COMUNICADO SNTCT CORREIOS 7-2020

“CTT corrigem custos nas contas de 2016 e 2017, passando 30 milhões de euros da actividade postal para a actividade bancária”

José Varela Rodrigues – O Jornal Económico – 15 Setembro 2020

GESTÃO CTT QUIS ESCONDER, MAS FOI APANHADA!

AFINAL, ERA O SNTCT QUE ANDAVA A VER “FANTASMAS”?

ESTÁVAMOS ERRADOS E TIVERAM QUE CORRIGIR AS CONTAS?

Aproveitem a onda e corrijam também os salários negociados em baixa com base nas contas que agora foram obrigados a corrigirem.

OS CARTEIROS, TNG’S, MOTORISTAS E OUTROS CUJO TRABALHO É O SERVIÇO POSTAL, TAMBÉM CARECEM URGENTEMENTE DE VEREM CORRIGIDOS OS SEUS SALÁRIOS.

 

Abre aqui o comunicado em formato PDF:  2020_7 CTT CORREIOS

 

A actividade postal continua a ser o grande – enorme mesmo – suporte da actividade dos CTT. Basta estarmos atentos, lermos os números e tirarmos conclusões. Contudo, os trabalhadores cuja actividade principal é “correio”, além de continuarem a ter que dar a cara – todos os dias – por erros de serviço derivados de uma errada política de gestão, continuam também a ver decrescer o seu poder de compra enquanto os lucros que geram são canalizados para o Banco CTT.

Isso incluindo os que, tendo sido empurrados para a condição de um contrato de “pluriempregador”, executam funções bancárias e funções postais à vez e, porque são de raiz postal, têm muitas vezes ao seu lado a trabalhar gente que só faz banco e que nalguns casos, miraculosamente, ganha mais que os que executam duplas funções e, em alguns casos, mais que a própria chefia.

Sim, nós sabemos que também estávamos “errados” quando, saudando a criação do Banco, recusámos esta confusão de funções, esta sobreposição de uma rede bancária sobre uma rede postal que já era deficitária em meios humanos e operacionais. Estávamos tão “errados” que hoje o dia-a-dia se encarrega de nos dar, infelizmente, razão.

Um sobre investimento no desenvolvimento de um Banco que demorará a “ter pernas para andar” concomitantemente com um sob investimento nos diversos serviços postais e, custe a quem custar, a triste realidade é indesmentível; o Banco CTT a receber um prémio – UM PRÉMIO QUALQUER – e todo um folclore festivo é montado em torno do mesmo.

Os CTT Correios recebem queixa atrás de queixa, os trabalhadores postais são ofendidos – NA PRAÇA PÚBLICA – e o único movimento que se vê é o dos “inspectores” a ouvirem homens e mulheres extenuados – na distribuição, no atendimento mas não só – que sob ameaça de multas, suspensões e até despedimento – são obrigados a explicarem o que não tem outra explicação que não a má gestão e a falta de recursos humanos.

Olhe-se para a cara triste de homens e mulheres que, uma vida passada a servirem bem os cidadãos, são de repente tratados como criminosos – ACUSADOS COMO CRIMINOSOS – por erros provocados pela sobrecarga de trabalho, pela má direcção de trabalho, pela falta de recursos humanos e materiais, por uma criminosa desculpabilização de quem “pode quer e manda” que aplica a velha máxima militar de que “enquanto houver um magala abaixo na linha de comando, os chefes safam-se sempre”.

Mais “fantasmas” do SNTCT? Será mesmo?

Então que resposta têm para o Carteiro que, quando saiu para o giro, tinha o móvel vazio e que, vá lá saber-se porquê, no dia seguinte quando não no mesmo, recebe um pedido de informação porque se “esqueceu” de um registo (quase sempre já fora dos indicadores de qualidade?), isso quando manhã cedo não tem dois “inspectores” à sua espera, de penalização em riste, a forçarem-no a confessar, tantas vezes sob ameaça, o “crime” que não cometeu?

Sim, assim mesmo. E mais, que resposta têm para o mesmo Carteiro a quem, quer antes quer depois desse dia, obrigado a dobrar o giro por falta de pessoal, é dito que o maço de registos fica à espera de melhores dias ou, pior, que só vão para a rua os avisos dos mesmos, iludindo o sistema ao fazê-los passar à condição de impossibilidade de entrega e, assim, deixarem esses registos de constarem como saldo, passando no instante a avisados na EC mais próxima?

E ao Carteiro que, só para não ouvir a “buzina” da voz da chefia, anda a correr para conseguir entregar todo o correio que lhe mandam levar para a rua e, antes não tivesse já acontecido, mete “os pés pelas mãos” e entrega um objecto à cobrança sem proceder à mesma?

Sim. E que dizem ao TNG da EC mais próxima, onde o destinatário que estava em casa, não viu o Carteiro mas está atento e, depois de ver no sistema (em www.ctt.pt) que o seu registo está naquela EC desde o dia anterior aí se dirige para o levantar e lhe dizem que ele ainda não chegou?

Já agora, que respostas têm para o TNG que começa o dia no balcão dos serviços postais, que depois via fazer uma “perninha” no balcão do Banco, voltando depois aos serviços postais e, por estar extenuado, não põe a tal “cruzinha” no sistema e, cai na alçada dos inquiridores, sob ameaça de suspensão ou pior? E que dirão a esse mesmo TNG se enquanto salta de posição para posição, cansado, for vítima de uma falha que, in extremis, lhe pode levar, ou quase, todo o salário do mês?

Justiça? Onde está a justiça de um homem ou uma mulher que, depois de 10, 20, 30 ou até mais anos está a chefiar uma EC e sabe, porque apesar de sujeito(a) à “Lei da rolha” ele(a) sabe-o, que o jovenzito ou a jovenzita que veio do exterior trabalhar só para o serviço de Banco, está a ganhar o mesmo ou mais que ele(a)?

Só para que fique claro não temos nada contra esses novos trabalhadores que, não concordando nós com o princípio – puderam e tiveram condições para negociarem os seus salários acima do daqueles que estão a ser usados como “carne para canhão” e que como prémio apenas vêem a ingratidão.

E, por falarmos de ingratidão, ingratidão maior e de difícil adjectivação, falemos de AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO, avaliações muitas “a olho”, em que trabalhadores e trabalhadoras foram somando pontos até atingirem 5 dos 6 necessários à progressão salarial e, irreal, receberam 2,45 de avaliação anual “porque eram excelentes” mas a quem não foi dito que a gestão, porque o pode fazer, passou a considerar que só 2,5 ou mais de avaliação anual contam para a obtenção de um ponto para os 6 necessários? Vai uma aposta que a generalidade dos trabalhadores que já tinham os 5 pontos vão passar de “bestiais a bestas” para nunca verem a almejada progressão profissional?

EMFIM, PARA QUANDO A CORREÇÃO DE TODAS AS ANOMALIAS PROVOCADAS POR UMA GESTÃO QUE, AINDA, NÃO ENTENDEU QUE É A ÚNICA PARTE DISPENSÁVEL NO TODO DOS TRABALHADORES DA EMPRESA?

A Direccção Nacional do SNTCT

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COMUNICADO CONJUNTO SOBRE CONCILIAÇÃO MATÉRIA SALARIAL NOS CTT

APÓS PEDIDO DE CONCILIAÇÃO EFECTUADO PELOS SINDICATOS SOBRE OS AUMENTOS SALARIAIS DE 2020, REALIZOU-SE DIA 2 DE SETEMBRO, NA DGERT, A 1ª REUNIÃO

OS CTT NEM ALTERARAM A SUA POSIÇÃO NEM QUERIAM MAIS REUNIÕES.

OS SINDICATOS INSISTIRAM NA CONTINUIDADE DO PROCESSO DE CONCILIAÇÃO E A CONCILIADORA MARCOU A PRÓXIMA PARA O DIA 29 DE SETEMBRO.

Abre aqui o comunicado em formato PDF 》》》Comunicado sindicatos CTT conciliação 2 set 2020

SINDICATOS VÃO REUNIR PARA ELABORAR UMA PROPOSTA COMUM PARA APRESENTAR NA PRÓXIMA REUNIÃO DE CONCILIAÇÃO

Realizou-se ontem, dia 2 de Setembro, a 1ª reunião de conciliação sobre os aumentos salariais para 2020.

Nesta reunião os CTT mantiveram a sua posição, ou seja, não estão disponíveis para negociar aumentos salariais.

É falacioso o argumento invocado pelos CTT de que as receitas do 1º trimestre foram ligeiramente negativas (-2%), uma vez que com a imposição do cartão do supermercado reduziram as despesas em cerca de 1.900.000 euros e com a diminuição do número de trabalhadores reduziram as despesas (impostos incluídos) em cerca de 8.600.000 euros. Assim sendo, a soma destas importâncias dava para aumentar os cerca de 12.000 trabalhadores em 45 euros a cada um.

Não é por falta de dinheiro que os CTT se recusam a negociar aumentos na tabela salarial, é porque NÃO QUEREM.

Mas como os trabalhadores também têm uma palavra a dizer e QUEREM AUMENTOS SALARIAIS, se os CTT não alterarem a sua posição no dia 29 de Setembro no sentido de chegar a um acordo, certamente que o 3º trimestre de 2020 vai ter um clima laboral muito complicado.

Lisboa, 3 de Setembro de 2020

COMUNICADO MESA DA ASSEMBLEIA GERAL – 2-2020

ASSEMBLEIA GERAL DO SNTCT

19 de Setembro de 2020

em

Lisboa

 

CONVOCATÓRIA

Abre aqui o comunicado em formato PDF » » » 2020_02 SNTCT MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Nos termos dos Artigos 54.º, 55.º alínea J, 56.º Ponto 1.º, 57.º e 58.º dos Estatutos do SNTCT, publicados no BTE, 1.ª S, nº 4 de 29 de Janeiro de 2007 e das alterações introduzidas e publicadas no BTE, 1ª Série, nº 21 de 8 de Junho de 2015, bem como do Regulamento da Assembleia Geral que lhe é anexo, convoco os associados do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações a reunir em Assembleia Geral, em primeira convocatória, no dia 19 de Setembro de 2020, pelas 14 horas, no Auditório da UACS, R. Castilho 14, em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:

  1. Discussão e deliberação sobre o Relatório de Actividades e as Contas de 2019;
  2. Discussão e deliberação sobre o Plano de Actividades e o Orçamento para 2020;

Não estando presentes a maioria legal dos associados à hora indicada, ficam os associados convocados a reunir em Assembleia Geral meia hora depois, em segunda e última convocatória, no mesmo local e com a mesma ordem de trabalhos, funcionando a Assembleia Geral com qualquer número de associados presentes.

Nota: A Assembleia Geral realiza-se nesta data por via da Pandemia provocada pelo vírus Covid-19. Devido à necessidade de observarmos todas as medidas de protecção definidas durante a Pandemia os associados que participarem nesta Assembleia devem vir munidos de máscara de protecção e, respeitarem rigorosamente a organização de lugares pré-estabelecida na sala onde a mesma tem lugar.

Lisboa, 19 de Agosto de 2020

 

O Presidente

  da Mesa da Assembleia Geral do SNTCT

António José Gouveia Duarte

 

Auditório da UACS

  1. Castilho 14,

em Lisboa

PARTICIPA!

Iremos organizar transportes em autocarro de aluguer (de que comparticiparemos 80% do custo) a partir das diversas regiões onde o número de interessados o justifique. As Secções Regionais do SNTCT abrirão antecipadamente as inscrições para o efeito.

Atenção: Onde pelo número de inscritos não se justificar o aluguer de um autocarro qualquer outro tipo de comparticipação nas despesas de deslocação será analisada caso a caso mas, sempre, tratado antecipadamente sem o que não haverá comparticipação.

ATENÇÃO – MUITO IMPORTANTE

MEDIDAS PROTECÇÃO COVID-19

Devido à necessidade de observarmos todas as medidas de protecção definidas durante a Pandemia Covid-19 os associados que participarem nesta Assembleia devem vir munidos de máscara de protecção e, respeitarem rigorosamente a organização de lugares pré-estabelecida na sala onde a mesma tem lugar.

 

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CTT – COMUNICADO CONJUNTO 27/07/2020

SITUAÇÃO NOS CTT

AGRAVA-SE DIA APÓS DIA

OS TRABALHADORES NÃO PODEM CONFIAR NUMA GESTÃO QUE ENGANA, ILUDE E, INFUNDADAMENTE, DIZ FALSIDADES

Abre aqui o comunicado em formato PDF » » » Comunicado sindicatos CTT 27_7_2020

Os CTT começaram por impor o “cartão de refeição”, recusaram negociar aumentos salariais, promovem o atraso e degradação do serviço postal por falta de trabalhadores, tentam enganar a opinião pública para esconder a paupérrima situação a que chegou um dos maiores empregadores nacionais, uma empresa com 500 anos de história, que tinha a confiança de todo o país (e que urge reconquistar essa confiança) – OS CTT CORREIOS DE PORTUGAL.

No entanto estas e outras medidas que a gestão dos CTT tomou, parece que ainda não são suficientes para destruir o serviço postal universal. Assim, na sua devastadora actividade ainda têm tempo para continuar a congeminar umas quantas ideias que têm que ser paradas de imediato pelos trabalhadores:

1 – Mobilidade CTT;

2 – Futurnho;

3 – Conhecer;

4 – Transição de etapa de vida.

Estes gestores que não capazes de resolver os problemas dos CTT, dos trabalhadores e da prestação do Serviço Postal Universal, gastam o tempo a elaborar estas ideias altamente desqualificadas.

SINDICATOS REUNIRAM E APROVARAM MEDIDAS A TOMAR

  • Todos os Sindicatos irão interpor acções em Tribunal para exigir o pagamento do subsídio de refeição em dinheiro como sempre foi;
  • Foi pedida a conciliação à DGERT do processo de negociação salarial para 2020. Está já marcada a 1ª reunião para o dia 20 de Agosto;
  • Fazer um ofício (insistência) à comissão nacional de protecção de dados. Até agora, passados vários meses ainda não deram reposta à participação;
  • Fazer 2 cartas abertas à Associação de Municípios e à Associação Nacional de Freguesias;
  • Programar a distribuição de documentos à população nas capitais de distrito;
  • Efectuar uma concentração/manifestação em Lisboa em local a designar, na semana de 14 a 18 de Setembro;
  • Efectuar reuniões periódicas de sindicatos até ao final do mês de Agosto;
  • Elaborar comunicados a dar conhecimento aos trabalhadores do decorrer das acções;
  • Continuar a fazer sessões e plenários com os trabalhadores e levar a efeito as decisões aprovadas;
  • A partir do mês de Setembro mobilizar os trabalhadores para as mais variadas formas de luta.

EM UNIDADE E ATRAVÉS DA LUTA OS TRABALHADORES VÃO CONSEGUIR PARAR A DESTRUIÇÃO DOS CTT, DEFENDER O SERVIÇO POSTAL UNIVERSAL E CONSEGUIR AS SUAS REIVINDICAÇÕES

 

Lisboa, 27 de Julho de 2020

SNTCT

SINDETELCO

SITIC

SINCOR

SINQUADROS

SINTTAV

SICOMP

FENTCOP

SERS

COMUNICADO SNTCT CORREIOS 6-2020

IMPOSIÇÃO DO CARTÃO DE REFEIÇÃO AOS TRABALHADORES CTT

PROCESSO JÁ ENTROU EM TRIBUNAL

Abre aqui o comunicado em formato PDF » » » 2020_06 CTT CORREIOS

Tal como compromisso assumido na altura com os Trabalhadores e as Trabalhadoras dos CTT, o SNTCT leva os CTT a Tribunal contestando e exigindo o fim da imposição – unilateral e lesiva dos interesses dos Trabalhadores – do cartão de refeição por parte da gestão da Empresa.

Assim, depois de recolhida toda a documentação necessária, deu entrada na passada Sexta-feira, dia 24, no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, o processo elaborado pelo Gabinete Jurídico do SNTCT e que tem como mandatária subscritora a Dr.ª Maria Antónia Beleza, Advogada do SNTCT no Porto.

Do evoluir do processo iremos dando conta à medida que tal for sendo possível.

Lisboa, 27 de Julho de 2020

A Direcção Nacional do SNTCT

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SNTCT – A força de continuarmos juntos!

CTT – Comunicado conjunto 2 Julho 2020

CTT ENCERRAM NEGOCIAÇÕES SOBRE OS AUMENTOS SALARIAIS PARA 2020

 

 

AFIRMARAM QUE NÃO TINHAM DISPONIBILIDADE PARA AUMENTAR SALÁRIOS

 

OS SINDICATOS VÃO REUNIR AINDA ESTA SEMANA PARA ELABORAR UM PLANO DE ACÇÕES E LUTAS, PORQUE OS TRABALHADORES ESTÃO FARTOS DAS ATITUDES PREPOTENTES DA ADM DOS CTT

Abre aqui o comunicado em formato PDF  》》》Comunicado sindicatos negociaçoes salariais 1_7_2020

Como era de prever os CTT abriram o processo negocial só porque foram obrigados e apenas para inglês ver, porque na verdade não tinham qualquer vontade negocial.

Outra coisa não era de esperar de uma gestão que está a levar os CTT à quase degradação total.

Se a abertura das negociações era para ficarem bem na fotografia, então enganaram-se porque ficou desfocada e toda esborratada.

Mas os trabalhadores não trabalham para a fotografia, trabalham para ganhar o seu salário – que é cada vez mais baixo – e não estão disponíveis para aceitar o que lhes querem impor. Claro que à prepotência e à ignorância da realidade dos CTT, os trabalhadores vão responder através da luta.

A organização da luta vai ser discutida com os trabalhadores e podem os senhores gestores ter a certeza, vai ser dura e prolongada.

OS TRABALHADORES VÃO ALCANÇAR OS SEUS OBJECTIVOS

Lisboa, 2 de Julho de 2020

CTT – Comunicado conjunto sobre revisão salarial 2020

Reunião sobre aumentos salariais para 2020

   

CTT propõem a manutenção dos actuais salários, ou seja,

AUMENTOS ZERO (0%)

Abre aqui o comunicado em formato PDF 》 》 》Comunicado sindicatos CTT reunião matéria salarial

Realizou-se no dia 24 de Junho uma reunião sobre aumentos salariais de 2020 para os trabalhadores dos CTT. Esta reunião que foi tirada a ferros, porque os CTT não responderam atempadamente às propostas dos Sindicatos. Mas enfim, mais vale tarde que nunca.

Os CTT enviaram 1 hora antes da reunião aos Sindicatos, mais uma vez tirada a ferros, a fundamentação económica e uma proposta de aumentos de 0%.

Os CTT podem aumentar substancialmente os salários dos trabalhadores. Os CTT tiveram lucros em 2019 e no 1º trimestre de 2020 quase que mantiveram os lucros de 2019. Em Abril e Maio de 2020 os resultados baixaram nalguns sectores mas aumentaram noutros e quem conhece a realidade da empresa sabe que o serviço tem vindo a aumentar. Por isso os CTT querem é reservar dinheiro para os accionistas e os trabalhadores ficariam “a arder”.

Os trabalhadores já demonstraram, e vão continuar a fazê-lo, que querem aumentos salariais que se aproximem dos restantes trabalhadores da CE.

Ficou marcada uma nova reunião para o dia 1 de Julho. Vamos ver como os CTT irão responder às propostas dos Sindicatos. Não queremos migalhas.

QUEREMOS MELHORES SALÁRIOS!

EXIGIMOS AUMENTOS JUSTOS!

É POSSÍVEL CONSEGUIR!

SE NECESSÁRIO VAMOS LUTAR E VAMOS CONSEGUIR!

Lisboa, 24 de Junho de 2020

 

CTT – “NOSSAS PESSOAS”??? Nossas de quem???

A propósito da pretensamente inovadora expressão “nossas pessoas”, nos CTT…!!!

És Trabalhador(a) CTT?

Então, se depois de te baptizarem de “colaborador(a)” te rebaptizaram de “nossa pessoa”, recomendamos a leitura deste “Almas mortas”, a obra emblemática do Nicolau Gogol.

Talvez te ajude quer a perceberes a fixação em fazerem-te esquecer a tua condição de Trabalhador(a) quer a demonstrar-te que, se não há almoços grátis (e muito menos cartões refeição), também ninguém baptiza ou rebaptiza um trabalhador de “colaborador(a)” ou de “pessoa”, de graça.

Neste livro, dito poema mas escrito em prosa, Gogol fala-nos de um jovem russo, Pável Ivánovitich Tchítchicov, que tinha por peculiar ocupação comprar “almas” mortas.

Convém dizer que “almas” era a designação comum para os mujiques (camponeses russos) na época feudal e de servidão pura que começou em 1645 com o Czar Aleixo e vigorou na Rússia até 1861 (mas que na prática só veio a terminar efectivamente em 1917, com a Revolução Soviética)

Na Rússia daquele tempo (a acção do livro começa em 1835) a riqueza media-se pelo número de “almas” que cada um possuía, o numero de PESSOAS de que era dono, sendo o proprietário da terra também dono das PESSOAS que nela nasciam, cresciam, viviam, trabalhavam e morriam. Os mujiques eram por isso propriedade dos donos das terras, eram as suas “almas”, as suas PESSOAS.

Os donos das terras tinham que declarar quantas “almas” tinham nas suas terras e tinham que pagar impostos sobre elas, incluindo as que tinham falecido entre dois censos.

Pável tinha origens menos que modestas, miseráveis mesmo, mas era senhor de uma lábia a toda a prova, tendo sempre a palavra certa para o momento e o elogio seboso sempre pronto na ponta da língua.

Um verdadeiro especialista na aplicação do “efeito espelho” tão usado em marketing nos dias que correm… basicamente dar (melhor, vender…) aos outros o que se quer, fazendo-os crer que é o que eles querem.

O pai de Pável tinha-o criado para singrar na vida, a bajular/”engraxar” e agradar sempre aos seus superiores e benfeitores, a não ser homem de amizades ou solidariedades e a galgar sobre tudo e todos tendo como fim o dinheiro e o poder que ele dá já que, segundo o pai de Pável, “…nada na vida é mais importante que o dinheiro “.

Ao comprar-lhes as “almas” mortas por meia-dúzia de tostões, Pável aliviava os proprietários do pagamento de impostos sobre as mesmas. Mas para que queria ele as “almas” depois de mortas, que lucrava ele com elas?

A generalidade dos proprietários nem queriam saber do porquê, que destino ele lhes daria, e vendiam-lhe as suas “almas” mortas baratas, baixando assim o valor dos impostos a pagarem… isso porque ainda não tinham inventado os cartões refeição, senão outro galo cantaria.

Mas, não percebendo para que queria Pável as suas “almas” mortas, alguns proprietários, desconfiados e procurando lucrar mais com o negócio, começaram a tentar inflacionar o preço das suas “almas” mortas.

Faziam-no alegando que teriam de pensar muito bem se iriam vender determinada “alma” que alegadamente fora devotada ao proprietário e à sua família, outra porque teria morrido a trabalhar sem olhar a esforços e sacrifícios,… … … enfim, cada um “fazendo render o seu peixe”, querendo vender as suas “almas”, as suas PESSOAS, mesmo que mortas, pelo melhor preço.

Por lei o sistema foi abolido 1861 por Alexandre II, o avô do último Czar da Rússia mas, na prática, muitos dos mujiques continuam a viver ali como “almas” (alguns até meados da segunda década do Século XX), por falta de opções para venderem o seu trabalho e passarem a ser trabalhadores deixando a condição de “almas”, de servos, de escravos.

Resumindo, para que queria Pável as “almas” mortas que comprava?

Bem, na prática as “almas” mortas que não tinham sido como tal declaradas no censo anterior podiam, antes do censo seguinte, ser dadas como penhor num qualquer empréstimo. Ou seja mil “almas” mortas que lhe tinham custado 500 rublos mas que vivas valeriam 500.000 rublos podiam, antes do próximo censo, ser empenhadas por 500.000 rublos ou mais servindo de penhor a uma qualquer transacção ou empréstimo.

Enfim, engenharia financeira do melhor levada à prática por gente que, fosse hoje, não diria “as minhas/nossas almas” mas “as minhas/nossas pessoas”.

Todas estas linhas, sobre Pável Ivánovitich Tchítchicov e as “almas”, mortas ou vivas, dá que pensar, verdade?

E depois disto, Trabalhador(a), ainda achas que ser baptizado(a) de “PESSOA” é tão inocente e tão friendly como te querem vender?

Pensa nisso e tem em atenção que em enganos de “papas e bolos” só caem os… sim, esses mesmo!

Dizem que te querem homenagear?

Pois então comecem por te pagar o que te é devido, que acabem com o prejuízo que te estão a provocar com o cartão de refeição, que admitam trabalhadores(as) em número suficiente para te respeitarem e à imagem dos CTT que, por gerações e gerações foi sinónimo de qualidade e bem fazer e agora está, infelizmente, onde está.

Homenagens? Homenagens fazem-se aos mortos, às “almas”, e tu estás bem vivo(a) e a tapares a asneirada de gestão que está a afundar os CTT e os seus 500 anos de boa imagem junto dos portugueses, verdade?

JÁ AGORA… “COLABORADORES(AS)” FORAM, POR EXEMPLO, OS(AS) QUE ACABARAM CARECAS E/OU APEDREJADOS ATÉ À MORTE NOS PAÍSES OCUPADOS PELOS NAZIS – POR TEREM COLABORADO COM AQUELES ESBIRROS – QUANDO AQUELE HEDIONDO REGIME CAIU E… QUANTO A “NOSSAS PESSOAS”… TU ÉS PROPRIEDADE DE ALGUÉM? QUERES ACABAR COMO AS “ALMAS” QUE GOGOL TÃO BEM DESCREVEU?

NÃO QUERES POIS NÃO?

ENTÃO NAO TE DEIXES LEVAR PELO MARKETING… RESPEITA-TE SE QUERES SER RESPEITADO(A) ATÉ PORQUE É ISSO QUE TE É DEVIDO.

NÃO ESQUEÇAS QUE TU ÉS UM(A) TRABALHADOR(A) CTT, TÃO SÓ E SIMPLESMENTE ISSO MESMO – TRABALHADOR(A) CTT.

DÁ-TE AO RESPEITO, DIZ NÃO, REIVINDICA E LUTA POR TI, VENCE COM TODOS.

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

CTT – COMUNICADO CONJUNTO 17 JUNHO 2020

NAS GREVES DE 29/5 E 12/6 OS TRABALHADORES PROVARAM A SUA FORÇA E DETERMINAÇÃO   

DESENGANEM-SE OS AUTISTAS E PREPOTENTES,

OS TRABALHADORES IRÃO CONTINUAR A LUTA ATÉ ATINGIR OS OBJECTIVOS

 

Abre aqui o comunicado em formato PDF » » » Comunicado sindicatos CTT 17 Junho 2020

 

Dia 12 de Junho foi mais uma grande jornada de luta. Nem ameaças, requisições e outros meios obscuros, desmobilizaram os trabalhadores. Foram notórios os resultados da greve, foi notória a acumulação de serviço, foi preciso arranjar quem trabalhasse nos feriados e no fim de semana. Foi demasiado evidente a desorientação dos “arautos” da gestão para esconder o que era visível e transparente. Tudo fizeram para esconder a realidade e desdobraram-se em iniciativas, algumas pela calada. Forçaram, aceleraram, inventaram, mas no fim de tudo era evidente o cheiro a queimado e o fumo que saía daquelas cabeças.

TEMOS RAZÃO!

EXIGIMOS MAIS E MELHOR!

VAMOS CONSEGUIR!

Trabalhamos nos CTT Correios, fazemos o nosso trabalho com profissionalismo, damos a cara junto dos utentes e clientes, ouvimos as suas queixas e reclamações. Não somos nós que gerimos a Empresa nem somos nós os responsáveis pelo estado a que os CTT chegaram. Queremos ter orgulho em trabalhar numa empresa com 500 anos de história, do mesmo modo que queremos prestar um serviço postal universal com qualidade.

MAS NÃO NOS DEIXAM!

Querem alterar os padrões de qualidade para que o correio possa ser distribuído uma ou duas vezes por semana, querem desregulamentar a prestação do trabalho (local de trabalho e horários) e querem que ESTEJAMOS CALADOS.

NÃO!

A frente sindical e os trabalhadores estão unidos e têm objectivos comuns, por isso vamos continuar a luta pelos objectivos que foram definidos:

  • O subsídio de refeição pago no recibo de vencimento e depositado na conta bancária;
  • Admissão para o quadro dos CTT dos trabalhadores suficientes para normalizar as escalas e os horários de trabalho, para evitar as constantes deslocações de trabalhadores e para que os CTT não pressionem os trabalhadores para que façam mais horas diárias sem pagamento de trabalho suplementar;
  • A contratação de trabalhadores para substituição de férias de modo a que se possa a garantir a qualidade do serviço;
  • Condições de trabalho que respeitem as normas de limpeza, espaço, ergonomia e materiais de trabalho, de modo a que sejam cumpridas as normas legais e o cumprimento das directrizes da DGS.

TUDO ISTO É POSSÍVEL DE ALCANÇAR, POR ISSO A LUTA VAI CONTINUAR POR ESTES OBJECTIVOS

Para isso, vamos realizar reuniões com os trabalhadores para analisar a situação e encontrar formas de alcançar estes objectivos.

Foram entregues aos CTT várias propostas de aumentos salariais para 2020. A empresa não responderam durante 3 meses, só após terem sido pressionados é que marcaram uma reunião para o dia 24 de Junho, sem no entanto terem apresentado uma contraproposta. Vamos aguardar pelo resultado dessa reunião na espectativa de que se possa iniciar um processo negocial.

  • Queremos aumentos salariais que reponham o poder de compra perdido e que aproximem os nossos salários aos dos restantes trabalhadores da UE.
  • Temos direito e queremos ganhar salários compatíveis com o nosso trabalho, que tenham em conta o aumento do custo de vida e a aproximação progressiva aos salários dos trabalhadores europeus.

Lisboa, 17 de Junho de 2020

 

CTT – COMUNICADO CONJUNTO SINDICATOS 9 JUNHO

REQUISIÇÃO DE TRABALHADORES

PARA A GREVE DO DIA 12 DE JUNHO

Abre aqui comunicado na versão PDF 》》》 comunicado conjunto 9 Junho

A Empresa está, abusivamente, em alguns locais de trabalho, a requisitar 50% dos efetivos para prestação de serviços mínimos no dia da Greve.

Os trabalhadores que forem requisitados para prestação de serviços mínimos no dia da Greve apenas deverão desempenhar as tarefas a seguir assinaladas:

  1. Distribuição de telegramas e vales telegráficos (vales urgentes), vales postais da Segurança Social e outras entidades, bem como de correspondência que titule prestações por encargos familiares ou substitutivas de rendimentos de trabalho emitida por entidade bancária contratada pela Segurança Social;
  2. Aceitação/Recolha, Tratamento, Transporte e Distribuição dos EPI – Equipamentos de Proteção Individual, do COVID19, no B2B e B2C;
  3. Aceitação/Recolha, tratamento, expedição e distribuição de correio, correio expresso e encomendas postais que contenham medicamentos ou produtos perecíveis, desde que devidamente identificados no exterior;
  4. Aceitação, tratamento e expedição de correio registado com origem em entidades públicas, pelo carácter urgente que essa situação indicia e/ou possa determinar, como é o caso, em particular, da correspondência emitida por autoridades policiais ou organismos com competências inspetivas, tribunais, estabelecimentos de saúde ou pelos serviços da administração fiscal.

TODAS AS TAREFAS QUE FOREM REQUISITADAS, FORA DAS AQUI ASSINALADAS, DEVERÃO SER RECUSADAS PELOS TRABALHADORES.

SE NO LOCAL DE TRABALHO EXISTIREM TRABALHAORES QUE NÃO TENHAM ADERIDO À GREVE E CHEFIAS, OBRIGATORIAMENTE TÊM QUE SER ELES A EFECTUAR O SERVIÇO. AOS TRABALHADORES QUE NÃO FIZEREM GREVE AS CHEFIAS SÓ PODEM DAR INSTRUÇÕES PARA QUE ESTES EFECTUEM OS SERVIÇOS ACIMA MENCIONADOS.

Lisboa, 9 de Junho 2020

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