Comunicado SNTCT Call Centers

TELETRABALHO
PRÓS E CONTRAS
QUEM GANHA COM ESTA FORMA DE TRABALHO

Abre aqui o comunicado em verdsa2020_5 CALL CENTERS

Foram muitas as empresas a optar por este regime de trabalho quando começou o surto de pandemia Covid-19. Quase todas elas tinham como objectivo diminuir despesas e tentar diminuir postos de trabalho a curto ou médio prazo, no sector de comunicações e telecomunicações não foi diferente. Foi uma forma expedita, de retirar os trabalhadores do seu local de trabalho, de os isolar, manter em casa e ao mesmo tempo assegurar o serviço às operadoras.
Algo que na altura nos pareceu uma opção válida, desde que as empresas cumprissem com todos os direitos dos trabalhadores. Situação essa, que nem sempre se veio a verificar. Várias foram as solicitações dos trabalhadores, sobre diversas situações a que o SNTCT teve de dar resposta, seja pela via sindical, a maioria, seja Jurídica em alguns casos que foram, ou estão a ser tratados pelo contencioso (Advogados) do Sindicato.
É verdade, pois só quem não conhece a realidade da maioria dos locais de trabalho (Call Centers), acharia possível acautelar e assegurar a segurança e a saúde dos trabalhadores, nos locais de trabalho.
Compreendemos que quem vive a uma distância considerável do local de trabalho, possa preferir trabalhar a partir de casa, poupa tempo nos transportes, evita ter de fazer o percurso entre casa e o local de trabalho todos os dias onde o risco de contágio é maior. É irrealista pensar que tal ganho se vai refletir na conciliação entre a vida pessoal e o trabalho de cada um.
Trabalhar a partir do local de trabalho ajuda a gerir mentalmente a relação de trabalho?
• O trabalho, quando prestado a partir do local de trabalho, ajuda o trabalhador a restringir a actividade laboral a esse espaço, ajudando a separar a atividade profissional da sua vida pessoal, social e familiar.
• Com essa separação de tempos e espaços de trabalho, permite ainda gerir os riscos quer físicos, quer psicológicos a que está sujeito, não sujeitando quem com ele vive a também ser afetado.
• Quando um trabalhador se afasta do local de trabalho, mas continua debaixo do controlo da entidade patronal, pode libertar-se de algum stress, mas por outro lado, pode transportar esse stress para o seu agregado familiar!
Levar o trabalho para casa pode agravar a exposição aos riscos psicossociais!
• O estar a trabalhar de casa em teletrabalho, diminui a exposição aos riscos, evita a socialização com colegas, chefias… Porém não exclui riscos, como a discriminação entre trabalhadores, a injustiça no tratamento de situações idênticas, a subvalorização do seu desempenho e a prepotência de alguns responsáveis da empresa.
• Podemos ainda adicionar o isolamento, a solidão, a falta de contacto humano para discussão, a menor troca de experiências, a perda de poder reivindicativo, a sujeição a condições de trabalho que não pode comparar e controlar, sendo possível à entidade patronal sujeitar um trabalhador isolado a uma carga cada vez maior de trabalho sem que este se aperceba, sem que tenha os parâmetros de comparação que antes utilizava e que lhe permitiam saber se estava a ser discriminado ou não.
• É plausível que, em teletrabalho, todo o encadeamento de experiências que ajudam o trabalhador a moldar a sua relação com o trabalho e com a entidade patronal sejam profundamente afetados em seu desfavor. Um trabalhador isolado é um trabalhador mais vulnerável à exploração.
O teletrabalho – invasor de domicílios
• Se coubesse ao trabalhador a decisão de ser colocado em teletrabalho ou de reverter a decisão, mas não o é porque esse poder é imposto pela entidade patronal, aliás, mesmo numa situação normal em que a decisão é lavrada “por acordo”, devemos questionar em que medida um trabalhador é livre para efetivamente não aceitar esse “acordo”.
Há empresas em Portugal que utilizam programas informáticos para controlar todos os passos dos funcionários em teletrabalho sem que estes tenham conhecimento, acusou uma especialista.
• A denúncia foi feita pela professora da Universidade do Minho, Teresa Coelho Moreira, num debate organizado recentemente pela Associação Práxis – Reflexão e Debate sobre Trabalho e Sindicalismo sobre «Teletrabalho e Direitos: a Lei e a Negociação». «Controlam tudo, mas mesmo tudo: os dados pessoais dos trabalhadores ou as fotografias que têm no computador, que são externos à prestação de trabalho; controlam todas teclas que o trabalhador usa e a velocidade (tiram screen shots sucessivos do écran). (…) Sabem o que está a fazer em cada momento, quem lá está do agregado familiar, incluindo menores», acusou a docente especializada em privacidade e protecção de dados pessoais, citada pela rádio “Renascença”.
A corroborar o que aqui expomos, ficam mais alguns dados:
• · 27% dos trabalhadores a trabalhar a partir de casa, durante a pandemia, referem ter de trabalhar durante o tempo livre para cumprirem as suas tarefas
• · 32% das mulheres e 28% dos homens colocados em trabalho a partir de casa, referem estar preocupados com o trabalho mesmo quando estão fora do horário de trabalho;
• · 29% das mulheres e 19% dos homens colocados a trabalhar a partir de casa, referem estar demasiado cansados após a jornada de trabalho
Nota: dados retirados de Eurofound, Living, Working and Covid-19 First Findings – April 2020
Será que o teletrabalho contribui de facto para uma maior libertação do trabalho?
Não! Se as leis laborais continuarem a ser o que são, se os sindicatos continuarem a ficar à porta das empresas, se os trabalhadores continuarem a ser perseguidos por pensarem de forma diferente, se o período normal de trabalho não for reduzido, etc.
Neste quadro, o teletrabalho prestado a partir de casa, só pode significar mais exploração e maior sujeição do trabalhador ao trabalho em detrimento da sua vida familiar.

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CTT – “NOSSAS PESSOAS”??? Nossas de quem???

A propósito da pretensamente inovadora expressão “nossas pessoas”, nos CTT…!!!

És Trabalhador(a) CTT?

Então, se depois de te baptizarem de “colaborador(a)” te rebaptizaram de “nossa pessoa”, recomendamos a leitura deste “Almas mortas”, a obra emblemática do Nicolau Gogol.

Talvez te ajude quer a perceberes a fixação em fazerem-te esquecer a tua condição de Trabalhador(a) quer a demonstrar-te que, se não há almoços grátis (e muito menos cartões refeição), também ninguém baptiza ou rebaptiza um trabalhador de “colaborador(a)” ou de “pessoa”, de graça.

Neste livro, dito poema mas escrito em prosa, Gogol fala-nos de um jovem russo, Pável Ivánovitich Tchítchicov, que tinha por peculiar ocupação comprar “almas” mortas.

Convém dizer que “almas” era a designação comum para os mujiques (camponeses russos) na época feudal e de servidão pura que começou em 1645 com o Czar Aleixo e vigorou na Rússia até 1861 (mas que na prática só veio a terminar efectivamente em 1917, com a Revolução Soviética)

Na Rússia daquele tempo (a acção do livro começa em 1835) a riqueza media-se pelo número de “almas” que cada um possuía, o numero de PESSOAS de que era dono, sendo o proprietário da terra também dono das PESSOAS que nela nasciam, cresciam, viviam, trabalhavam e morriam. Os mujiques eram por isso propriedade dos donos das terras, eram as suas “almas”, as suas PESSOAS.

Os donos das terras tinham que declarar quantas “almas” tinham nas suas terras e tinham que pagar impostos sobre elas, incluindo as que tinham falecido entre dois censos.

Pável tinha origens menos que modestas, miseráveis mesmo, mas era senhor de uma lábia a toda a prova, tendo sempre a palavra certa para o momento e o elogio seboso sempre pronto na ponta da língua.

Um verdadeiro especialista na aplicação do “efeito espelho” tão usado em marketing nos dias que correm… basicamente dar (melhor, vender…) aos outros o que se quer, fazendo-os crer que é o que eles querem.

O pai de Pável tinha-o criado para singrar na vida, a bajular/”engraxar” e agradar sempre aos seus superiores e benfeitores, a não ser homem de amizades ou solidariedades e a galgar sobre tudo e todos tendo como fim o dinheiro e o poder que ele dá já que, segundo o pai de Pável, “…nada na vida é mais importante que o dinheiro “.

Ao comprar-lhes as “almas” mortas por meia-dúzia de tostões, Pável aliviava os proprietários do pagamento de impostos sobre as mesmas. Mas para que queria ele as “almas” depois de mortas, que lucrava ele com elas?

A generalidade dos proprietários nem queriam saber do porquê, que destino ele lhes daria, e vendiam-lhe as suas “almas” mortas baratas, baixando assim o valor dos impostos a pagarem… isso porque ainda não tinham inventado os cartões refeição, senão outro galo cantaria.

Mas, não percebendo para que queria Pável as suas “almas” mortas, alguns proprietários, desconfiados e procurando lucrar mais com o negócio, começaram a tentar inflacionar o preço das suas “almas” mortas.

Faziam-no alegando que teriam de pensar muito bem se iriam vender determinada “alma” que alegadamente fora devotada ao proprietário e à sua família, outra porque teria morrido a trabalhar sem olhar a esforços e sacrifícios,… … … enfim, cada um “fazendo render o seu peixe”, querendo vender as suas “almas”, as suas PESSOAS, mesmo que mortas, pelo melhor preço.

Por lei o sistema foi abolido 1861 por Alexandre II, o avô do último Czar da Rússia mas, na prática, muitos dos mujiques continuam a viver ali como “almas” (alguns até meados da segunda década do Século XX), por falta de opções para venderem o seu trabalho e passarem a ser trabalhadores deixando a condição de “almas”, de servos, de escravos.

Resumindo, para que queria Pável as “almas” mortas que comprava?

Bem, na prática as “almas” mortas que não tinham sido como tal declaradas no censo anterior podiam, antes do censo seguinte, ser dadas como penhor num qualquer empréstimo. Ou seja mil “almas” mortas que lhe tinham custado 500 rublos mas que vivas valeriam 500.000 rublos podiam, antes do próximo censo, ser empenhadas por 500.000 rublos ou mais servindo de penhor a uma qualquer transacção ou empréstimo.

Enfim, engenharia financeira do melhor levada à prática por gente que, fosse hoje, não diria “as minhas/nossas almas” mas “as minhas/nossas pessoas”.

Todas estas linhas, sobre Pável Ivánovitich Tchítchicov e as “almas”, mortas ou vivas, dá que pensar, verdade?

E depois disto, Trabalhador(a), ainda achas que ser baptizado(a) de “PESSOA” é tão inocente e tão friendly como te querem vender?

Pensa nisso e tem em atenção que em enganos de “papas e bolos” só caem os… sim, esses mesmo!

Dizem que te querem homenagear?

Pois então comecem por te pagar o que te é devido, que acabem com o prejuízo que te estão a provocar com o cartão de refeição, que admitam trabalhadores(as) em número suficiente para te respeitarem e à imagem dos CTT que, por gerações e gerações foi sinónimo de qualidade e bem fazer e agora está, infelizmente, onde está.

Homenagens? Homenagens fazem-se aos mortos, às “almas”, e tu estás bem vivo(a) e a tapares a asneirada de gestão que está a afundar os CTT e os seus 500 anos de boa imagem junto dos portugueses, verdade?

JÁ AGORA… “COLABORADORES(AS)” FORAM, POR EXEMPLO, OS(AS) QUE ACABARAM CARECAS E/OU APEDREJADOS ATÉ À MORTE NOS PAÍSES OCUPADOS PELOS NAZIS – POR TEREM COLABORADO COM AQUELES ESBIRROS – QUANDO AQUELE HEDIONDO REGIME CAIU E… QUANTO A “NOSSAS PESSOAS”… TU ÉS PROPRIEDADE DE ALGUÉM? QUERES ACABAR COMO AS “ALMAS” QUE GOGOL TÃO BEM DESCREVEU?

NÃO QUERES POIS NÃO?

ENTÃO NAO TE DEIXES LEVAR PELO MARKETING… RESPEITA-TE SE QUERES SER RESPEITADO(A) ATÉ PORQUE É ISSO QUE TE É DEVIDO.

NÃO ESQUEÇAS QUE TU ÉS UM(A) TRABALHADOR(A) CTT, TÃO SÓ E SIMPLESMENTE ISSO MESMO – TRABALHADOR(A) CTT.

DÁ-TE AO RESPEITO, DIZ NÃO, REIVINDICA E LUTA POR TI, VENCE COM TODOS.

SNTCT – A força de continuarmos juntos!

CTT – COMUNICADO CONJUNTO 17 JUNHO 2020

NAS GREVES DE 29/5 E 12/6 OS TRABALHADORES PROVARAM A SUA FORÇA E DETERMINAÇÃO   

DESENGANEM-SE OS AUTISTAS E PREPOTENTES,

OS TRABALHADORES IRÃO CONTINUAR A LUTA ATÉ ATINGIR OS OBJECTIVOS

 

Abre aqui o comunicado em formato PDF » » » Comunicado sindicatos CTT 17 Junho 2020

 

Dia 12 de Junho foi mais uma grande jornada de luta. Nem ameaças, requisições e outros meios obscuros, desmobilizaram os trabalhadores. Foram notórios os resultados da greve, foi notória a acumulação de serviço, foi preciso arranjar quem trabalhasse nos feriados e no fim de semana. Foi demasiado evidente a desorientação dos “arautos” da gestão para esconder o que era visível e transparente. Tudo fizeram para esconder a realidade e desdobraram-se em iniciativas, algumas pela calada. Forçaram, aceleraram, inventaram, mas no fim de tudo era evidente o cheiro a queimado e o fumo que saía daquelas cabeças.

TEMOS RAZÃO!

EXIGIMOS MAIS E MELHOR!

VAMOS CONSEGUIR!

Trabalhamos nos CTT Correios, fazemos o nosso trabalho com profissionalismo, damos a cara junto dos utentes e clientes, ouvimos as suas queixas e reclamações. Não somos nós que gerimos a Empresa nem somos nós os responsáveis pelo estado a que os CTT chegaram. Queremos ter orgulho em trabalhar numa empresa com 500 anos de história, do mesmo modo que queremos prestar um serviço postal universal com qualidade.

MAS NÃO NOS DEIXAM!

Querem alterar os padrões de qualidade para que o correio possa ser distribuído uma ou duas vezes por semana, querem desregulamentar a prestação do trabalho (local de trabalho e horários) e querem que ESTEJAMOS CALADOS.

NÃO!

A frente sindical e os trabalhadores estão unidos e têm objectivos comuns, por isso vamos continuar a luta pelos objectivos que foram definidos:

  • O subsídio de refeição pago no recibo de vencimento e depositado na conta bancária;
  • Admissão para o quadro dos CTT dos trabalhadores suficientes para normalizar as escalas e os horários de trabalho, para evitar as constantes deslocações de trabalhadores e para que os CTT não pressionem os trabalhadores para que façam mais horas diárias sem pagamento de trabalho suplementar;
  • A contratação de trabalhadores para substituição de férias de modo a que se possa a garantir a qualidade do serviço;
  • Condições de trabalho que respeitem as normas de limpeza, espaço, ergonomia e materiais de trabalho, de modo a que sejam cumpridas as normas legais e o cumprimento das directrizes da DGS.

TUDO ISTO É POSSÍVEL DE ALCANÇAR, POR ISSO A LUTA VAI CONTINUAR POR ESTES OBJECTIVOS

Para isso, vamos realizar reuniões com os trabalhadores para analisar a situação e encontrar formas de alcançar estes objectivos.

Foram entregues aos CTT várias propostas de aumentos salariais para 2020. A empresa não responderam durante 3 meses, só após terem sido pressionados é que marcaram uma reunião para o dia 24 de Junho, sem no entanto terem apresentado uma contraproposta. Vamos aguardar pelo resultado dessa reunião na espectativa de que se possa iniciar um processo negocial.

  • Queremos aumentos salariais que reponham o poder de compra perdido e que aproximem os nossos salários aos dos restantes trabalhadores da UE.
  • Temos direito e queremos ganhar salários compatíveis com o nosso trabalho, que tenham em conta o aumento do custo de vida e a aproximação progressiva aos salários dos trabalhadores europeus.

Lisboa, 17 de Junho de 2020

 

CTT – COMUNICADO CONJUNTO SINDICATOS 9 JUNHO

REQUISIÇÃO DE TRABALHADORES

PARA A GREVE DO DIA 12 DE JUNHO

Abre aqui comunicado na versão PDF 》》》 comunicado conjunto 9 Junho

A Empresa está, abusivamente, em alguns locais de trabalho, a requisitar 50% dos efetivos para prestação de serviços mínimos no dia da Greve.

Os trabalhadores que forem requisitados para prestação de serviços mínimos no dia da Greve apenas deverão desempenhar as tarefas a seguir assinaladas:

  1. Distribuição de telegramas e vales telegráficos (vales urgentes), vales postais da Segurança Social e outras entidades, bem como de correspondência que titule prestações por encargos familiares ou substitutivas de rendimentos de trabalho emitida por entidade bancária contratada pela Segurança Social;
  2. Aceitação/Recolha, Tratamento, Transporte e Distribuição dos EPI – Equipamentos de Proteção Individual, do COVID19, no B2B e B2C;
  3. Aceitação/Recolha, tratamento, expedição e distribuição de correio, correio expresso e encomendas postais que contenham medicamentos ou produtos perecíveis, desde que devidamente identificados no exterior;
  4. Aceitação, tratamento e expedição de correio registado com origem em entidades públicas, pelo carácter urgente que essa situação indicia e/ou possa determinar, como é o caso, em particular, da correspondência emitida por autoridades policiais ou organismos com competências inspetivas, tribunais, estabelecimentos de saúde ou pelos serviços da administração fiscal.

TODAS AS TAREFAS QUE FOREM REQUISITADAS, FORA DAS AQUI ASSINALADAS, DEVERÃO SER RECUSADAS PELOS TRABALHADORES.

SE NO LOCAL DE TRABALHO EXISTIREM TRABALHAORES QUE NÃO TENHAM ADERIDO À GREVE E CHEFIAS, OBRIGATORIAMENTE TÊM QUE SER ELES A EFECTUAR O SERVIÇO. AOS TRABALHADORES QUE NÃO FIZEREM GREVE AS CHEFIAS SÓ PODEM DAR INSTRUÇÕES PARA QUE ESTES EFECTUEM OS SERVIÇOS ACIMA MENCIONADOS.

Lisboa, 9 de Junho 2020

GREVE CTT 12 JUNHO… serviços mínimos?

Greve CTT 12 Junho… serviços mínimos ???

Serviços mínimos na greve do dia 12 Junho – CTT.  OS CTT ESTÃO COM MEDO DE QUÊ?

O SNTCT PODIA TER INPUGNADO A REUNIÃO NA DGERT ENTRE OS CTT E OS SINDICATOS PORQUE OS REPRESENTANTES DOS CTT ERAM MANDATADOS POR DIONÍSIA FERREIRA E ANTÓNIO PEDRO SILVA, OUSEJA, ERA INVÁLIDA. Mas enfim, desta Sociedade Aberta espera-se tudo.

Os CTT deram instruções para que os serviços mínimos fossem nalguns casos 50% dos trabalhadores requisitados. Noutros casos, trabalhadores que os CTT sabem que fazem greve, são requisitados. Nalguns casos são requisitados os trabalhadores que conduzem as carrinhas.

Pelo menos num local de trabalho uma grande quantidade de trabalhadores requisitados e obrigados a assinar um papel. Trabalhadores que estavam de férias que foram chamados para ir trabalhar no dia 12 (será que está previsto fogo?). Todas as “instruções” foram dadas superiormente, embora algumas chefias tenham sido mais papistas que a papisa. EM TUDO ISTO NÃO HÁ NENHUMA NOVIDADE.

Parafraseando o diácono Remédios,  NÃO ERA NECESSÁRIO. Afinal de contas o “porta-voz” disse que a greve anterior tinha sido uma desgraça e que teve uma adesão de cerca de 18%.

TÊM MEDO DE QUÊ para necessitarem de requisitar tantos trabalhadores? Era necessário requisitar trabalhadores para efectuar serviços mínimos quando, segundo “eles” cerca de 82% irão trabalhar? TÊM MEDO DE QUÊ?

Com tanta requisição, com tanta ameaça, só esperamos que no dia 12 de Junho NÃO VÃO TRABALHAR MAIS DO QUE os cerca de 12.000 trabalhadores do grupo CTT. Os trabalhadores que estão em teletrabalho estão baralhados e na expectativa, irão os CTT requisitá-los para ir atender nas EC’s, distribuir correio, trabalhar nas centrais de correio e conduzir carrinhas ou camiões?

Há ainda uma coisa que a gerência dos CTT , direcções e assessores se esqueceram:

TODAS AS REQUISIÇÕES QUE FIZERAM HOE SÃO ILEGAIS, porque a Lei diz “ os trabalhadores adstritos à prestação de serviços mínimos devem ser designados COM 24 HORAS DE ANTECEDÊNCIA pelos REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES (OS SINDICATOS QUE DECLARAM A GREVE). No entanto se os sindicatos o não fizerem , compete ao empregador designar os trabalhadores. ORA, SE A GREVE É NO DIA 12, E SE SE INICIA ÀS 21H00 DO DIA 11, OS CTT SÓ PODEM REQUISITAR A PARTIR DO FINAL DO DIA 10 DE JUNHO, POR ISSO ESTÃO A COMETER UMA OU MAIS ILEGALIDADES.

Seria “giro” que a gestão CTT comprasse 5 ou 6 cabazes de sardinhas, 2 pipas de vinho, umas paletes de cerveja, uns balões e uns arquinhos e fizessem uma comezaina das antigas com musica pimba. ISSO SIM, ERA UMA MANEIRA DE DEMONSTRAR AOS TRABALHADORES A GRATIDÃO DE TUDO TEREM FEITO “NA LINHA DA FRENTE.

A Direcção Nacional do SNTCT

COMUNICADO SNTCT CORREIOS 5-2020

Resposta recebida da colaboradora abaixo identificada em resposta ao ofício do SNTCT sobre a revisão salarial CTT de 2020.

RESPOSTA/COMENTÁRIOS DO SNTCT

Abre aqui o comunicado em formato PDF: Comunicado CTT 5-2020

“ Acusa-se a receção da v/ carta nº 20501-06-20, com o assunto: “Proposta de aumentos salariais CTT 2020”.

O contexto em que temos vivido, em particular, desde 18 de março passado, com a declaração do estado de emergência com fundamento na verificação de uma situação de calamidade pública,  e a subsequente situação de grave crise económica e financeira que os CTT – Correios de Portugal, SA estão a atravessar, obrigaram a Empresa a focar-se na adoção de medidas de gestão visando a salvaguarda da sustentabilidade da Empresa e do emprego que gera e a proteção da saúde dos trabalhadores  e dos seus clientes, fornecedores e prestadores de serviços no âmbito da crise do COVID-19.

Em face de tais desafios, outras prioridades tiveram de ser acauteladas durante este período, tendo a questão dos aumentos salariais sido aliás superada pelo objetivo de evitar a redução dos rendimentos dos trabalhadores, o que poderia ter sido conseguido desde logo por via das medidas protetoras de emprego, lançadas pelo Governo, razão pela qual, até à data a Empresa não tenha respondido à v/ proposta de aumentos salariais.

No entanto, o momento atual de absoluta incerteza quanto á evolução próxima da crise sanitária do COVID-19 e aos seus efeitos na Economia e na Empresa levam-nos a considerar como prematuro desencadear de imediato o processo negocial.

Vimos, no entanto, informar o SNTCT que os CTT-Correios de Portugal, S.A. pretendem retomar com todos os Sindicatos, o processo negocial relativo à revisão do AE em matéria salarial em reunião a realizar ainda no presente mês de junho e cuja data iremos propor durante o dia de amanhã.

Em face do exposto, julgamos extemporânea a imperiosidade de passagem do processo à fase de conciliação.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Directora de Recursos Humanos (dos CTT).

COMENTÁRIO/RESPOSTA DO SNTCT

Disse a colaboradora -“visando a salvaguarda da sustentabilidade da Empresa e do emprego que gera e a proteção da saúde dos trabalhadores  e dos seus clientes”

Afirma o SNTCTCom menos trabalhadores não se fazia o serviço e os accionistas “ficavam a arder”. Os trabalhadores andaram sem protecção durante bastante tempo e a trabalhar ao lado de camaradas infectados.

Disse a colaboradora – “outras prioridades tiveram de ser acauteladas durante este período, tendo a questão dos aumentos salariais sido aliás superada pelo objetivo de evitar a redução dos rendimentos dos trabalhadores”.

Afirma o SNTCTOutras prioridades são encher os bolsos dos accionistas nem que para isso tenham que continuara a usar o Covid19 para justificar o cartão e a diminuição de rendimentos dos trabalhadores. Mas quais rendimentos? Nós queremos é AUMENTAR os rendimentos dos trabalhadores através de aumentos no salário base.

Disse a colaboradora – “retomar”

Afirma o SNTCTRetomar o quê? Nunca responderam, nunca fizeram uma contraproposta nem nunca marcaram reuniões. Querem enganar quem?

Disse a colaboradora – “em reunião a realizar”

Afirma o SNTCTReunião? Estão a brincar com os trabalhadores. Exigimos um processo negocial com as reuniões necessária, precedidas de uma contraproposta. Nos CTT é assim, nalgumas outras empresas não sabemos nem queremos saber. E já todos sabem qual é a proposta do SNTCT – 90€ DE AUMENTO PARA TODOS OS TRABALHADORES, DESDE JANEIRO DE 2020.

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COMUNICADO SNTCT CALL CENTERS 4-2020

O REGRESSO À “NOVA NORMALIDADE”
NÃO PODE SIGNIFICAR VIOLAÇÃO DOS
DIREITOS DOS TRABALHADORES

Abre aqui a versão PDF deste comunicado: 2020_4 CALL CENTERS

Compreendemos e aceitámos a necessidade que existiu da aplicação do teletrabalho, não nos opondo ou
menosprezando a importância da aplicação do mesmo, no entanto os trabalhadores que realizaram teletrabalho
deverão ser compensados pelos gastos inerentes à realização de atividade a partir de casa, nomeadamente de luz e
acesso à internet. É inconcebível que os trabalhadores a realizarem teletrabalho para uma operadora que possuam
os serviços desta instalados na sua habitação, lhe seja imputado como habitualmente a fatura
Com a terceira fase de desconfinamento em vigor será importante fazermos um balanço e uma avaliação dos
atropelos à lei e aos direitos dos trabalhadores que as empresas procuram levar á prática. Como a partir de dia 1 de
Junho o teletrabalho terá que ter o acordo do trabalhador, ou seja, a maioria dos trabalhadores irão regressar aos
seus pontos de trabalho, há normas que têm que ser cumpridas pelas empresas.
.Com o regresso aos Locais de Trabalho (call-centers), questionamos e exigimos o cumprimento das normas
da DGS;
 Como vai ser programado o distanciamento obrigatório entre trabalhadores nas posições de trabalho?
 Como será efetuada a higienização e limpeza dos locais, já que são tradicionalmente locais de limpeza
duvidosa e que por diversas vezes expusemos a várias entidades competentes?
 Em vários locais obrigavam trabalhadores a partilhar headsets, que medidas as empresas estão a tomar para
que tal não continue a acontecer?
 Garantiram as empresas a distribuição de equipamentos de segurança, nomeadamente gel/álcool e
mascaras?
Como dissemos anteriormente no caso da Altice a integração dos trabalhadores da Manpower na Intelcia não chega
porque esses trabalhadores devem estar na Altice e não noutra empresa prestadora. Quando Alexandre Fonseca
disse que era o que os sindicatos queriam, que os trabalhadores passassem para uma empresa do grupo, estava a
mentir. O que os trabalhadores querem não é isso, os que trabalhadores querem é ser da empresa Altice, com os direitos
que o ACT contem. A situação de lay off aplicada aos trabalhadores da Intelcia demostrou que os trabalhadores tinham razão.
AGORA, MAIS QUE NUNCA AS REIVINDICAÇÕES ASSUMIDAS E APROVADAS PELOS
DOS TRABALHADORES, TÊM RAZÃO DE SER:
 AUMENTOS SALARIAIS, ACIMA DO VALOR DO ORDENADO MINIMO NACIONAL;
 INTEGRAÇÃO NOS QUADROS EFECTIVOS DOS OPERADORES;
 MELHORES CONDIÇÕES DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO.
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CARTÃO DE REFEIÇÃO – DECLARAÇÃO DE OPOSIÇÃO PARA CTT EXPRESSO

DECLARAÇÃO DE OPOSIÇÃO PARA OS TRABALHADORES

CTT EXPRESSO

Abre aqui a minuta em formato PDF » » »Declaração de Oposição cartão refeição CTT-expresso

 

Exmo. Senhor

João Bento

Presidente da  CTT – Expresso

Av. Dom João II 13, 1999-001 Lisboa

 

_____________________________________ , trabalhador(a)   da CTT-Expresso  com

o nº mecº _________, do grupo profissional __________, colocado(a)   no  local  de  trabalho

_____________________________________, tendo tomado conhecimento da decisão da empresa de proceder ao pagamento do subsídio de refeição através de “cartão refeição” vem manifestar a sua expressa oposição , porquanto:

  1. O subsídio de refeição, ao contrário do que se diz na comunicação da Directora de Recursos Humanos dos CTT tem inequívoca natureza de retribuição, para além do mais, nos termos do disposto na parte final do nº 1 , al. a) do art.º 260º do Código do Trabalho “ (…) ou se devam considerar pelos usos elemento integrante da retribuição do trabalhador”.
  2. E o certo é que tal pagamento nunca esteve dependente da comprovação da realização de quaisquer despesas por parte do trabalhador, sendo inequivocamente parte da retribuição e elemento essencial a complementar os baixos salários que são pagos à generalidade dos trabalhadores.
  3. A corroborá-lo está ainda o facto de, havendo múltiplos títulos refeição a circular no mercado há décadas, jamais a empresa os utilizou para esse efeito, sempre tendo procedido ao pagamento do subsídio de refeição em dinheiro juntamente com a retribuição base e demais prestações retributivas, em cumprimento do que se dispõe na primeira parte do nº 1 do Art.º 276º do Código do Trabalho.
  4. Apesar das “sugestões” efectuadas na sua referida comunicação para a utilização do cartão de refeição, não tem a empresa qualquer direito a impor aos seus trabalhadores que abdiquem de receber o subsídio em dinheiro, dando-lhe a utilização que cada um bem entenda e no momento que considere oportuno.
  5. Finalmente, informo que qualquer alteração ao pagamento do subsídio de refeição, a verificar-se, teria sempre de passar pelo crivo da negociação colectiva, o que não sucedeu.

Em face disso, pretendo que o pagamento do subsídio de refeição continue a ser feito, através de transferência, para a minha conta bancária.

 

Local e data: ___________________________, ____ de Maio de 2020

______________________________________________

(Assinatura)

PARTICIPAÇÃO À AUTORIDADE NACIONAL DE PROTECÇÃO DE DADOS

IMPOSIÇÃO DO CARTÃO DE REFEIÇÃO NOS CTT

SINDICATOS PARTICIPARAM À AUTORIDADE NACIONAL DE PROTECÇÃO DE DADOS

 

Fica aqui texto e cópia da participação feita pelo SNTCT, tendo cada sindicato feito a sua.

“À Comissão Nacional de Protecção de Dados

Participação contra os CTT – violação do regulamento protecção de dados

Examo.s Senhores,

A empresa CTT (Encarregado de Protecção de Dados “DPO” – privacidade.cliente@ctt.pt) cedeu dados dos trabalhadores sem a sua autorização ao banco Santander (Encarregado de Protecção de Dados – privacidade@santander.pt) para emissão de cartões de refeição aos quais cerca de 74% dos trabalhadores não aderiram. (Estimamos em mais de 8000 os trabalhadores afectados).

O SNTCT representa parte destes trabalhadores que não aderiram ao referido cartão. Os nossos associados foram surpreendidos ao constatarem que os seus nomes iriam constar destes cartões sem nunca terem autorizado o tratamento dos seus dados pessoais para este fim. Também não é do nosso conhecimento que a Comissão de Trabalhadores dos CTT tenha dado qualquer parecer para a utilização dos dados pessoais dos trabalhadores desta empresa para outro fim que não estivesse até aí definido.

O SNTCT não vem contestar junto da CNPD a legalidade ou não da adesão a um cartão refeição em nome dos trabalhadores no âmbito da legislação laboral, mas sim a partilha de dados não autorizada entre entidades. Em termos laborais, a empresa CTT poderá evocar o nosso Acordo de Empresa (AE) para justificar o seu ato, mas este AE indica explicitamente o Subsidio de Refeição como sendo uma cláusula de expressão pecuniária, como podem consultar no seu Anexo V, alínea 4 que aqui ligamos.

O SNTCT vem questionar a CNPD relativamente à possibilidade de estarmos perante uma violação do RGPD pelas entidades envolvidas, CTT e banco Santander. Estas entidades não terão como fazer prova do consentimento informado para o tratamento electrónico dos dados dos nossos associados dos CTT para efeitos da atribuição de um cartão refeição do Santander, uma vez que os nossos associados que não fizeram a adesão voluntária a este cartão, não tendo por isso assinado qualquer documento que autorize a empresa CTT a fazê-lo em seu nome e assim transferir os seus dados pessoais para o banco Santander.

Como consequência, o processamento de parte da retribuição destes trabalhadores passará a ser efectuado para uma entidade que não foi indicada pelos trabalhadores, obrigando-os a utilizar os dessa entidade.

Se à primeira vista isto pode parecer não ter qualquer impacto para estes trabalhadores, há que esclarecer que nem todos os estabelecimentos aceitam estes cartões, o que coloca dificuldades mais sérias quando uma percentagem grande dos trabalhadores dos CTT trabalham longe das suas residências e locais afastados dos grandes centros urbanos.

Numa família com 2 trabalhadores da mesma empresa que viva nesta situação, poderemos ter  trabalhadores a enfrentar dificuldades diárias para se alimentarem durante a pausa obrigatória, conhecida como pausa para almoço. Sendo o cartão um serviço que o banco depois vende aos estabelecimentos onde coloca os PoS, este serviço não acontece sem custos, o que provoca uma necessária adaptação dos preços do estabelecimento ao custo adicional que enfrenta para adoptar o sistema de pagamento (PoS).

Se isto não bastasse, a utilização do cartão reduz os valores entregues à Segurança Social pela entidade empregadora em seu nome e do trabalhador, o que afecta a carreira retributiva do trabalhador, prejuízo só contabilizável em cálculo de pensão de reforma.

O prejuízo do trabalhador é-lhe apresentado como um ganho imediato, e resulta numa perda para a Segurança Social. Esta perda traduz-se num ganho para a entidade bancária envolvida, que lucra cobrando taxas às entidades que recebem pagamentos nos PoS sobre esta forma, e num ganho para a entidade patronal, que deixa de fazer as entregas à Segurança Social.

A verificação desta infracção pode ser efectuada solicitando às entidades envolvidas, CTT e Santander, que apresentem cópias dos documentos de consentimento informado dos trabalhadores para o tratamento dos dados dos mesmos para este fim.

Com os nossos melhores cumprimentos,

A Direcção Nacional do SNTCT”

CARTÃO DE REFEIÇÃO IMPOSTO NOS CTT, NÃO!

CARTÃO DE REFEIÇÃO IMPOSTO AOS TRABALHADORES E ÀS TRABALHADORAS DOS CTT, NÃO.

ATENÇÃO – MUITO IMPORTANTE:

  1. O CARTÃO ESTÁ A SER IMPOSTO, UNILATERALMENTE PELOS CTT. É UMA IMPOSIÇÃO CLARA E ABSURDA E, QUE FIQUE CLARO, NÃO RESULTA DE QUALQUER NEGOCIAÇÃO.

  2. NINGUÉM DEVE ASSINAR QUALQUER DOCUMENTO DE ACEITAÇÃO OU, NO CASO DOS QUE JÁ RECEBERAQM O CARTÃO, NÃO O DEVEM ACTIVAR.

  3. SE EXISTIREM TENTATIVAS DE COACÇÃO PEDIMOS QUE NOS FAÇAM CHEGAR DE IMEDIATO ESSA INFORMAÇÃO.

 

Camaradas e amigos(as),

A Direcção Nacional do SNTCT recebeu ontem ao final do dia, da DRH-CTT, a missiva que abaixo transcrevemos na íntegra.

Missiva que repudiamos e que, com tempo, iremos desmontar ponto a ponto este conjunto de argumentação falaciosa, inverdades e claro desrespeito pelos trabalhadores e trabalhadoras da Empresa e pelo AE-CTT.

Independentemente de uma mais aprofundada apreciação, quer por parte desta Direcção quer por parte do contencioso do SNTCT, sobre a legalidade desta decisão – E PARA NÓS É CLARAMENTE ILEGAL – iremos elaborar uma MINUTA DE NÃO ACEITAÇÃO DO CARTÃO e, se os CTT não voltarem atrás neste desrespeito pela contratação colectiva e o AE-CTT, somos de opinião que o caminho é o da luta.

Se os trabalhadores e as trabalhadoras dos CTT quisessem o cartão tinham-no pedido.

Amanhã reuniremos com os outros sindicatos dos CTT e, entre todos, procuraremos encontrar caminhos comuns para resolver este problema.

Até ao final do dia de amanhã, faremos sair mais informação.

Saudações sindicais.

A Direcção Nacional do SNTCT

 

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“Exmos. Senhores, 

São de todos conhecidos os tempos atuais de crise Covid19, estranhos e sem precedentes, em que vivemos. Adivinha-se um quadro económico recessivo em toda a Europa durante os próximos anos.

E as sucessivas medidas restritivas, decretadas pelo Governo e pelas Autoridades de Saúde, arriscam a estabilidade dos negócios e anunciam um longo período de contenção e de sacrifícios sem vislumbre de soluções fáceis e de curto prazo. 

Neste contexto desfavorável, com um decréscimo de 47,8% dos resultados financeiros consolidados do grupo CTT relativos ao primeiro trimestre 2020 face ao período homólogo, onde a área de negócio de Correio teve uma forte contribuição dados os resultados obtidos a partir da segunda metade do mês de março e em que os resultados das outras áreas de negócio se ressentiram também com a atual crise provocada pela pandemia CoViD-19, sobretudo em Espanha, apesar das várias iniciativas que foram encetadas entretanto no sentido de inverter a tendência, e cujo impacto que se estima que afete vários meses dado o nível de incerteza de retoma da economia nacional e internacional, a Empresa tem ponderado seria e intensamente os diversos cenários e os vários caminhos que a lei permite trilhar, em busca da melhor forma de enfrentar este futuro adverso, e no respeito pelo racional de causar o menor impacto possível no conjunto dos colaboradores CTT. 

Como medida inicial e manifestamente adequada à contenção dos já graves prejuízos provocados pela atual situação, e como último esforço para evitar o recurso imediato às medidas legais mais drásticas, especialmente criadas para apoiar as empresas neste momento e que implicam substanciais reduções de salários, a Empresa decidiu proceder ao pagamento do subsídio de refeição através de cartão refeição em relação a todos os colaboradores que ainda não optaram por essa via. 

O histórico centenário da Empresa demonstra que esta sempre privilegiou o diálogo e a pacificação social no universo da organização, tendo diligenciado o mais possível, em todas as matérias, a viabilização de respostas previamente acertadas e ajustadas com as estruturas representativas dos colaboradores. 

Esses objetivos também orientaram a atuação da Empresa no atual contexto de excecionalidade: como já melhor explicitado na Comunicação Interna n.º 17, de 21-04-2020, esta decisão de pagamento do subsídio de refeição através de cartão, surge apenas em face da impossibilidade de formalizar o acordo com as estruturas representativas dos colaboradores– impossibilidade resultante de aspetos acessórios que não negaram a adequação e a proporcionalidade desta medida. 

Conforme já destacado em informações gerais difundidas junto dos colaboradores, o cartão refeição constitui uma forma de pagamento do subsídio de refeição, que pode ser facilmente usada em todos os estabelecimentos de venda de produtos alimentares, tais como supermercados, restaurantes, cafés, bares, incluindo também compras online destes produtos, desde que disponível a modalidade de pagamento de MBway ou MBnet, não implica nenhum tipo de prejuízo para os colaboradores, consagra o exercício de um interesse legítimo da Empresa, e representa uma manifesta vantagem económica para todos: para a empresa, traduz uma forma lícita de diminuição de custos substanciais; para os colaboradores, significa uma poupança média anual em sede de IRS, na ordem dos 100,00€. 

Lembramos que o subsídio de refeição se encontra apenas previsto no AE/CTT; que o AE/CTT não impõe o pagamento do subsídio de refeição em dinheiro; que o subsídio de refeição visa exclusivamente o pagamento de despesas de natureza alimentar; que o subsídio de refeição não constitui uma prestação retributiva; que o subsídio de refeição não se destina ao pagamento de despesas indiscriminadas. 

Nestes termos e de forma a facilitar e agilizar todos os procedimentos, informamos que o cartão de refeição vai ser enviado para todos os colaboradores, durante os próximos dias, acompanhado da respetiva documentação e da informação mais detalhada sobre estas vantagens e respetivas regras da sua utilização, bem como o seu código de acesso. Desta forma, a partir do mês de maio de 2020, passa a receber o respetivo valor do subsídio de refeição creditado no seu cartão-refeição, não sendo desta forma recebido em conjunto com o valor da sua remuneração mensal, e estando o respetivo cartão-refeição desde logo ativo para utilização imediata. 

Nesse sentido, a Empresa enviou a todos os colaboradores CTT uma comunicação de teor semelhante a esta, informando e alertando para a necessidade de ativar o cartão de refeição a fim de poderem iniciar a sua utilização. 

A Empresa está empenhada em evitar o recurso a qualquer figura que implique prejuízos e diminuição das condições de trabalho, pelo que apela à colaboração de todos os agentes do universo CTT para que, juntos, possamos ultrapassar este período tão difícil e de estranhos contornos para todos nós. 

Caso surja alguma questão, estamos naturalmente à vossa disposição. 

Com os meus melhores cumprimentos,”

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SNTCT – A força de continuarmos juntos!

www.sntct.pt – www.facebook.com/sntct

 

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