categorias de despesa que respeitam a necessidades básicas.

4.Do mesmo modo, o aumento de preços em cada país deve ter em conta a distribuição do rendimento entre categorias sociais. Neste quadro é preocupante o facto de no 1º trimestre existirem 31,2% dos trabalhadores a auferir um salário igual ou inferior ao SMN. Para estes trabalhadores, cerca de 1 milhão e 251 mil, assim como para muitos outros com salários baixos o agravamento de preços em categorias básicas é muito mais penalizador.

5. A CGTP-IN alerta também para o aumento em espiral do preço da habitação e o forte impacto que tem tido nos orçamentos familiares, num quadro em que os salários estão longe de recuperar o poder de compra perdido no período da troika e do Governo PSD-CDS. Este aumento em espiral dos valores da habitação está relacionado com a formação de uma “bolha” imobiliária de natureza especulativa que é fortemente sentido em todo o país, com especial incidência nos grandes centros populacionais, como são os casos das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.

6. A CGTP-IN considera ainda a necessidades da adopção de medidas urgentes que reduzam significativamente os encargos das famílias com os transportes públicos. O investimento do Estado em transportes colectivos é essencial não só para no imediato travar o estado de deterioração declarado em que alguns se encontram, mas também para assegurar o transporte público em todo o país, a preços sociais e com qualidade. Estas medidas são tanto mais importantes quanto Portugal, em 2016, se situou no grupo dos países que menos investiram nos transportes (1,7% do PIB face a 1,9% na média da UE).

7. Estes dados confirmam a importância e urgência do aumento geral dos salários e das pensões, não só para fazer face a estes aumentos mas também para promover uma mais justa distribuição da riqueza, elevar as condições de vida dos trabalhadores e da população e empreender de forma sustentada o caminho da convergência com os restantes países da U.E.

Saudações Sindicais

Arménio Carlos Secretário-Geral

44º ANIVERSÁRIO DO SNTCT – O SINDICATO

44º ANIVERSÁRIO DO SNTCT

5 MAIO 1974 – 5 MAIO 2018

CARTAZ SNTCT

Abra aqui o cartaz em formato PDF » » » PDF CARTAZ SNTCT 44 ANOS

Tudo começou uns anos antes, em 1970, quando um grupo de trabalhadores convocado por Vitória Pinheiro, uma Telefonista dos CTT – Correios e Telecomunicações de Portugal-  EP (Empresa Pública), decidiu criar um Sindicato.

A Comissão Pró-Sindicato que ali foi eleita sabia que o regime Fascista de Salazar e Marcelo Caetano, o chamado Estado Novo, não permitia sindicatos de classe limitando à existência de alguns sindicatos corporativos controlados pelo regime.

A Comissão tudo tentou mas a acção do regime, chegando à intervenção da PIDE, a polícia política, acabou com esse sonho em 1972 quando já estava em funções a segunda Comissão, fechando as portas do local onde funcionava a Comissão, apreendendo o arquivo da mesma, perseguindo os seus elementos e prendendo mesmo um deles.

Foi necessário o advento da Revolução de 25 de Abril de 1974 para que finalmente os Trabalhadores dos CTT – Correios e Telecomunicações de Portugal – EP, pudessem dar corpo à criação do seu Sindicato.

Foi no dia 5 de Maio de 1974, pouquíssimos dias depois da Revolução dos Cravos que, no Pavilhão dos Desportos de Lisboa, hoje Pavilhão Carlos Lopes, numa Assembleia Magna com mais de 10.000 trabalhadores e trabalhadoras vindos de todos os pontos do País, decidiram criar o SNTCT, o SINDICATO.

44 anos depois ele aqui está, forte, combativo, de classe e a representar dignamente os trabalhadores dos Sector dos Correios, Telecomunicações e Actividades Afins.

SNTCT nós te saudamos e a todos(as) aqueles(as) que te construíram e reforçaram em cada um dos dias destes 44 anos.

Viva a luta dos trabalhadores.

Viva o SNTCT!

A FORÇA DE CONTINUARMOS JUNTOS

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