COMUNICADO SNTCT RANDSTAD 4-2020

REUNIÃO SOBRE TRANSMISSÃO DE ESTABELECIMENTO PARA A INTELCIA!

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Dia 2 de novembro a RANDSTAD enviou um mail a convidar o SNTCT a participar numa reunião por teleconferência, tendo como ordem de trabalhos “Comunicação RANDSTAD”.

Reunião que se realizou dia 3 de novembro, na qual para além do SNTCT que participou com dois Dirigentes, esteve ainda a RANDSTAD, promotora da reunião, com dois representantes e a Intelcia com três.

A reunião foi iniciada por uma das representantes da RANDSTAD, com responsabilidades nas operações e nos Recursos Humanos, que começou por dizer, que a exemplo de outras zonas do País, por decisão da Altice, a Intelcia (empresa de Outsourcing do grupo Altice) assumirá todos os serviços.

Por acordo entre a RANDSTAD e a Altice irão dar início à transmissão de estabelecimento de todos os activos da RANDSTAD na Intelcia, já a partir de 1 de Dezembro. Foi dito que esta reunião era de cariz informativo, e que neste mesmo dia tinham havido reuniões com os responsáveis de equipas e chefias da empresa, para os colocar a par deste assunto, e que os trabalhadores irão começar a ser todos informados.

A representante da Randstad disse a participação do SNTCT nesta reunião era importante e que iria brevemente enviar-nos toda a documente escrita.

A Representante da Intelcia, com responsabilidades nos Recursos Humanos, interveio no sentido de afirmar, que a exemplo do que tem sucedido no resto do País, esperam que este processo corra com normalidade. Que aos trabalhadores serão assegurados os vencimentos e a antiguidade, e que irão também receber um plano de saúde.

O SNTCT, disse que iria aguardar a informação escrita do processo de TRANSMISSÃO DE ESTABELECIMENTO, e perguntou se o plano de saúde seria comparado a algum dos existentes na Altice?

A Responsável da Intelcia disse que não, mas que era mais uma vantagem que a empresa iria atribuir.

 

Este processo está já em fase de finalização, a exemplo do que já sucedeu noutras zonas do país.

 

O Facto de passarem a ser trabalhadores com vínculo à Intelcia, não será muito diferente da situação actual. Ser trabalhador da Randstad II ou da Intelcia, continuarão na mesma forma a ser trabalhadores em Outsourcing, apenas passarão a trabalhar numa empresa do Grupo Altice. No entanto não serão trabalhadores da Altice, ao contrário do que era a sua reivindicação. Continuarão a não ter acesso aos direitos do ACT/PT, a não ter direito aos mesmos vencimentos, às mesmas carreiras, entre outros.

A Atribuição de um plano de saúde, para quem apenas têm a Segurança Social, poderá ser vantajoso, falta conhecer quais os benefícios abrangidos.

As condições de trabalho, dos locais de trabalho, ou agora nesta fase que estão em teletrabalho, a suportar os custos com internet, electricidade entre outros irão sofrer alterações e melhorias?

Serão negociados/aplicados aumentos salariais em 2020 e 2021?

A reivindicação dos trabalhadores em serem integrados na Empresa/operador, como é que vai ficar? É que ser trabalhador da Intelcia pouco ou nada acrescenta.

 

A LUTA CONTINUA!

 

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FALECEU KALIDÁS BARRETO

FALECEU KALIDÁS BARRETO

Foi com profundo pesar que a Direcção Nacional do SNTCT tomou conhecimento, através de nota da CGTP-IN (ver texto abaixo), da morte de Kalidás Barreto.

Enviámos já à família de Kalidás Barreto as nossas mais sentidas condolências.

A Direcção Nacional do SNTCT

“É com profundo pesar que a CGTP-IN toma conhecimento do falecimento de Kalidás Barreto.

Luís Maria Kalidás da Costa Barreto- Nasceu em Montemor-o-Novo a 16 de Outubro de 1932.

Contabilista de profissão, exercida no sector têxtil, em Castanheira de Pera, onde, em 1958, integrou a comissão de apoio à candidatura de Humberto Delgado à Presidência da República.

Foi dirigente do Sindicato dos Têxteis do Centro e, nessa qualidade, participou numa reunião da Intersindical, realizada em Leiria, antes do 25 de Abril. Foi também dirigente nacional da Federação dos Sindicatos Têxteis.

Foi eleito Deputado pelo PS à Assembleia Constituinte, em 1975,

Foi eleito, sucessivamente, para o Conselho Nacional e a Comissão Executiva da CGTP – IN, entre 1977 e 1996.

Membro do 1.º Conselho Permanente de Concertação Social

Mais tarde veio a ser Provedor do INATEL.

É autor de várias publicações entre as quais: Subsídios para a História do Movimento Operário em Castanheira de Pera, 1982; A Organização Profissional dos Trabalhadores Têxteis de Leira.

Acérrimo defensor da unidade dos trabalhadores, contra o divisionismo sindical, teve um importante papel na realização do Congresso de Todos os Sindicatos realizado em Janeiro de 1977, no qual lhe coube a primeira intervenção em defesa da unidade sindical, consubstanciada na CGTP-Intersindical Nacional.

Kalidás Barreto foi um activo sindicalista, desde a primeira hora, no processo de fundação da Intersindical a sua morte constitui uma perda assinalável que muito se lamenta.

Neste momento de luto e de perda para o Movimento Sindical, a CGTP-IN envia à sua família, aos amigos e camaradas as mais sentidas condolências.

Tendo em conta as restrições existentes, que não permitem a presença de todos quantos gostariam de prestar uma última homenagem a Kalidás Barreto, informamos, que poderão enviar mensagens de condolências para o seguinte email: pedrokalidas@gmail.com “

COMUNICADO SNTCT RANDSTAD 3-2020

RANDSTAD

RECUSA NEGOCIAR AUMENTOS SALARIAIS!  

O SNTCT enviou em Fevereiro à administração da RANDSTAD, uma proposta de aumento salariais para 2020, com a devida fundamentação económica.

A proposta apresentada, apenas se referia a aumentos salariais de 90 euros para todos os trabalhadores da RANDSTAD no sector das Comunicações e Telecomunicações.

 Abre aqui o comunicado em PDF » » » 2020_3 COM_ RANDSTAD 2020_3 RANDSTAD

O SNTCT, no dia 20 de Fevereiro, enviou por carta registada com aviso de recepção uma proposta de aumentos solarias para 2020.

No início de Março, surge o Surto de Covid-19, que passa então pelos diversos estados decretados pelo Governo/DGS. A administração da RANDSTAD, decide declarar o Lay-off em alguns serviços e departamentos, e colocar a grande maioria dos restantes trabalhadores em teletrabalho.

Em 20 Junho, com o aliviar das restrições e com o País a retomar a normalidade possível, e não tendo chegado nenhuma resposta ou contraproposta ao Sindicato, decidimos solicitar a mediação de conflitos de trabalho à DGERT – MTSSS (Ministério do trabalho).

A DGERT, marcou a reunião para 7 de Setembro, à qual compareceu o SNTCT e uma representante da Empresa, que começou por dizer que na Empresa receberam a convocação da DGERT com admiração, pois não tinham recebido a proposta do Sindicato.

Situação que logo foi desmentida pelo sindicato, apresentando ao mediador a cópia do ofício e a prova de entrega do registo assinada. A representante da empresa justifica então que estando toda a empresa em Teletrabalho, deverá ter sido recebido por um porteiro que não a fez chegar á administração, justificação forçada e estranha, já estavam em teletrabalho antes do Surto!

O SNTCT entregou então em mão cópia da proposta, afirmando a representante da Empresa que teriam de estudar a mesma e responder depois, questionando se da parte do SNTCT haveria disponibilidade para continuarmos a discutir este assunto numa reunião bilateral só com a RANDSTAD, ao qual afirmamos a nossa disponibilidade.

Ficou então agendada a reunião através de Videoconferência para dia 18 de Setembro, que por motivos técnicos o SNTCT não teve condições, tendo sido remarcada então nova reunião para o dia 25 de Setembro.

Nessa reunião por videoconferência esteve presente o SNTCT e duas representantes da RANDSTAD, uma responsável pelos serviços Jurídicos e outra com responsabilidade nos recursos humanos e nas operações, que afirmaram ter analisado a proposta do Sindicato mas que a situação do País, agravada pelo Covid, não iria permitir que a RANDSTAD procedesse a aumentos salariais e que a preocupação neste momento era a manutenção dos postos de trabalho. O Sindicato afirmou então que não havendo abertura negocial da Randstad, iria solicitar novamente à DGERT a reabertura do processo.

 

No dia útil seguinte, (28 de Setembro) demos conhecimento por ofício à RANDSTAD e solicitámos à DGERT a reabertura do processo.

A DGERT agendou a reunião para dia 8 Outubro, onde para além do mediador da DGERT, estiveram presentes o SNTCT e a RANDSTAD.

O SNTCT iniciou a reunião e fez um ressumo da reunião bilateral, explicou que a RANDSTAD não tinha dado abertura negocial, esse o motivo que nos levou a solicitar nova reunião de mediação.

O mediador, perguntou às representantes da empresa se não tinham nada a acrescentar, tendo recebido como resposta, que reafirmavam que a sua preocupação são os postos de trabalho.

O Sindicato ainda questionou se em relação aos trabalhadores que estão em teletrabalho, a suportar os custos da Internet, da electricidade e outros para poderem trabalhar, se a RANDSTAD não estaria disponível para procurar uma compensação dos mesmos.

A empresa respondeu que não, os trabalhadores já estão a ganhar pois não têm custos com transportes para o local de trabalho e têm o desconto normal das operadoras e poderiam procurar junto destas se conseguiriam um desconto maior.

AS REUNIÕES COM A RANDSTAD, NESTE PROCESSO “AUMENTOS SALARIAIS 2020” CHEGARAM AO FIM, CABE AGORA A PALAVRA AOS TRABALHADORES.

QUANDO A RANDSTAD E AS OPERADORAS, MESMO NESTA ÉPOCA DE PANDEMIA, CONTINUARAM A AUMENTAR OS LUCROS, AS VENDAS, QUANDO COLOCANDO OS TRABALHADORES EM TELETRABALHO, POUPAM NA MANUTENÇÃO, NA CONSERVAÇÃO, NA LIMPEZA, NA DISINFESTAÇÃO, NA ELECTRICIDADE E NA ÁGUA, CONTINUAM A “CHORAR” E A AFIRMAR NÃO TER CONDIÇÕES PARA AUMENTAR SALÁRIOS.

  • AUMENTOS SALARIAIS, JÁ!
  • MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO
  • INTEGRAÇÃO NAS EMPRESAS/OPERADORES

QUANDO MAIS QUE NUNCA, SE TORNA VISIVÉL A NESSECIDADE QUE OS OPERADORES TÊM DO SERVIÇO PRESTADO NOS CALL CENTERS, EM BACK OFFICE OU FRONT OFFICE, NAS LOJAS, MAIS QUE NUNCA SE TORNA JUSTA A REINVINDICAÇÃO DE SEREM TRABALHADORES DAS EMPRESAS/OPERADORES E NÃO DE PRESTADORES DE SERVIÇOS OU DE ALUGER DE MÃO DE OBRA.

IREMOS CONSULTAR OS SÓCIOS E OS TRABALHADORES, SEJA OS QUE ESTÃO EM TELETRABALHO (PELOS MEIOS INFORMÁTICOS), SEJA OS QUE ESTÃO NOS LOCAIS DE TRABALHO.

 

O CAMINHO É A LUTA

 

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VÍDEO 50 ANOS CGTP-IN

1970 – 1 DE OUTUBRO – 2020

50 ANOS CGTP-IN

50 ANOS DE ACÇÃO E LUTA POR UM PORTUGAL COM FUTURO.

VIVA A CGTP-IN.

SNTCT – A FORÇA DE CONTINUARMOS JUNTOS!

CGTP-IN – 50 ANOS

50 ANOS CGTP

COMPLETAM-SE HOJE SOBRE O DIA EM QUE FOI FUNDADA A NOSSA CGTP-IN, A CONFEDERAÇÃO GERAL DOS TRABALHADORES PORTUGUESES – INTERSINDICAL NACIONAL.

A Direcção Nacional do SNTCT saúda todos os Homens e todas as Mulheres que deram e vão continuar a dar corpo a este projecto imprescindível aos Trabalhadores e às Trabalhadoras Portugueses mas, também e há que não o esquecer, ao País.

CGTP-IN – UNIDADE SINDICAL!

SNTCT – A FORÇA DE CONTINUARMOS JUNTOS!

COMUNICADO MESA DA ASSEMBLEIA GERAL – 2-2020

ASSEMBLEIA GERAL DO SNTCT

19 de Setembro de 2020

em

Lisboa

 

CONVOCATÓRIA

Abre aqui o comunicado em formato PDF » » » 2020_02 SNTCT MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Nos termos dos Artigos 54.º, 55.º alínea J, 56.º Ponto 1.º, 57.º e 58.º dos Estatutos do SNTCT, publicados no BTE, 1.ª S, nº 4 de 29 de Janeiro de 2007 e das alterações introduzidas e publicadas no BTE, 1ª Série, nº 21 de 8 de Junho de 2015, bem como do Regulamento da Assembleia Geral que lhe é anexo, convoco os associados do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações a reunir em Assembleia Geral, em primeira convocatória, no dia 19 de Setembro de 2020, pelas 14 horas, no Auditório da UACS, R. Castilho 14, em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:

  1. Discussão e deliberação sobre o Relatório de Actividades e as Contas de 2019;
  2. Discussão e deliberação sobre o Plano de Actividades e o Orçamento para 2020;

Não estando presentes a maioria legal dos associados à hora indicada, ficam os associados convocados a reunir em Assembleia Geral meia hora depois, em segunda e última convocatória, no mesmo local e com a mesma ordem de trabalhos, funcionando a Assembleia Geral com qualquer número de associados presentes.

Nota: A Assembleia Geral realiza-se nesta data por via da Pandemia provocada pelo vírus Covid-19. Devido à necessidade de observarmos todas as medidas de protecção definidas durante a Pandemia os associados que participarem nesta Assembleia devem vir munidos de máscara de protecção e, respeitarem rigorosamente a organização de lugares pré-estabelecida na sala onde a mesma tem lugar.

Lisboa, 19 de Agosto de 2020

 

O Presidente

  da Mesa da Assembleia Geral do SNTCT

António José Gouveia Duarte

 

Auditório da UACS

  1. Castilho 14,

em Lisboa

PARTICIPA!

Iremos organizar transportes em autocarro de aluguer (de que comparticiparemos 80% do custo) a partir das diversas regiões onde o número de interessados o justifique. As Secções Regionais do SNTCT abrirão antecipadamente as inscrições para o efeito.

Atenção: Onde pelo número de inscritos não se justificar o aluguer de um autocarro qualquer outro tipo de comparticipação nas despesas de deslocação será analisada caso a caso mas, sempre, tratado antecipadamente sem o que não haverá comparticipação.

ATENÇÃO – MUITO IMPORTANTE

MEDIDAS PROTECÇÃO COVID-19

Devido à necessidade de observarmos todas as medidas de protecção definidas durante a Pandemia Covid-19 os associados que participarem nesta Assembleia devem vir munidos de máscara de protecção e, respeitarem rigorosamente a organização de lugares pré-estabelecida na sala onde a mesma tem lugar.

 

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Comunicado SNTCT Call Centers

TELETRABALHO
PRÓS E CONTRAS
QUEM GANHA COM ESTA FORMA DE TRABALHO

Abre aqui o comunicado em verdsa2020_5 CALL CENTERS

Foram muitas as empresas a optar por este regime de trabalho quando começou o surto de pandemia Covid-19. Quase todas elas tinham como objectivo diminuir despesas e tentar diminuir postos de trabalho a curto ou médio prazo, no sector de comunicações e telecomunicações não foi diferente. Foi uma forma expedita, de retirar os trabalhadores do seu local de trabalho, de os isolar, manter em casa e ao mesmo tempo assegurar o serviço às operadoras.
Algo que na altura nos pareceu uma opção válida, desde que as empresas cumprissem com todos os direitos dos trabalhadores. Situação essa, que nem sempre se veio a verificar. Várias foram as solicitações dos trabalhadores, sobre diversas situações a que o SNTCT teve de dar resposta, seja pela via sindical, a maioria, seja Jurídica em alguns casos que foram, ou estão a ser tratados pelo contencioso (Advogados) do Sindicato.
É verdade, pois só quem não conhece a realidade da maioria dos locais de trabalho (Call Centers), acharia possível acautelar e assegurar a segurança e a saúde dos trabalhadores, nos locais de trabalho.
Compreendemos que quem vive a uma distância considerável do local de trabalho, possa preferir trabalhar a partir de casa, poupa tempo nos transportes, evita ter de fazer o percurso entre casa e o local de trabalho todos os dias onde o risco de contágio é maior. É irrealista pensar que tal ganho se vai refletir na conciliação entre a vida pessoal e o trabalho de cada um.
Trabalhar a partir do local de trabalho ajuda a gerir mentalmente a relação de trabalho?
• O trabalho, quando prestado a partir do local de trabalho, ajuda o trabalhador a restringir a actividade laboral a esse espaço, ajudando a separar a atividade profissional da sua vida pessoal, social e familiar.
• Com essa separação de tempos e espaços de trabalho, permite ainda gerir os riscos quer físicos, quer psicológicos a que está sujeito, não sujeitando quem com ele vive a também ser afetado.
• Quando um trabalhador se afasta do local de trabalho, mas continua debaixo do controlo da entidade patronal, pode libertar-se de algum stress, mas por outro lado, pode transportar esse stress para o seu agregado familiar!
Levar o trabalho para casa pode agravar a exposição aos riscos psicossociais!
• O estar a trabalhar de casa em teletrabalho, diminui a exposição aos riscos, evita a socialização com colegas, chefias… Porém não exclui riscos, como a discriminação entre trabalhadores, a injustiça no tratamento de situações idênticas, a subvalorização do seu desempenho e a prepotência de alguns responsáveis da empresa.
• Podemos ainda adicionar o isolamento, a solidão, a falta de contacto humano para discussão, a menor troca de experiências, a perda de poder reivindicativo, a sujeição a condições de trabalho que não pode comparar e controlar, sendo possível à entidade patronal sujeitar um trabalhador isolado a uma carga cada vez maior de trabalho sem que este se aperceba, sem que tenha os parâmetros de comparação que antes utilizava e que lhe permitiam saber se estava a ser discriminado ou não.
• É plausível que, em teletrabalho, todo o encadeamento de experiências que ajudam o trabalhador a moldar a sua relação com o trabalho e com a entidade patronal sejam profundamente afetados em seu desfavor. Um trabalhador isolado é um trabalhador mais vulnerável à exploração.
O teletrabalho – invasor de domicílios
• Se coubesse ao trabalhador a decisão de ser colocado em teletrabalho ou de reverter a decisão, mas não o é porque esse poder é imposto pela entidade patronal, aliás, mesmo numa situação normal em que a decisão é lavrada “por acordo”, devemos questionar em que medida um trabalhador é livre para efetivamente não aceitar esse “acordo”.
Há empresas em Portugal que utilizam programas informáticos para controlar todos os passos dos funcionários em teletrabalho sem que estes tenham conhecimento, acusou uma especialista.
• A denúncia foi feita pela professora da Universidade do Minho, Teresa Coelho Moreira, num debate organizado recentemente pela Associação Práxis – Reflexão e Debate sobre Trabalho e Sindicalismo sobre «Teletrabalho e Direitos: a Lei e a Negociação». «Controlam tudo, mas mesmo tudo: os dados pessoais dos trabalhadores ou as fotografias que têm no computador, que são externos à prestação de trabalho; controlam todas teclas que o trabalhador usa e a velocidade (tiram screen shots sucessivos do écran). (…) Sabem o que está a fazer em cada momento, quem lá está do agregado familiar, incluindo menores», acusou a docente especializada em privacidade e protecção de dados pessoais, citada pela rádio “Renascença”.
A corroborar o que aqui expomos, ficam mais alguns dados:
• · 27% dos trabalhadores a trabalhar a partir de casa, durante a pandemia, referem ter de trabalhar durante o tempo livre para cumprirem as suas tarefas
• · 32% das mulheres e 28% dos homens colocados em trabalho a partir de casa, referem estar preocupados com o trabalho mesmo quando estão fora do horário de trabalho;
• · 29% das mulheres e 19% dos homens colocados a trabalhar a partir de casa, referem estar demasiado cansados após a jornada de trabalho
Nota: dados retirados de Eurofound, Living, Working and Covid-19 First Findings – April 2020
Será que o teletrabalho contribui de facto para uma maior libertação do trabalho?
Não! Se as leis laborais continuarem a ser o que são, se os sindicatos continuarem a ficar à porta das empresas, se os trabalhadores continuarem a ser perseguidos por pensarem de forma diferente, se o período normal de trabalho não for reduzido, etc.
Neste quadro, o teletrabalho prestado a partir de casa, só pode significar mais exploração e maior sujeição do trabalhador ao trabalho em detrimento da sua vida familiar.

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COMUNICADO SNTCT CALL CENTERS 4-2020

O REGRESSO À “NOVA NORMALIDADE”
NÃO PODE SIGNIFICAR VIOLAÇÃO DOS
DIREITOS DOS TRABALHADORES

Abre aqui a versão PDF deste comunicado: 2020_4 CALL CENTERS

Compreendemos e aceitámos a necessidade que existiu da aplicação do teletrabalho, não nos opondo ou
menosprezando a importância da aplicação do mesmo, no entanto os trabalhadores que realizaram teletrabalho
deverão ser compensados pelos gastos inerentes à realização de atividade a partir de casa, nomeadamente de luz e
acesso à internet. É inconcebível que os trabalhadores a realizarem teletrabalho para uma operadora que possuam
os serviços desta instalados na sua habitação, lhe seja imputado como habitualmente a fatura
Com a terceira fase de desconfinamento em vigor será importante fazermos um balanço e uma avaliação dos
atropelos à lei e aos direitos dos trabalhadores que as empresas procuram levar á prática. Como a partir de dia 1 de
Junho o teletrabalho terá que ter o acordo do trabalhador, ou seja, a maioria dos trabalhadores irão regressar aos
seus pontos de trabalho, há normas que têm que ser cumpridas pelas empresas.
.Com o regresso aos Locais de Trabalho (call-centers), questionamos e exigimos o cumprimento das normas
da DGS;
 Como vai ser programado o distanciamento obrigatório entre trabalhadores nas posições de trabalho?
 Como será efetuada a higienização e limpeza dos locais, já que são tradicionalmente locais de limpeza
duvidosa e que por diversas vezes expusemos a várias entidades competentes?
 Em vários locais obrigavam trabalhadores a partilhar headsets, que medidas as empresas estão a tomar para
que tal não continue a acontecer?
 Garantiram as empresas a distribuição de equipamentos de segurança, nomeadamente gel/álcool e
mascaras?
Como dissemos anteriormente no caso da Altice a integração dos trabalhadores da Manpower na Intelcia não chega
porque esses trabalhadores devem estar na Altice e não noutra empresa prestadora. Quando Alexandre Fonseca
disse que era o que os sindicatos queriam, que os trabalhadores passassem para uma empresa do grupo, estava a
mentir. O que os trabalhadores querem não é isso, os que trabalhadores querem é ser da empresa Altice, com os direitos
que o ACT contem. A situação de lay off aplicada aos trabalhadores da Intelcia demostrou que os trabalhadores tinham razão.
AGORA, MAIS QUE NUNCA AS REIVINDICAÇÕES ASSUMIDAS E APROVADAS PELOS
DOS TRABALHADORES, TÊM RAZÃO DE SER:
 AUMENTOS SALARIAIS, ACIMA DO VALOR DO ORDENADO MINIMO NACIONAL;
 INTEGRAÇÃO NOS QUADROS EFECTIVOS DOS OPERADORES;
 MELHORES CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO.
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COMUNICADO SNTCT RANDSTAD 2-2020

A TERCEIRA FASE DO CHAMADO “PLANO DE DESCONFINAMENTO” NÃO PODE CONTINUAR A VIOLAR

OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

Abre aqui o comunicado em formato PDF 2020_2 RANDSTAD

Com a terceira fase de desconfinamento em vigor, é agora importante fazermos um balanço e
uma avaliação dos atropelos, que a empresa tem feito e procura continuar a fazer para retirar
direitos aos trabalhadores.
Embora considerássemos exagerado, aceitámos a necessidade que existiu da aplicação do
teletrabalho. Não nos tendo oposto à aplicação do mesmo porque estávamos numa fase de
pandemia, o que é facto é os trabalhadores que estiveram a trabalhar a partir de casa teriam que
ser compensados pelos gastos inerentes à realização de teletrabalho, nomeadamente gastos de
electricidade e acesso à internet e do trabalho extraordinário efectuado, porque foi isso que
aconteceu. É inconcebível que os trabalhadores a realizarem teletrabalho para uma operadora,
com os meios desta instalados na sua habitação, não fossem ressarcidos dos gastos e não lhe
tenha sido pago o trabalho para além do que está contratado.
Consideramos, no entanto, que o teletrabalho imposto aos trabalhadores com filhos menores não
é assistência à família e ter que ser pago na totalidade. Contestamos também a perda de
rendimento dos trabalhadores que optaram pelo apoio extraordinário por assistência a filhos para
que pudessem realmente acompanhar os seus filhos.
Nesta última semana, vários foram os trabalhadores que têm estado em lay off, que foram
contactados pela empresa, para regressar ao serviço. Claro que, ignominiosamente e revelando

total desprezo, propuseram mudanças de local de trabalho, de funções e de horário, aproveitam-
se assim da pandemia para tentar violar a lei. Antes de dar acordo a uma qualquer proposta,

os trabalhadores devem contactar o SNTCT como alguns já têm estado a fazer.
Com o regresso aos locais de trabalho (call-centers) para breve, há várias questões que terão de
ser acauteladas, nomeadamente:
 Como vai ser respeitado o distanciamento obrigatório entre trabalhadores nas
posições de trabalho;
 Como será efetuada a higienização e limpeza dos locais, já que são tradicionalmente
locais de limpeza duvidosa e que por diversas vezes expusemos a várias entidades
competentes?
 Em vários locais onde obrigavam trabalhadores a partilhar headsets, vai a empresa
tomar medidas para que tal não aconteça?
 Vão as empresas garantir a distribuição de equipamentos de segurança,
nomeadamente gel/álcool e mascaras?

AGORA, MAIS QUE NUNCA AS REIVINDICAÇÕES ASSUMIDAS E APROVADAS
PELOS DOS TRABALHADORES, TÊM RAZÃO DE SER:

 AUMENTOS SALARIAIS, ACIMA DO VALOR DO
ORDENADO MINIMO NACIONAL;
 INTEGRAÇÃO NOS QUADROS EFECTIVOS DOS
OPERADORES;
 MELHORES CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E DE
TRABALHO.

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46º ANIVERSÁRIO DO SNTCT

1974 – 5 de Maio – 2020

O SNTCT foi fundado há 46 anos.

Abre aqui o Cartaz em formato PDF »»»CARTAZ 46 ANOS SNTCT

Vieram de todos os pontos do País, eram mais de 10.000 homens e mulheres os/as que naquele dia 5 de maio de 1974 encheram por completo o Pavilhão dos Desportos de Lisboa (Hoje Pavilhão Carlos Lopes) para, naquele dia, darem corpo àquilo que há muito ambicionavam e o regime fascista do Estado novo lhe tinha negado até então, até à Revolução de 25 de Abril de 1974 – criarem/fundarem o seu Sindicato. Um Sindicato vertical onde coubessem todos os trabalhadores dos Correios e Telecomunicações.

Nasceu assim o SNTCT.

Hoje, 46 anos volvidos, numa realidade diferente, num País diferente mas em que os problemas dos trabalhadores e os ataques de que são vítimas são os mesmos, a luta continua.CARTAZ 46 ANOS SNTCT

Manter os mesmos princípios de unidade e solidariedade, tendo sempre em vista a manutenção, conquista e a defesa de direitos dos seus associados em particular, e dos trabalhadores e das trabalhadoras portugueses em geral, nunca foi, não é nem jamais será um caminho fácil de trilhar..

Mas, citando o poema de Jorge Palma, intitulado “A gente vai continuar” e saudando todos os homens e mulheres que ao longo destes 46 anos deram corpo ao mais antigo e consequente projecto sindical dos trabalhadores dos correios, telecomunicações e actividades afins, sempre diremos;

“Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar”.

Viva o SNTCT!

SNTCT – A foça de continuarmos juntos!

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