Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações

2006/06/16

PRESS RELEASE SNTCT
Ministros Mário Lino e Vieira da Silva só querem distribuição de Correio em dias de greve?

Em muitas localidades deste país, incluindo nas grandes cidades, os Cidadãos à muito que deixaram de ter correio diário e domiciliário, prestado pelos CTT, em conformidade com a Constituição da República, a Lei de Bases do Serviço Postal e Contrato de Concessão assinado entre o governo e a empresa CTT.

O Governo não tinha conhecimento desta situação, ou tem andado distraído?
A maioria dos pré-avisos de greve colocados pelo SNTCT, advém da falta de trabalhadores nos locais de trabalho, para que estes consigam corresponder ao cumprimento das leis deste país.

O governo nada fez e nada faz para alterar esta situação, continuando os trabalhadores e os cidadãos a quem estamos obrigados a prestar o serviço diariamente a ser prejudicados.

No caso concreto existem todos os dias falta de 10 trabalhadores no Centro de Distribuição Postal 1200 em Lisboa, num total de 47.

Atendendo as esta situação, e porque sem trabalhadores não há distribuição, estes decidiram fazer uma greve de dois dias com o único objectivo de verem substituídos os trabalhadores ausentes por motivos de férias ou acidentados em serviço.

A resposta da empresa tem sido praticamente nula esquecendo-se das suas
obrigações sociais, durante os 365 dias do ano.

O Governo desrespeitando o princípio da proporcionalidade e tentando anular a greve marcada pelos trabalhadores e seu sindicato em defesa das populações, vem através de um despacho conjunto impor a distribuição do correio que, em situações normais não são efectuadas.

Vem impor aos Carteiros a recolha e distribuição de Encomendas Postais, quando as recolhas são efectuadas por outros profissionais dos CTT e a distribuição deixou de ser efectuada pelos CTT e passou para uma outra empresa chamada CTT-Expresso.

Será que desconhecem esta realidade?

Impor que, para o cumprimento dos serviços mínimos são necessários “30% do número de trabalhadores em condições normais de actividade no mesmo período” é sinónimo de quererem anular o direito à greve, ou então, desconhecem que esse é quase o número de trabalhadores presentes no CDP.

Será que também desconhecem que a greve é precisamente para que a empresa coloque mais gente ao serviço, para assim se cumprirem não só as necessidades sociais impreteríveis mas, também, toda a legislação em vigor?

Será que ao menos se preocuparam em saber o que estavam a proteger?

Nós julgamos que não. Mas lá que outros valores mais altos se levantaram…

O Secretariado Nacional do SNTCT

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