Comunicado SNTCT Correios 3-2018

ESTÃO A DESTRUIR OS CTT

ESTÃO A DAR CABO DO SERVIÇO UNIVERSAL DE CORREIO

O GOVERNO TEM QUE TOMAR COM URGÊNCIA A DECISÃO DE REVERTER A PRIVATIZAÇÃO DOS CTT

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“Lacerda declara”, “Lacerda sublinha”, “Lacerda promete”, “Lacerda transforma”, são as parangonas que os meios de comunicação normalmente trazem sobre os CTT. Continuamos pois a aguardar que algum deles, um dia, tenha a coragem de mudar o disco e, assim, titular efectivamente a realidade, com um “Lacerda aufere centenas de milhares para dar cabo do serviço de correios”!

Ainda não há muitos anos, por exemplo em 2007 os CTT, empresa cujo capital era 100% do Estado Português, deu lucros anuais de 72,7 milhões de euros. Tinha mais 2500 trabalhadores do que tem hoje, tinha mais 1000 estacões e postos de correio do que tem hoje, prestava um serviço público e universal de qualidade.

Hoje, privatizados, os CTT dão 6,3 milhões de euros por semestre, as Estações de Correio têm enormes filas de espera, o correio é distribuído muitas vezes apenas uma vez por semana. Os utentes são mal servidos e as reclamações sobem em flecha.

O “mérito” desta situação desastrosa vai todo para o CEO Lacerda e seus pares.

Comparando o 1º semestre de 2018, com o de 2017, a situação nos CTT era a seguinte:

Lucro 6,3 Milhões €
Diminuição do lucro – 64,8%
Resultados operacionais + 3,0 Milhões €

Rendimento Correio + 761 Mil €
Rendimento correio expresso e encomendas + 11,1 Milhões €
Serviços financeiros – 9,3 Milhões €
Banco CTT + 1,9 Milhões €
Aumento das tarifas + 4,1%
Venda do edifício da R. da Palma + 1,7 Milhões €
Pagamento de dividendos a accionistas 57,7 Milhões €
Integração da Payshop no Banco – saíram dos CTT 6,4 Milhões €
Aumento do capital social do Banco – saíram dos CTT 25 Milhões €
Nº de trabalhadores no grupo CTT – 164
Gastos com pessoal – 1,5 Milões €
Nº Estações de Correio – 33
Indicador global da qualidade do serviço – 20%
Satisfação dos clientes – 6,3%
Valor das acções 2,99€
Desvalorização das acções – 46%

Em resumo, menos qualidade, menos postos de trabalho, menos estações de correio, menos distribuição de correio, menos lucros e património delapidado.

O País, as populações, o tecido empresarial/económico e os agentes culturais regionais e locais têm direito a um serviço público de qualidade, prestado atempadamente e que seja propiciador da coesão económica e social em todo o território Português.

A esmagadora maioria da população sabe que a privatização foi um erro e os decisores políticos, mesmo os que cobardemente o negam, também.

A esmagadora maioria dos utentes sabe o estado de degradação a que o serviço chegou. O ministro do Planeamento disse em Fevereiro de 2018 que a situação dos CTT é consequência da privatização a 100% da empresa feita pelo anterior governo (grande novidade) e que, lavando as mãos como pilatos, cabe agora ao regulador assegurar a qualidade dos serviços. Perante esta situação perguntamos:

DE QUE ESTÁ O GOVERNO À ESPERA
PARA REVERTER A PRIVATIZAÇÃO DOS CTT?

Porque é que o Governo empurra para o regulador e este aplica multinhas para que tudo continue na mesma?

Não vale a pena saber de quem foi a culpa da privatização. Todos sabem que foi. Importa sim, assumir que foi um erro e resolver a situação.

REVERTER DA PRIVATIZAÇÃO DOS CTT É URGENTE!

FAÇAM-NO, PÔRRA!!!!!

SNTCT – a força de continuarmos juntos!