Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações

Comunicado SNTCT Correios 3-2017

À PROPOSTA DE AUMENTOS SALARIAIS QUE O SNTCT APRESENTOU E DIVULGOU AOS TRABALHADORES, OS CTT REPONDERAM COM A SEGUINTE CONTRAPROPOSTA:
AUMENTO DE 0,4% PARA OS NÍVEIS DE QUALIFICAÇÃO 1 E 2; AUMENTO DE 0,3% PARA OS NÍVEIS DE QUALIFICAÇÃO 3 E 4; AUMENTO DE 0,2% PARA OS NÍVEIS DE QUALIFICAÇÃO 5, 6 E 7, COM EFEITOS A 1 DE JANEIRO DE 2017.

É UMA PROPOSTA …

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No decorrer das negociações veremos qual a capacidade negocial dos CTT tendo em conta vários factores, nomeadamente as reivindicações dos trabalhadores, a capacidade económico-financeira dos CTT e os seus lucros.
Na fundamentação económica que acompanha a proposta os CTT referem o processo de liberalização, um ambiente económico recessivo, a substituição do correio físico por meios de comunicação electrónicos, a baixa taxa de inflação, o investimento no Banco CTT, uma política de remunerações variáveis, na qual gastou em 2016 cerca de 7.5 milhões de euros, entre outras coisas a que nos debruçaremos no próximo comunicado.
Por outro lado os CTT afirmam que querem manter a rentabilidade, a actual performance claramente positiva e uma política consistente de aumento de preços (as tarifas já aumentaram cerca de 45% desde 2010).
Os CTT reconhecem na fundamentação económica, que as suas vantagens competitivas estão na capilaridade e excelência das suas redes: distribuição, lojas e operações físicas. Ora esta excelência é fruto sobretudo do trabalho que diariamente todos os trabalhadores efectuam..
Por outro lado é estranho que em 2016 os rendimentos tenham decrescido mais de 3% e tenham aumentado as comissões de venda, por exemplo. É de referir ainda que desde 2012 foram eliminados 1.019 postos de trabalho.
Sendo verdade que os CTT são uma empresa privada a quem foi dada uma licença bancária, também é verdade que prestam o serviço público universal, ora, para que tudo isto seja levado a cabo com qualidade, é preciso inovar no negócio CTT e manter e melhorar a prestação do serviço público e universal. Para isso são precisos mais trabalhadores, com o grau de excelência que lhes é reconhecido e também ordenados justos.
Se os accionistas e os administradores são de excelência como se pode verificar pelas dezenas de milhões de euros que lhes são pagos, os trabalhadores também querem ser remunerados justamente. Por isso a proposta agora apresentada pelos CTT, sendo uma primeira proposta, tem que ser alterada no processo negocial que se vai seguir.

sntct – a força de continuarmos juntos

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