ASSEMBLEIA GERAL SNTCT – INQUÉRITO PRÉVIO OBRIGATÓRIO A TODOS(AS) OS(AS) PARTICIPANTES

ASSEMBLEIA GERAL DO SNTCT

MEDIDAS DE CONTENÇÃO DO COVID

ABRE AQUI O INQUÉRITO PARA IMPRESSÃO » » »QUESTIONÁRIO SNTCT PARA UACS
Camaradas,
Devido às medidas de contenção do contágio pelo COVID-19, a realização da nossa Assembleia Geral do SNTCT (e também da Assembleia Geral de Aposentados do SNTCT) devem obedecer a algumas regras tais como:
  • Uso obrigatório de máscara durante a realização da Assembleia (devendo cada participante trazer a sua embora, como medida de salvaguarda para eventual esquecimento, vamos disponibilizar algumas máscaras descartáveis);
  • Medidas de distanciamento obrigatório entre participantes;
  • Higienização de instalações e materiais.
Uma das medidas incluída no Plano de Contingência da UACS, em cujas instalações vão ser realizadas as nossas Assembleias Gerais no próximo dia 19 de Setembro, vamos ter que preencher e entregar antecipadamente o questionário anexo que, devidamente preenchido, nos deve chegar, sem falta, até ao final do dia 17 de Setembro, por uma das seguintes vias:
  • Entregue em mão nas instalações do SNTCT ou a um Dirigente;
  • Entregue por E-mail ( sntct@sntct.pt );
  • Remetido pelo correio para a Sede do SNTCT (Alameda D. Afonso Henriques, 41-r/c – 1000-123 Lisboa). Neste caso TER EM ATENÇÃO O TEMPO NECESSÁRIO À SUA CHEGADA.
Para qualquer esclarecimento adicional devem os(as) camaradas contactar-nos através do telefone da Sede – 21 842 89 00.
SNTCT – A força de continuarmos juntos!

 

COMUNICADO CONJUNTO SOBRE CONCILIAÇÃO MATÉRIA SALARIAL NOS CTT

APÓS PEDIDO DE CONCILIAÇÃO EFECTUADO PELOS SINDICATOS SOBRE OS AUMENTOS SALARIAIS DE 2020, REALIZOU-SE DIA 2 DE SETEMBRO, NA DGERT, A 1ª REUNIÃO

OS CTT NEM ALTERARAM A SUA POSIÇÃO NEM QUERIAM MAIS REUNIÕES.

OS SINDICATOS INSISTIRAM NA CONTINUIDADE DO PROCESSO DE CONCILIAÇÃO E A CONCILIADORA MARCOU A PRÓXIMA PARA O DIA 29 DE SETEMBRO.

Abre aqui o comunicado em formato PDF 》》》Comunicado sindicatos CTT conciliação 2 set 2020

SINDICATOS VÃO REUNIR PARA ELABORAR UMA PROPOSTA COMUM PARA APRESENTAR NA PRÓXIMA REUNIÃO DE CONCILIAÇÃO

Realizou-se ontem, dia 2 de Setembro, a 1ª reunião de conciliação sobre os aumentos salariais para 2020.

Nesta reunião os CTT mantiveram a sua posição, ou seja, não estão disponíveis para negociar aumentos salariais.

É falacioso o argumento invocado pelos CTT de que as receitas do 1º trimestre foram ligeiramente negativas (-2%), uma vez que com a imposição do cartão do supermercado reduziram as despesas em cerca de 1.900.000 euros e com a diminuição do número de trabalhadores reduziram as despesas (impostos incluídos) em cerca de 8.600.000 euros. Assim sendo, a soma destas importâncias dava para aumentar os cerca de 12.000 trabalhadores em 45 euros a cada um.

Não é por falta de dinheiro que os CTT se recusam a negociar aumentos na tabela salarial, é porque NÃO QUEREM.

Mas como os trabalhadores também têm uma palavra a dizer e QUEREM AUMENTOS SALARIAIS, se os CTT não alterarem a sua posição no dia 29 de Setembro no sentido de chegar a um acordo, certamente que o 3º trimestre de 2020 vai ter um clima laboral muito complicado.

Lisboa, 3 de Setembro de 2020

COMUNICADO MESA DA ASSEMBLEIA GERAL – 2-2020

ASSEMBLEIA GERAL DO SNTCT

19 de Setembro de 2020

em

Lisboa

 

CONVOCATÓRIA

Abre aqui o comunicado em formato PDF » » » 2020_02 SNTCT MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Nos termos dos Artigos 54.º, 55.º alínea J, 56.º Ponto 1.º, 57.º e 58.º dos Estatutos do SNTCT, publicados no BTE, 1.ª S, nº 4 de 29 de Janeiro de 2007 e das alterações introduzidas e publicadas no BTE, 1ª Série, nº 21 de 8 de Junho de 2015, bem como do Regulamento da Assembleia Geral que lhe é anexo, convoco os associados do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações a reunir em Assembleia Geral, em primeira convocatória, no dia 19 de Setembro de 2020, pelas 14 horas, no Auditório da UACS, R. Castilho 14, em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:

  1. Discussão e deliberação sobre o Relatório de Actividades e as Contas de 2019;
  2. Discussão e deliberação sobre o Plano de Actividades e o Orçamento para 2020;

Não estando presentes a maioria legal dos associados à hora indicada, ficam os associados convocados a reunir em Assembleia Geral meia hora depois, em segunda e última convocatória, no mesmo local e com a mesma ordem de trabalhos, funcionando a Assembleia Geral com qualquer número de associados presentes.

Nota: A Assembleia Geral realiza-se nesta data por via da Pandemia provocada pelo vírus Covid-19. Devido à necessidade de observarmos todas as medidas de protecção definidas durante a Pandemia os associados que participarem nesta Assembleia devem vir munidos de máscara de protecção e, respeitarem rigorosamente a organização de lugares pré-estabelecida na sala onde a mesma tem lugar.

Lisboa, 19 de Agosto de 2020

 

O Presidente

  da Mesa da Assembleia Geral do SNTCT

António José Gouveia Duarte

 

Auditório da UACS

  1. Castilho 14,

em Lisboa

PARTICIPA!

Iremos organizar transportes em autocarro de aluguer (de que comparticiparemos 80% do custo) a partir das diversas regiões onde o número de interessados o justifique. As Secções Regionais do SNTCT abrirão antecipadamente as inscrições para o efeito.

Atenção: Onde pelo número de inscritos não se justificar o aluguer de um autocarro qualquer outro tipo de comparticipação nas despesas de deslocação será analisada caso a caso mas, sempre, tratado antecipadamente sem o que não haverá comparticipação.

ATENÇÃO – MUITO IMPORTANTE

MEDIDAS PROTECÇÃO COVID-19

Devido à necessidade de observarmos todas as medidas de protecção definidas durante a Pandemia Covid-19 os associados que participarem nesta Assembleia devem vir munidos de máscara de protecção e, respeitarem rigorosamente a organização de lugares pré-estabelecida na sala onde a mesma tem lugar.

 

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CTT – COMUNICADO CONJUNTO 27/07/2020

SITUAÇÃO NOS CTT

AGRAVA-SE DIA APÓS DIA

OS TRABALHADORES NÃO PODEM CONFIAR NUMA GESTÃO QUE ENGANA, ILUDE E, INFUNDADAMENTE, DIZ FALSIDADES

Abre aqui o comunicado em formato PDF » » » Comunicado sindicatos CTT 27_7_2020

Os CTT começaram por impor o “cartão de refeição”, recusaram negociar aumentos salariais, promovem o atraso e degradação do serviço postal por falta de trabalhadores, tentam enganar a opinião pública para esconder a paupérrima situação a que chegou um dos maiores empregadores nacionais, uma empresa com 500 anos de história, que tinha a confiança de todo o país (e que urge reconquistar essa confiança) – OS CTT CORREIOS DE PORTUGAL.

No entanto estas e outras medidas que a gestão dos CTT tomou, parece que ainda não são suficientes para destruir o serviço postal universal. Assim, na sua devastadora actividade ainda têm tempo para continuar a congeminar umas quantas ideias que têm que ser paradas de imediato pelos trabalhadores:

1 – Mobilidade CTT;

2 – Futurnho;

3 – Conhecer;

4 – Transição de etapa de vida.

Estes gestores que não capazes de resolver os problemas dos CTT, dos trabalhadores e da prestação do Serviço Postal Universal, gastam o tempo a elaborar estas ideias altamente desqualificadas.

SINDICATOS REUNIRAM E APROVARAM MEDIDAS A TOMAR

  • Todos os Sindicatos irão interpor acções em Tribunal para exigir o pagamento do subsídio de refeição em dinheiro como sempre foi;
  • Foi pedida a conciliação à DGERT do processo de negociação salarial para 2020. Está já marcada a 1ª reunião para o dia 20 de Agosto;
  • Fazer um ofício (insistência) à comissão nacional de protecção de dados. Até agora, passados vários meses ainda não deram reposta à participação;
  • Fazer 2 cartas abertas à Associação de Municípios e à Associação Nacional de Freguesias;
  • Programar a distribuição de documentos à população nas capitais de distrito;
  • Efectuar uma concentração/manifestação em Lisboa em local a designar, na semana de 14 a 18 de Setembro;
  • Efectuar reuniões periódicas de sindicatos até ao final do mês de Agosto;
  • Elaborar comunicados a dar conhecimento aos trabalhadores do decorrer das acções;
  • Continuar a fazer sessões e plenários com os trabalhadores e levar a efeito as decisões aprovadas;
  • A partir do mês de Setembro mobilizar os trabalhadores para as mais variadas formas de luta.

EM UNIDADE E ATRAVÉS DA LUTA OS TRABALHADORES VÃO CONSEGUIR PARAR A DESTRUIÇÃO DOS CTT, DEFENDER O SERVIÇO POSTAL UNIVERSAL E CONSEGUIR AS SUAS REIVINDICAÇÕES

 

Lisboa, 27 de Julho de 2020

SNTCT

SINDETELCO

SITIC

SINCOR

SINQUADROS

SINTTAV

SICOMP

FENTCOP

SERS

Comunicado SNTCT Call Centers

TELETRABALHO
PRÓS E CONTRAS
QUEM GANHA COM ESTA FORMA DE TRABALHO

Abre aqui o comunicado em verdsa2020_5 CALL CENTERS

Foram muitas as empresas a optar por este regime de trabalho quando começou o surto de pandemia Covid-19. Quase todas elas tinham como objectivo diminuir despesas e tentar diminuir postos de trabalho a curto ou médio prazo, no sector de comunicações e telecomunicações não foi diferente. Foi uma forma expedita, de retirar os trabalhadores do seu local de trabalho, de os isolar, manter em casa e ao mesmo tempo assegurar o serviço às operadoras.
Algo que na altura nos pareceu uma opção válida, desde que as empresas cumprissem com todos os direitos dos trabalhadores. Situação essa, que nem sempre se veio a verificar. Várias foram as solicitações dos trabalhadores, sobre diversas situações a que o SNTCT teve de dar resposta, seja pela via sindical, a maioria, seja Jurídica em alguns casos que foram, ou estão a ser tratados pelo contencioso (Advogados) do Sindicato.
É verdade, pois só quem não conhece a realidade da maioria dos locais de trabalho (Call Centers), acharia possível acautelar e assegurar a segurança e a saúde dos trabalhadores, nos locais de trabalho.
Compreendemos que quem vive a uma distância considerável do local de trabalho, possa preferir trabalhar a partir de casa, poupa tempo nos transportes, evita ter de fazer o percurso entre casa e o local de trabalho todos os dias onde o risco de contágio é maior. É irrealista pensar que tal ganho se vai refletir na conciliação entre a vida pessoal e o trabalho de cada um.
Trabalhar a partir do local de trabalho ajuda a gerir mentalmente a relação de trabalho?
• O trabalho, quando prestado a partir do local de trabalho, ajuda o trabalhador a restringir a actividade laboral a esse espaço, ajudando a separar a atividade profissional da sua vida pessoal, social e familiar.
• Com essa separação de tempos e espaços de trabalho, permite ainda gerir os riscos quer físicos, quer psicológicos a que está sujeito, não sujeitando quem com ele vive a também ser afetado.
• Quando um trabalhador se afasta do local de trabalho, mas continua debaixo do controlo da entidade patronal, pode libertar-se de algum stress, mas por outro lado, pode transportar esse stress para o seu agregado familiar!
Levar o trabalho para casa pode agravar a exposição aos riscos psicossociais!
• O estar a trabalhar de casa em teletrabalho, diminui a exposição aos riscos, evita a socialização com colegas, chefias… Porém não exclui riscos, como a discriminação entre trabalhadores, a injustiça no tratamento de situações idênticas, a subvalorização do seu desempenho e a prepotência de alguns responsáveis da empresa.
• Podemos ainda adicionar o isolamento, a solidão, a falta de contacto humano para discussão, a menor troca de experiências, a perda de poder reivindicativo, a sujeição a condições de trabalho que não pode comparar e controlar, sendo possível à entidade patronal sujeitar um trabalhador isolado a uma carga cada vez maior de trabalho sem que este se aperceba, sem que tenha os parâmetros de comparação que antes utilizava e que lhe permitiam saber se estava a ser discriminado ou não.
• É plausível que, em teletrabalho, todo o encadeamento de experiências que ajudam o trabalhador a moldar a sua relação com o trabalho e com a entidade patronal sejam profundamente afetados em seu desfavor. Um trabalhador isolado é um trabalhador mais vulnerável à exploração.
O teletrabalho – invasor de domicílios
• Se coubesse ao trabalhador a decisão de ser colocado em teletrabalho ou de reverter a decisão, mas não o é porque esse poder é imposto pela entidade patronal, aliás, mesmo numa situação normal em que a decisão é lavrada “por acordo”, devemos questionar em que medida um trabalhador é livre para efetivamente não aceitar esse “acordo”.
Há empresas em Portugal que utilizam programas informáticos para controlar todos os passos dos funcionários em teletrabalho sem que estes tenham conhecimento, acusou uma especialista.
• A denúncia foi feita pela professora da Universidade do Minho, Teresa Coelho Moreira, num debate organizado recentemente pela Associação Práxis – Reflexão e Debate sobre Trabalho e Sindicalismo sobre «Teletrabalho e Direitos: a Lei e a Negociação». «Controlam tudo, mas mesmo tudo: os dados pessoais dos trabalhadores ou as fotografias que têm no computador, que são externos à prestação de trabalho; controlam todas teclas que o trabalhador usa e a velocidade (tiram screen shots sucessivos do écran). (…) Sabem o que está a fazer em cada momento, quem lá está do agregado familiar, incluindo menores», acusou a docente especializada em privacidade e protecção de dados pessoais, citada pela rádio “Renascença”.
A corroborar o que aqui expomos, ficam mais alguns dados:
• · 27% dos trabalhadores a trabalhar a partir de casa, durante a pandemia, referem ter de trabalhar durante o tempo livre para cumprirem as suas tarefas
• · 32% das mulheres e 28% dos homens colocados em trabalho a partir de casa, referem estar preocupados com o trabalho mesmo quando estão fora do horário de trabalho;
• · 29% das mulheres e 19% dos homens colocados a trabalhar a partir de casa, referem estar demasiado cansados após a jornada de trabalho
Nota: dados retirados de Eurofound, Living, Working and Covid-19 First Findings – April 2020
Será que o teletrabalho contribui de facto para uma maior libertação do trabalho?
Não! Se as leis laborais continuarem a ser o que são, se os sindicatos continuarem a ficar à porta das empresas, se os trabalhadores continuarem a ser perseguidos por pensarem de forma diferente, se o período normal de trabalho não for reduzido, etc.
Neste quadro, o teletrabalho prestado a partir de casa, só pode significar mais exploração e maior sujeição do trabalhador ao trabalho em detrimento da sua vida familiar.

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CTT – “NOSSAS PESSOAS”??? Nossas de quem???

A propósito da pretensamente inovadora expressão “nossas pessoas”, nos CTT…!!!

És Trabalhador(a) CTT?

Então, se depois de te baptizarem de “colaborador(a)” te rebaptizaram de “nossa pessoa”, recomendamos a leitura deste “Almas mortas”, a obra emblemática do Nicolau Gogol.

Talvez te ajude quer a perceberes a fixação em fazerem-te esquecer a tua condição de Trabalhador(a) quer a demonstrar-te que, se não há almoços grátis (e muito menos cartões refeição), também ninguém baptiza ou rebaptiza um trabalhador de “colaborador(a)” ou de “pessoa”, de graça.

Neste livro, dito poema mas escrito em prosa, Gogol fala-nos de um jovem russo, Pável Ivánovitich Tchítchicov, que tinha por peculiar ocupação comprar “almas” mortas.

Convém dizer que “almas” era a designação comum para os mujiques (camponeses russos) na época feudal e de servidão pura que começou em 1645 com o Czar Aleixo e vigorou na Rússia até 1861 (mas que na prática só veio a terminar efectivamente em 1917, com a Revolução Soviética)

Na Rússia daquele tempo (a acção do livro começa em 1835) a riqueza media-se pelo número de “almas” que cada um possuía, o numero de PESSOAS de que era dono, sendo o proprietário da terra também dono das PESSOAS que nela nasciam, cresciam, viviam, trabalhavam e morriam. Os mujiques eram por isso propriedade dos donos das terras, eram as suas “almas”, as suas PESSOAS.

Os donos das terras tinham que declarar quantas “almas” tinham nas suas terras e tinham que pagar impostos sobre elas, incluindo as que tinham falecido entre dois censos.

Pável tinha origens menos que modestas, miseráveis mesmo, mas era senhor de uma lábia a toda a prova, tendo sempre a palavra certa para o momento e o elogio seboso sempre pronto na ponta da língua.

Um verdadeiro especialista na aplicação do “efeito espelho” tão usado em marketing nos dias que correm… basicamente dar (melhor, vender…) aos outros o que se quer, fazendo-os crer que é o que eles querem.

O pai de Pável tinha-o criado para singrar na vida, a bajular/”engraxar” e agradar sempre aos seus superiores e benfeitores, a não ser homem de amizades ou solidariedades e a galgar sobre tudo e todos tendo como fim o dinheiro e o poder que ele dá já que, segundo o pai de Pável, “…nada na vida é mais importante que o dinheiro “.

Ao comprar-lhes as “almas” mortas por meia-dúzia de tostões, Pável aliviava os proprietários do pagamento de impostos sobre as mesmas. Mas para que queria ele as “almas” depois de mortas, que lucrava ele com elas?

A generalidade dos proprietários nem queriam saber do porquê, que destino ele lhes daria, e vendiam-lhe as suas “almas” mortas baratas, baixando assim o valor dos impostos a pagarem… isso porque ainda não tinham inventado os cartões refeição, senão outro galo cantaria.

Mas, não percebendo para que queria Pável as suas “almas” mortas, alguns proprietários, desconfiados e procurando lucrar mais com o negócio, começaram a tentar inflacionar o preço das suas “almas” mortas.

Faziam-no alegando que teriam de pensar muito bem se iriam vender determinada “alma” que alegadamente fora devotada ao proprietário e à sua família, outra porque teria morrido a trabalhar sem olhar a esforços e sacrifícios,… … … enfim, cada um “fazendo render o seu peixe”, querendo vender as suas “almas”, as suas PESSOAS, mesmo que mortas, pelo melhor preço.

Por lei o sistema foi abolido 1861 por Alexandre II, o avô do último Czar da Rússia mas, na prática, muitos dos mujiques continuam a viver ali como “almas” (alguns até meados da segunda década do Século XX), por falta de opções para venderem o seu trabalho e passarem a ser trabalhadores deixando a condição de “almas”, de servos, de escravos.

Resumindo, para que queria Pável as “almas” mortas que comprava?

Bem, na prática as “almas” mortas que não tinham sido como tal declaradas no censo anterior podiam, antes do censo seguinte, ser dadas como penhor num qualquer empréstimo. Ou seja mil “almas” mortas que lhe tinham custado 500 rublos mas que vivas valeriam 500.000 rublos podiam, antes do próximo censo, ser empenhadas por 500.000 rublos ou mais servindo de penhor a uma qualquer transacção ou empréstimo.

Enfim, engenharia financeira do melhor levada à prática por gente que, fosse hoje, não diria “as minhas/nossas almas” mas “as minhas/nossas pessoas”.

Todas estas linhas, sobre Pável Ivánovitich Tchítchicov e as “almas”, mortas ou vivas, dá que pensar, verdade?

E depois disto, Trabalhador(a), ainda achas que ser baptizado(a) de “PESSOA” é tão inocente e tão friendly como te querem vender?

Pensa nisso e tem em atenção que em enganos de “papas e bolos” só caem os… sim, esses mesmo!

Dizem que te querem homenagear?

Pois então comecem por te pagar o que te é devido, que acabem com o prejuízo que te estão a provocar com o cartão de refeição, que admitam trabalhadores(as) em número suficiente para te respeitarem e à imagem dos CTT que, por gerações e gerações foi sinónimo de qualidade e bem fazer e agora está, infelizmente, onde está.

Homenagens? Homenagens fazem-se aos mortos, às “almas”, e tu estás bem vivo(a) e a tapares a asneirada de gestão que está a afundar os CTT e os seus 500 anos de boa imagem junto dos portugueses, verdade?

JÁ AGORA… “COLABORADORES(AS)” FORAM, POR EXEMPLO, OS(AS) QUE ACABARAM CARECAS E/OU APEDREJADOS ATÉ À MORTE NOS PAÍSES OCUPADOS PELOS NAZIS – POR TEREM COLABORADO COM AQUELES ESBIRROS – QUANDO AQUELE HEDIONDO REGIME CAIU E… QUANTO A “NOSSAS PESSOAS”… TU ÉS PROPRIEDADE DE ALGUÉM? QUERES ACABAR COMO AS “ALMAS” QUE GOGOL TÃO BEM DESCREVEU?

NÃO QUERES POIS NÃO?

ENTÃO NAO TE DEIXES LEVAR PELO MARKETING… RESPEITA-TE SE QUERES SER RESPEITADO(A) ATÉ PORQUE É ISSO QUE TE É DEVIDO.

NÃO ESQUEÇAS QUE TU ÉS UM(A) TRABALHADOR(A) CTT, TÃO SÓ E SIMPLESMENTE ISSO MESMO – TRABALHADOR(A) CTT.

DÁ-TE AO RESPEITO, DIZ NÃO, REIVINDICA E LUTA POR TI, VENCE COM TODOS.

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

CTT – COMUNICADO CONJUNTO 17 JUNHO 2020

NAS GREVES DE 29/5 E 12/6 OS TRABALHADORES PROVARAM A SUA FORÇA E DETERMINAÇÃO   

DESENGANEM-SE OS AUTISTAS E PREPOTENTES,

OS TRABALHADORES IRÃO CONTINUAR A LUTA ATÉ ATINGIR OS OBJECTIVOS

 

Abre aqui o comunicado em formato PDF » » » Comunicado sindicatos CTT 17 Junho 2020

 

Dia 12 de Junho foi mais uma grande jornada de luta. Nem ameaças, requisições e outros meios obscuros, desmobilizaram os trabalhadores. Foram notórios os resultados da greve, foi notória a acumulação de serviço, foi preciso arranjar quem trabalhasse nos feriados e no fim de semana. Foi demasiado evidente a desorientação dos “arautos” da gestão para esconder o que era visível e transparente. Tudo fizeram para esconder a realidade e desdobraram-se em iniciativas, algumas pela calada. Forçaram, aceleraram, inventaram, mas no fim de tudo era evidente o cheiro a queimado e o fumo que saía daquelas cabeças.

TEMOS RAZÃO!

EXIGIMOS MAIS E MELHOR!

VAMOS CONSEGUIR!

Trabalhamos nos CTT Correios, fazemos o nosso trabalho com profissionalismo, damos a cara junto dos utentes e clientes, ouvimos as suas queixas e reclamações. Não somos nós que gerimos a Empresa nem somos nós os responsáveis pelo estado a que os CTT chegaram. Queremos ter orgulho em trabalhar numa empresa com 500 anos de história, do mesmo modo que queremos prestar um serviço postal universal com qualidade.

MAS NÃO NOS DEIXAM!

Querem alterar os padrões de qualidade para que o correio possa ser distribuído uma ou duas vezes por semana, querem desregulamentar a prestação do trabalho (local de trabalho e horários) e querem que ESTEJAMOS CALADOS.

NÃO!

A frente sindical e os trabalhadores estão unidos e têm objectivos comuns, por isso vamos continuar a luta pelos objectivos que foram definidos:

  • O subsídio de refeição pago no recibo de vencimento e depositado na conta bancária;
  • Admissão para o quadro dos CTT dos trabalhadores suficientes para normalizar as escalas e os horários de trabalho, para evitar as constantes deslocações de trabalhadores e para que os CTT não pressionem os trabalhadores para que façam mais horas diárias sem pagamento de trabalho suplementar;
  • A contratação de trabalhadores para substituição de férias de modo a que se possa a garantir a qualidade do serviço;
  • Condições de trabalho que respeitem as normas de limpeza, espaço, ergonomia e materiais de trabalho, de modo a que sejam cumpridas as normas legais e o cumprimento das directrizes da DGS.

TUDO ISTO É POSSÍVEL DE ALCANÇAR, POR ISSO A LUTA VAI CONTINUAR POR ESTES OBJECTIVOS

Para isso, vamos realizar reuniões com os trabalhadores para analisar a situação e encontrar formas de alcançar estes objectivos.

Foram entregues aos CTT várias propostas de aumentos salariais para 2020. A empresa não responderam durante 3 meses, só após terem sido pressionados é que marcaram uma reunião para o dia 24 de Junho, sem no entanto terem apresentado uma contraproposta. Vamos aguardar pelo resultado dessa reunião na espectativa de que se possa iniciar um processo negocial.

  • Queremos aumentos salariais que reponham o poder de compra perdido e que aproximem os nossos salários aos dos restantes trabalhadores da UE.
  • Temos direito e queremos ganhar salários compatíveis com o nosso trabalho, que tenham em conta o aumento do custo de vida e a aproximação progressiva aos salários dos trabalhadores europeus.

Lisboa, 17 de Junho de 2020

 

CTT – COMUNICADO CONJUNTO SINDICATOS 9 JUNHO

REQUISIÇÃO DE TRABALHADORES

PARA A GREVE DO DIA 12 DE JUNHO

Abre aqui comunicado na versão PDF 》》》 comunicado conjunto 9 Junho

A Empresa está, abusivamente, em alguns locais de trabalho, a requisitar 50% dos efetivos para prestação de serviços mínimos no dia da Greve.

Os trabalhadores que forem requisitados para prestação de serviços mínimos no dia da Greve apenas deverão desempenhar as tarefas a seguir assinaladas:

  1. Distribuição de telegramas e vales telegráficos (vales urgentes), vales postais da Segurança Social e outras entidades, bem como de correspondência que titule prestações por encargos familiares ou substitutivas de rendimentos de trabalho emitida por entidade bancária contratada pela Segurança Social;
  2. Aceitação/Recolha, Tratamento, Transporte e Distribuição dos EPI – Equipamentos de Proteção Individual, do COVID19, no B2B e B2C;
  3. Aceitação/Recolha, tratamento, expedição e distribuição de correio, correio expresso e encomendas postais que contenham medicamentos ou produtos perecíveis, desde que devidamente identificados no exterior;
  4. Aceitação, tratamento e expedição de correio registado com origem em entidades públicas, pelo carácter urgente que essa situação indicia e/ou possa determinar, como é o caso, em particular, da correspondência emitida por autoridades policiais ou organismos com competências inspetivas, tribunais, estabelecimentos de saúde ou pelos serviços da administração fiscal.

TODAS AS TAREFAS QUE FOREM REQUISITADAS, FORA DAS AQUI ASSINALADAS, DEVERÃO SER RECUSADAS PELOS TRABALHADORES.

SE NO LOCAL DE TRABALHO EXISTIREM TRABALHAORES QUE NÃO TENHAM ADERIDO À GREVE E CHEFIAS, OBRIGATORIAMENTE TÊM QUE SER ELES A EFECTUAR O SERVIÇO. AOS TRABALHADORES QUE NÃO FIZEREM GREVE AS CHEFIAS SÓ PODEM DAR INSTRUÇÕES PARA QUE ESTES EFECTUEM OS SERVIÇOS ACIMA MENCIONADOS.

Lisboa, 9 de Junho 2020

GREVE CTT 12 JUNHO… serviços mínimos?

Greve CTT 12 Junho… serviços mínimos ???

Serviços mínimos na greve do dia 12 Junho – CTT.  OS CTT ESTÃO COM MEDO DE QUÊ?

O SNTCT PODIA TER INPUGNADO A REUNIÃO NA DGERT ENTRE OS CTT E OS SINDICATOS PORQUE OS REPRESENTANTES DOS CTT ERAM MANDATADOS POR DIONÍSIA FERREIRA E ANTÓNIO PEDRO SILVA, OUSEJA, ERA INVÁLIDA. Mas enfim, desta Sociedade Aberta espera-se tudo.

Os CTT deram instruções para que os serviços mínimos fossem nalguns casos 50% dos trabalhadores requisitados. Noutros casos, trabalhadores que os CTT sabem que fazem greve, são requisitados. Nalguns casos são requisitados os trabalhadores que conduzem as carrinhas.

Pelo menos num local de trabalho uma grande quantidade de trabalhadores requisitados e obrigados a assinar um papel. Trabalhadores que estavam de férias que foram chamados para ir trabalhar no dia 12 (será que está previsto fogo?). Todas as “instruções” foram dadas superiormente, embora algumas chefias tenham sido mais papistas que a papisa. EM TUDO ISTO NÃO HÁ NENHUMA NOVIDADE.

Parafraseando o diácono Remédios,  NÃO ERA NECESSÁRIO. Afinal de contas o “porta-voz” disse que a greve anterior tinha sido uma desgraça e que teve uma adesão de cerca de 18%.

TÊM MEDO DE QUÊ para necessitarem de requisitar tantos trabalhadores? Era necessário requisitar trabalhadores para efectuar serviços mínimos quando, segundo “eles” cerca de 82% irão trabalhar? TÊM MEDO DE QUÊ?

Com tanta requisição, com tanta ameaça, só esperamos que no dia 12 de Junho NÃO VÃO TRABALHAR MAIS DO QUE os cerca de 12.000 trabalhadores do grupo CTT. Os trabalhadores que estão em teletrabalho estão baralhados e na expectativa, irão os CTT requisitá-los para ir atender nas EC’s, distribuir correio, trabalhar nas centrais de correio e conduzir carrinhas ou camiões?

Há ainda uma coisa que a gerência dos CTT , direcções e assessores se esqueceram:

TODAS AS REQUISIÇÕES QUE FIZERAM HOE SÃO ILEGAIS, porque a Lei diz “ os trabalhadores adstritos à prestação de serviços mínimos devem ser designados COM 24 HORAS DE ANTECEDÊNCIA pelos REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES (OS SINDICATOS QUE DECLARAM A GREVE). No entanto se os sindicatos o não fizerem , compete ao empregador designar os trabalhadores. ORA, SE A GREVE É NO DIA 12, E SE SE INICIA ÀS 21H00 DO DIA 11, OS CTT SÓ PODEM REQUISITAR A PARTIR DO FINAL DO DIA 10 DE JUNHO, POR ISSO ESTÃO A COMETER UMA OU MAIS ILEGALIDADES.

Seria “giro” que a gestão CTT comprasse 5 ou 6 cabazes de sardinhas, 2 pipas de vinho, umas paletes de cerveja, uns balões e uns arquinhos e fizessem uma comezaina das antigas com musica pimba. ISSO SIM, ERA UMA MANEIRA DE DEMONSTRAR AOS TRABALHADORES A GRATIDÃO DE TUDO TEREM FEITO “NA LINHA DA FRENTE.

A Direcção Nacional do SNTCT

COMUNICADO SNTCT CORREIOS 5-2020

Resposta recebida da colaboradora abaixo identificada em resposta ao ofício do SNTCT sobre a revisão salarial CTT de 2020.

RESPOSTA/COMENTÁRIOS DO SNTCT

Abre aqui o comunicado em formato PDF: Comunicado CTT 5-2020

“ Acusa-se a receção da v/ carta nº 20501-06-20, com o assunto: “Proposta de aumentos salariais CTT 2020”.

O contexto em que temos vivido, em particular, desde 18 de março passado, com a declaração do estado de emergência com fundamento na verificação de uma situação de calamidade pública,  e a subsequente situação de grave crise económica e financeira que os CTT – Correios de Portugal, SA estão a atravessar, obrigaram a Empresa a focar-se na adoção de medidas de gestão visando a salvaguarda da sustentabilidade da Empresa e do emprego que gera e a proteção da saúde dos trabalhadores  e dos seus clientes, fornecedores e prestadores de serviços no âmbito da crise do COVID-19.

Em face de tais desafios, outras prioridades tiveram de ser acauteladas durante este período, tendo a questão dos aumentos salariais sido aliás superada pelo objetivo de evitar a redução dos rendimentos dos trabalhadores, o que poderia ter sido conseguido desde logo por via das medidas protetoras de emprego, lançadas pelo Governo, razão pela qual, até à data a Empresa não tenha respondido à v/ proposta de aumentos salariais.

No entanto, o momento atual de absoluta incerteza quanto á evolução próxima da crise sanitária do COVID-19 e aos seus efeitos na Economia e na Empresa levam-nos a considerar como prematuro desencadear de imediato o processo negocial.

Vimos, no entanto, informar o SNTCT que os CTT-Correios de Portugal, S.A. pretendem retomar com todos os Sindicatos, o processo negocial relativo à revisão do AE em matéria salarial em reunião a realizar ainda no presente mês de junho e cuja data iremos propor durante o dia de amanhã.

Em face do exposto, julgamos extemporânea a imperiosidade de passagem do processo à fase de conciliação.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Directora de Recursos Humanos (dos CTT).

COMENTÁRIO/RESPOSTA DO SNTCT

Disse a colaboradora -“visando a salvaguarda da sustentabilidade da Empresa e do emprego que gera e a proteção da saúde dos trabalhadores  e dos seus clientes”

Afirma o SNTCTCom menos trabalhadores não se fazia o serviço e os accionistas “ficavam a arder”. Os trabalhadores andaram sem protecção durante bastante tempo e a trabalhar ao lado de camaradas infectados.

Disse a colaboradora – “outras prioridades tiveram de ser acauteladas durante este período, tendo a questão dos aumentos salariais sido aliás superada pelo objetivo de evitar a redução dos rendimentos dos trabalhadores”.

Afirma o SNTCTOutras prioridades são encher os bolsos dos accionistas nem que para isso tenham que continuara a usar o Covid19 para justificar o cartão e a diminuição de rendimentos dos trabalhadores. Mas quais rendimentos? Nós queremos é AUMENTAR os rendimentos dos trabalhadores através de aumentos no salário base.

Disse a colaboradora – “retomar”

Afirma o SNTCTRetomar o quê? Nunca responderam, nunca fizeram uma contraproposta nem nunca marcaram reuniões. Querem enganar quem?

Disse a colaboradora – “em reunião a realizar”

Afirma o SNTCTReunião? Estão a brincar com os trabalhadores. Exigimos um processo negocial com as reuniões necessária, precedidas de uma contraproposta. Nos CTT é assim, nalgumas outras empresas não sabemos nem queremos saber. E já todos sabem qual é a proposta do SNTCT – 90€ DE AUMENTO PARA TODOS OS TRABALHADORES, DESDE JANEIRO DE 2020.

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

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